Em 1994, Michel Mayor fez uma descoberta histórica, de alcance mundial, por isso não disse nada a ninguém e esperou até que ela estivesse mais do que confirmada. No ano seguinte, em junho, esse astrofísico e seu aluno Didier Queloz voltaram a usar seu telescópio do observatório de Haut-Provence (França) para observar a 51 Pegasi, uma estrela a 50 anos-luz da Terra. O sinal ainda estava lá. “Naquela época, este campo de estudo era muito menosprezado porque durante décadas tinham sido feitos muitos anúncios de exoplanetas e todos provaram ser falsos”, recorda Mayor. A luz de seu astro cintilava, indicando que havia um mundo descomunal, do tamanho de Júpiter, orbitando a estrela, mas era impossível. As leis da física previam que, para descobrir um planeta assim, eram necessários 10 anos de observação, o tempo que demoraria para tal planeta dar uma volta completa em torno de sua estrela. Este fazia isso em apenas quatro dias. Era um planeta que não podia existir, mas ali estava. “Tínhamos certeza da qualidade da nossa medição, mas nem tanto da interpretação”, admite Mayor. A descoberta do primeiro exoplaneta foi confirmada naquele mesmo ano. Mayor e Queloz inauguraram um novo campo da astrofísica. Não só existem no universo planetas inconcebíveis fora do nosso sistema solar, como são muitos, pois desde então foram descobertos 4.057 exoplanetas, alguns deles do tamanho da Terra e com capacidade de abrigar vida. Mayor conta que na terça-feira às 11h45 da manhã resolveu abrir o computador. Clicou em um link e ficou sabendo que tinham lhe dado o Nobel. “Começaram a chegar centenas de mensagens. Respondia uma e chegavam mais cinco. Fechei o computador e não voltei a abri-lo”, explica ao EL PAÍS o astrofísico suíço de 77 anos, ganhador do Nobel de Física de 2019 juntamente com Queloz pela descoberta do primeiro exoplaneta e com James Peebles pela contribuição deste à cosmologia. Na própria terça-feira, recém-chegado a Madri para visitar o Centro de Astrobiologia e dar uma conferência em Almagro, Mayor, professor emérito da Universidade de Genebra, respondeu às nossas perguntas.

Pergunta: A Real Academia de Ciências da Suécia concede-lhe o prêmio por mostrar “o lugar que a Terra ocupa no cosmos”. Que lugar é esse?

Resposta: As estatísticas dizem que há bilhões de planetas em nossa galáxia, a Via Láctea. Muitos são como a Terra. Parte deles está na distância exata de sua estrela para que haja uma temperatura adequada e ocorra a química complexa necessária para que surja a vida. Com base nisso, as probabilidades de que haja vida no universo são descomunais. Agora o importante é procurar os exoplanetas que estão mais perto de nós para que possamos captar mais fótons e analisar a química de sua atmosfera


Pergunta: Encontraremos vida nesses planetas?

Resposta: Pelo menos sabemos como fazer isso. Podemos detectar os biomarcadores na atmosfera que demonstram que há vida neles. Mas não temos os instrumentos para analisar a luz do planeta, algo muito complicado, porque sempre há uma enorme quantidade de luz emitida pela estrela e é difícil separá-las. Estou convencido de que existe vida em muitos lugares do universo.

Pergunta: Os planetas extrassolares, mesmo aqueles considerados habitáveis porque podem conter água líquida, são ambientes muito expostos à radiação estelar...

Resposta: Podem ser formas de vida mais simples do que nós. Os elementos químicos são sempre os mesmos, mas há muitas possibilidades de diversidade. Pense, por exemplo, na Terra, no quanto os animais que vivem sobre a terra são diferentes dos que estão no oceano, ou em um deserto, ou em uma floresta... Como é realmente a vida em outros planetas? É uma questão preciosa e enorme para a próxima geração.

Pergunta: Giordano Bruno, que foi queimado pela Igreja no século XVII, propôs que existem muitos outros sistemas no universo, o que não se encaixa no relato cristão da criação. Qual é o lugar de Deus no universo?

Resposta: A visão religiosa diz que Deus decidiu que houvesse vida apenas aqui, na Terra, e a criou. Os fatos científicos dizem que a vida é um processo natural. Acredito que a única resposta é investigar e encontrar a resposta, mas para mim não há lugar para Deus no universo.

Pergunta: Qual é a possibilidade de que alguns desses milhares de planetas com vida sejam Terras como a nossa?

Resposta: Encontrar vida evoluída, uma civilização, é uma pergunta completamente diferente. É muito mais difícil, por enquanto não é possível responder. Posso passar o resto da minha vida feliz tentando responder apenas à pergunta sobre se há vida além da Terra.

Pergunta: O primeiro exoplaneta que você descobriu estava a 50 anos-luz e é um gigante gasoso, como Júpiter. O exoplaneta terrestre mais próximo da Terra, o Proxima b, descoberto em 2016, está a 4,5 anos luz. Algum dia será possível explorar algum desses mundos?

Resposta: Nunca poderemos ir. Os humanos demoram três dias para viajar até a Lua. A luz só precisou de um segundo. Imagine um planeta a 12 anos-luz. A luz demora um bilhão de segundos para chegar. Multiplique três dias por um bilhão, é muito tempo. É uma fantasia pensar que podemos ir até lá. Existe um projeto para enviar minissatélites para Proxima b, acelerados com laser até quase a velocidade da luz. É muito difícil, mas mesmo que dê, um artefato a essa velocidade que passe durante uma fração de segundo ao lado do planeta não poderá captar nada interessante. Não aprenderemos nada! Nossa única opção é desenvolver métodos de detecção remota baseados na química.

Pergunta: Muitos dos exoplanetas terrestres descobertos estão em torno de estrelas anãs vermelhas, diferentes de nosso Sol. Isso afeta a possibilidade de que haja vida?

Resposta: Descobrimos algumas centenas de planetas usando a técnica da velocidade radial. No ano passado, minha equipe começou a operar um novo espectrógrafo, chamado Esspreso, que pode se conectar a quatro telescópios de oito metros de diâmetro em Paranal, no Chile. Com esse instrumento, já temos a capacidade de detectar um planeta de massa baixa [semelhante à Terra]. Além disso, o E-ELT nos dará uma enorme capacidade para detectar biomarcadores em planetas terrestres.

Pergunta: Estão em estrelas como o Sol?

Respósta: A maioria dos esforços atuais se baseia em estrelas menores, porque a zona habitável está mais próxima do astro e é mais fácil analisá-la. Mas, pessoalmente, acredito que a zona habitável está tão perto da estrela que pode haver um enorme bombardeio de partículas estelares, o que pode tornar difícil a existência de vida. Eu me inclino a procurar nas estrelas anãs laranja, que são um ponto intermediário entre as anãs vermelhas e o nosso Sol, com uma massa de 0,7 sóis. Para o futuro, aposto nessas estrelas.

Fonte: El País

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A espécie humana é negra

A cor da pele negra surgiu quando os hominídeos perderam os pelos 1,2 milhão de anos atrás. A espécie humana surgiu já negra há cerca de 350 mil anos na região leste da África e a ciência nos mostra que uma mutação no gene SLC24A5 resultou na versão Homo sapiens clara entre 6.000 e 12.000 anos atrás (mesma época em que olhos azuis surgiram). Olhos azuis são uma versão dos olhos castanhos como pouca melanina por conta de uma mutação e, por sua vez, os cabelos loiros são também uma variação dos cabelos escuros com pouca melanina. Assim, todas as versões humanas são derivadas literalmente da versão negra que surgiu na África, e o homem branco é apenas o homem negro com pouca melanina no corpo [1][2][3].

O macho é uma versão da fêmea (em mamíferos).

Em mamíferos, o cromossomo Y de XY (macho) surgiu da degeneração massiva de um cromossomo X de XX (fêmea). Uma vez que o cromossomo X resultante é o responsável pelo desenvolvimento das mamas e mamilos e o cromossomo Y (mutante de X) é aquele que contém a informação responsável pelo aparelho reprodutor masculino, nos embriões de mamíferos, os mamilos e uma pseudo-vagina são adicionados logo que o X se expressa (para formar uma fêmea). Então, quando o Y entra no processo para converter essa "fêmea" em macho, os mamilos são mantidos [4]. Vale deixar claro que o dimorfismo sexual existe muito antes desse sistema XY. Um caso interessante é que, exceto os mamíferos, os demais animais apresentam o processo alternativo de reprodução por partenogênese (que ocorre comumente quando há ausência de machos).

Sistemas não vivos reproduzem e evoluem.

Moléculas complexas sofrem "mutações" e formam novos "indivíduos" ligeiramente diferentes que possuem uma identidade totalmente nova [5]. Mas, não é só isso. Diversos sistemas contendo essas moléculas - embora entendidos como não-vivos - podem sofrer mutação rapidamente e evoluir formando novas espécies [6]! A diferença entre algo não-vivo e vivo torna-se literalmente uma chama de debates entre os conceitos estabelecidos na ciência. Mas a questão crucial discutida na ciência não é se os organismos vivos surgiram de sistemas químicos replicantes, mas quais foram as condições necessárias para isso ocorrer.

Animais e plantas possuem a mesma origem.

Os animais e plantas compartilham DNA porque são oriundos de um mesmo grupo ancestral: micro-organismos respiradores de sulfato e pioneiros na síntese de um aparato químico que formou derivados (clorofila e hemoglobina), permitindo o surgimento de versões com metabolismo diferente [7].

Fontes:

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A discussão entre ciência e religião é umas das mais antigas da humanidade. A verdade é que cada cientista tem uma visão diferente sobre as religiões e a possibilidade da existência de um deus. Pensando nisso, separamos reflexões de alguns de cientistas queridos e renomados sobre ateísmo e agnosticismo. Veja abaixo a posição de Sagan, Einstein, Hawking, Tyson e Dawkins sobre o tema:

Albert Einstein

O pai da Teoria da Relatividade afirmou em múltiplas ocasiões acreditar na visão de Deus de acordo com o panteísmo. Trata-se de uma vertente definida pelo filósofo holandês Baruch Spinoza, na qual tudo e todos fazem parte da composição de Deus, refutando a possibilidade de um Deus individual ou antropomórfico. Einstein também se definiu como agnóstico, ou seja, ele reconhecia a possibilidade da existência de um deus – por mais difícil que fosse descobrir se isso é verdade ou não. O cientista escolheu esse caminho em vez do ateísmo porque acreditava ser um ato de humildade. "Você pode me chamar de agnóstico, mas eu não concordo com o espírito do ateu profissional cujo fervor é um ato de dolorosa restrição da doutrinação religiosa da juventude. Eu prefiro ter uma atitude de humildade em relação ao quão pouco entendemos sobre a natureza e nossos próprios seres", escreveu à Guy H. Raner Jr. em setembro de 1949. Recentemente uma carta manuscrita de Albert Einstein, na qual o físico questiona a existência de Deus, foi vendida em Nova York, em um leilão organizado pela Christie's, por US$ 2,89 milhões. Na carta, datada de 1954 e endereçada ao filósofo judeu alemão Eric Gutkind, Einstein refuta quaisquer crenças religiosas. Segundo a Christie's, antes de ser leiloada na terça-feira, o documento já havia sido oferecido em leilão em 2008 e comprada por um colecionador por US$ 404 mil. Na carta ele declara que "a palavra Deus não é nada para mim, mas a expressão e o produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas veneráveis, mas ainda muito primitivas".

Carl Sagan

Assim como Einstein, Sagan negou ser ateu. O fato ficou publicamente conhecido e passou a ser discutido a partir de uma entrevista com o cosmólogo publicada no Washington Post em 1996. "Um ateu tem que saber muito mais do que eu sei. Um ateu é alguém que sabe que não existe um Deus", disse Sagan. Em 2014, Joel Achenbach escreveu uma matéria também para o WP sobre o assunto. Como a cada duas semanas ele recebia pelo menos um e-mail questionando a religiosidade de Sagan, o jornalista decidiu ir além, tentando interpretar melhor o posicionamento do cientista por meio de cartas dele e entrevistas com pessoas próximas a ele. Em uma carta à Robert Pope, Sagan escreveu: "Eu não sou um ateu. Um ateu é alguém que tem evidências persuasivas de que não existe um Deus Judaico-Católico-Islâmico. Eu não sou tão sábio, mas ao mesmo tempo não considero que exista algo próximo à uma evidência adequada para a existência de um deus". David Morrison, aluno de Sagan na época, afirmou que o professor "agia como um ateu, mas rejeitava o rótulo". "Acho que parecia absoluto demais para ele. Ele sempre tentava estar aberto a novas evidências em qualquer assunto", disse, em entrevista ao Washington Post. Já a viúva de Sagan, Ann Druyan, acredita que a frase não está aberta à interpretações: "Carl quis dizer exatamente o que ele disse. Ele não sabia se existia um deus. Ao meu ver, um ateu sabe que não existe um deus ou algo equivalente. Carl estava confortável com o rótulo de 'agnóstico', mas não de ateu".

Stephen Hawking

Hawking se define como ateu. "Eu não sou religioso no senso comum. Eu acredito que o universo é governado pelas leis da ciência. As leis podem ter sido decretadas por Deus, mas Ele não intervém para quebrar as leis", disse o cientista em 2007 para a BBC. Ah, e claro, acredita na supremacia da ciência. "Existe uma diferença fundamental entre a religião, que é baseada na autoridade, e a ciência, que é baseada na observação e na razão. A ciência vencerá porque ela funciona", explicou em outra ocasião, três anos depois, à jornalista Diane Sawyer, no ABC World News.

Neil Degrasse Tyson

O cientista americano se considera um agnóstico. Em ocasiões passadas, o apresentador de Cosmos ressaltou que, se acreditasse em um deus, não seria na forma descrita pelas três maiores religiões monoteístas do mundo. "Todo relato de um poder maior sobre os quais já ouvi, todas as religiões que vi, incluem declarações relacionadas à benevolência desse poder. Quando eu olho para o universo e todas as formas em que o universo quer acabar conosco, acho difícil considerar tal discurso altruísta", disse o cientista. Um dos motivos pelos quais Tyson se declara agnóstico e não ateu é a falta de energia para lidar com o segundo grupo. Em uma entrevista, ele explicou que, ao usar "Deus" em um post no Facebook em 2012, o cientista foi duramente criticado por seus seguidores. "Como alguém como você poderia falar em Deus?", disseram, entre outras coisas. "Estou perfeitamente bem com todas as pessoas religiosas que vivem ao meu redor. Não estou tentando converter as pessoas, não me importo. Somos uma sociedade que permite a pluralidade de religiões e eu estou bem com isso", explicou em uma entrevista. "Só mantenha isso fora da sala de aula de ciência."

Richard Dawkins

Sem dúvidas o cientista é conhecido por ser um dos principais advogados públicos do ateísmo. Em entrevista concedida à GALILEU em 2015, ele explicou o motivo: "Como cientista, eu me sinto apaixonado pela verdade. Eu amo a verdade, ela é tão empolgante. O criacionismo é um insulto ao intelecto, então qualquer cientista vai querer lutar contra isso. Eu nunca quis nada além de lutar contra o criacionismo. Nunca decidi me tornar uma figura pública, mas sempre senti a necessidade de advogar por esta causa e se, por consequência, me tornei uma pequena figura pública, foi incidentalmente".

Fonte: Galileu

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O livro “A Guerra dos Tronos”, da cultuada série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, é o mais vendido do século na categoria Fantasia, informa nova pesquisa.

A obra do escritor George R. R. Martin superou a icônica “Bíblia”, clássico fantástico co-escrito por 39 autores há centenas, talvez milhares, de anos.

Os dados da pesquisa revelaram que, impulsionada pela série homônima de TV, a saga ‘Game of Thrones’ vendeu nos últimos 12 anos uma média de 86 mil cópias semanais, contra 72 mil do best-seller cristão.

A narrativa fala sobre um mundo arcaico, onde reis, rainhas, magos e renegados disputam o trono de um reino, em conflitos que duram séculos até que todos protagonistas morram sacrificados.

“Há muita semelhança entre as duas obras”, explica o bibliotecário Hilário Miranda. “A Guerra os Tronos” destaca-se pela quantidade de batalhas épicas, enquanto o forte da ‘Bíblia’ está nos personagens com poderes divinos e habilidades mágicas”, ressalta.

Hilário credita o sucesso de vendas dos livros ao boom do gênero Fantasia, voltado principalmente para leitores com dificuldade em se relacionar socialmente.

“Na Bíblia, Deus manda Abraão sacrificar seu filho Isaac, enquanto em ‘Game of Thrones’, Cersei manda matar todos os bastardos de Robert”, compara Hilário. “Este tipo de intriga atrai bastante os leitores de hoje”, explica.

As terceira e quarta posições da lista se mantiveram com a trilogia “O Senhor dos Anéis” e a saga “Harry Potter”.

Fonte: Diário de Barrelas

 

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Um pastor evangélico de 31 anos foi preso e se tornou réu no processo no qual é acusado de estuprar quatro adolescentes que frequentavam a sua igreja na Zona Leste de São Paulo. Segundo a acusação feita pelo Ministério Público (MP), o religioso enganava os fiéis, oferecendo suposta "cura física e espiritual" àqueles que fizessem sexo com ele e o "anjo" que dizia incorporar. Preso há mais de um mês, Pedro Jorge dos Santos Teixeira, fundador da Igreja Apostólica dos Mistérios de Deus, em São Mateus, nega a acusação e alega ser inocente. Segundo a denúncia da Promotoria, feita a partir da investigação da Polícia Civil, os abusos foram cometidos entre 2014 até agosto deste ano, quando os adolescentes tinham entre 14 a 17 anos. O 49º Distrito Policial (DP), onde o caso foi registrado, apura se há mais vítimas. Duas meninas e dois meninos acusam Pedro de inventar a história do "anjo" e ainda ameaçá-los de morte para que mantivessem relações sexuais com ele. Contaram que o pastor fingia receber o anjo Camael e prometia uma troca: dizia que a entidade daria crescimento e realizações pessoais a eles se transassem com o apóstolo.

Um dos garotos que fizeram a denuncia gravou vídeo e o encaminhou ao G1 contando que foi abusado pelo líder religioso. “Pedro disse que o anjo Camel [Camael] orientou que eu mantivesse relações sexuais com ele para que essa minha mania pudesse ser extinguida”, fala um estudante de 17 anos, sobre o que o pastor teria lhe dito para acabar com um vício que tinha. Ele não quis revelar, porém, qual era o problema. “Ingênuo, fui com total confiança naquele homem e acabei caindo nessa enganação, nessa mentira dele. E os abusos aconteceram durante dois anos, dos meus 14 aos meus 16 anos”, continua o menor, que foi autorizado por sua responsável, a avó, a conversar com a reportagem. A condição era a de que o nome e rosto dele não fossem divulgados, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ), a juíza Tatiane Moreira Lima, do SANCTVS (Setor de Violência Contra Infante, Idoso, Pessoa com Deficiência e Tráfico Interno de Pessoa), aceitou recentemente a denúncia do MP contra o pastor. A magistrada ainda converteu sua prisão temporária em preventiva para que ele fique detido até seu eventual julgamento. O pastor está por estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Atualmente ele está detido no Centro de Detenção Provisária (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Fonte: Portal G1

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No sábado, 6 de outubro de 2018, um dia antes das eleições, o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse em um vídeo nas redes sociais que vai fazer um governo para todos os brasileiros, “independente de religião, até para quem é ateu”. Com o slogan de campanha "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", Bolsonaro chegou a dizer que ia transformar o Brasil em um pais oficialmente cristão. O candidato tem forte apoio de lideranças neopentecostais, que estão no segmento mais conservador da sociedade brasileira. No mesmo vídeo, ele falou que seu governo incluirá os homossexuais e seus filhos. Bolsonaro é conhecido por afirmações respaldadas por fundamentalistas evangélicos e católicos. Essa foi a primeira vez que ele faz em aceno aos ateus. “Nós vamos fazer um governo para todos, independente de religião. Até quem é ateu. Nós temos quase por volta de 5% de ateus no Brasil, e vocês têm as mesmas necessidades que os demais têm", declarou o candidato ao Palácio do Planalto.”

Fonte: UOL Notícias

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Pesquisa da Universidade do Kansas (EUA) feita com 14.500 pessoas revelou que os ateus têm melhor vida sexual que os religiosos. Uns e outros reconheceram as mesmas práticas, como masturbação, sexo oral e uso de pornografia como estímulo. Mas os religiosos não obtêm a mesma vivência prazerosa por causa da culpa que têm durante o sexo, sentimento que se estende pelos dias seguintes. Os psicólogos Darrel Ray e Amanda Brown, os responsáveis pela pesquisa “Sexo e Secularismo”, informaram que, para garantir uma avaliação com baixo índice de distorção, foram selecionadas pessoas que mantêm a mesma frequência semanal de sexo. Em uma escala de 0 a 10, os mórmons apresentaram a maior pontuação de culpa, com 8,19, seguidos por Testemunhas de Jeová, evangélicos pentecostais, adventistas do Sétimo Dia e batistas, nessa ordem. Os católicos tiveram pontuação de 6,34 os luteranos, 5,88. Os ateus apresentaram o mais baixo índice de culpa sexual, 4,71. Os agnósticos ficaram perto, com 4,81. Do total das pessoas que cresceram em lares de forte religiosidade, 22,5% sentem vergonha quando se masturbam. Em relação a quem é de família menos religiosa, o índice é de 5,5%. A pesquisa também apurou que quem deixou de lado a religião e se tornou ateu teve uma melhora significativa na satisfação sexual. Ray disse que ficou surpreso com esse resultado, porque acreditava que as pessoas nunca se livrariam completamente da repressão religiosa.

Fonte: Paulopes

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Em uma entrevista concedida em 2005 para o "Fantástico", a atriz Malu Mader (foto) disse que tinha agradecido a Deus após ter sido submetida a uma cirurgia que extraiu um cisto benigno do cérebro. Mas explicou que o agradecimento não foi em nome dela, mas de sua mãe, que é católica devota. Em fevereiro de 2002, ao falar para a revista Marie Claire, Malu admitiu não acreditar que “alguém tenha criado tudo, que está nos olhando” [o tempo todo]. “Falo ‘graças a Deus’, ‘vai com Deus’, como uma maneira de desejar o bem”. “Até invejo quem tem fé. Se eu soubesse que existe alguma coisa depois da morte, estaria ótima.” Antes, quando estava no hospital, teria dito que não acredita em Deus e foi criticada por fãs na internet. Supostos evangélicos escreveram que ia oram para que ele passasse a ter fé.

Atriz de sucesso em telenovelas globais e no cinema, Malu de Lourdes da Silveira Mader — o nome oficial de Malu — nasceu no dia 12 de setembro de 1966. Casou-se em 1990 com o músico da banda Titã e escritor Tony Bellotto (também ateu), com o qual tem dois filhos. Ela participou de novelas, minisséries e séries como "Corpo a Corpo" (1984); versão original de "Tititi" (1985); "O Outro" (1987); "Fera Radical" (1988); "Top Model" (1989); "O Dono do Mundo" (1991); "Anos Rebeldes" (1992); "Mapa da Mina" (1993); "A Comédia da Vida Privada" (1994); "A Vida Como Ela É" (1996), de Nelson Rodrigues; "A Justiceira" (1997); "Labirinto" (1998); "Força de um Desejo" (1999); "Celebridade" (2003); "Eterna Magia" (2007); remake de "Tititi" (2010). No cinema, atuou no "A Espera" (1985), "Rock Estrela" (1986); "Feliz Ano Velho" (1987); "Bellini e a Esfinge" (2001); "O Invasor" (2002); "Sexo, Amor e Traição" (2004); "Brasília 18%" (2006); "Podescrer" (2006); "A Casa da Mãe Joana" (2007); "Sexo com Amor?" (2007); "Se não fosse o Onofre" (2008).

Fonte: Paulopes

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"Sou ateu. Não preciso de religião nenhuma para praticar o bem. Não é nenhuma religião que vai ditar meus valores morais", disse ao ser questionado sobre o acidente de helicóptero que sofreu em 1998 em Roraima. Ele afirma que o acidente "foi puro acaso, sorte, foi forte". Danton afirma que nunca mais andou de helicóptero. "No início, foi por respeito à Laura [Malin, sua mulher na época], que pediu para eu não ir. Mas não tenho medo de voar. Pego avião toda semana", contou.

O ator afirma ter um bom relacionamento com sua ex-mulher, com quem tem duas filhas. "Hoje, eu ainda penso que se a gente tivesse tentado mais um pouquinho [lidar com os atritos], talvez a gente tivesse conseguido ficar junto." Danton também, falou sobre a solteirice. "Passei por um período esquisito. Eu me vi sozinho aos 30 anos [ele estava com Laura desde os 17]. Foi estranho. Mas hoje consigo ficar muito bem sozinho. Solteiro é quem procura outra pessoa. E eu não estou à procura de ninguém", disse.

Aos 35 anos, o ator afirma não ter problemas com as constantes comparações que fazem entre ele e o irmão, o também ator Selton Mello. "Todo mundo compara. Mas essa diferença na carreira aconteceu naturalmente. Ele abriu mão de ter muita coisa em televisão para se dedicar ao cinema. Eu não abro mão de TV nem de teatro para fazer cinema. Se surge um convite para um trabalho de três meses no Nordeste, eu não vou. Nem que seja com o melhor diretor do mundo. Não vou ficar três meses longe das minhas filhas", afirmou.

Fonte: Quem Acontece

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Durante gerações, os membros da paróquia sussurraram seus pecados nos confessionários da igreja católica Notre-Dame-du-Perpétuel-Secours. Mas, num dia recente, o comediante Sugar Sammy foi filmado dentro de um desses confessionários, a mais recente celebridade a participar do talk show “Y’a du monde à messe", ou “A igreja está lotada".

“Gravei um vídeo pornográfico para ganhar fama, pois pensei que esse fosse o caminho para a glória", disse Sammy, fingindo seriedade enquanto a câmera se aproximava do seu rosto, visto por trás do véu de madeira. “Não deu certo, pois ninguém assistiu.”

O espaço, antes sagrado, foi reinventado como o Théâtre Paradoxe a um custo de quase 3 milhões de dólares. O lugar recebe agora eventos como shows de bandas cover do Led Zeppelin, aulas de Zumba e festas fetichistas, além do programa de entrevistas do qual Sammy participou.

Ainda que a antiga igreja tenha recebido recentemente uma festa do crucifixo no dia das bruxas, com dançarinas em trajes sumários diante de uma cruz, o diretor do teatro, o católico Gérald St-Georges, sublinhou que a função do espaço ainda é sagrada. Ali, ex-viciados e pessoas que não completaram o ensino médio aprendem habilidades técnicas cenográficas que lhes permitem entrar no mercado de trabalho. Ele disse, “Continuamos fiéis à missão da igreja, que é servir à comunidade".

A transformação radical reflete o declínio da Igreja Católica numa província canadense onde 95% da população frequentava a missa nos anos 1950, mas apenas 5% o fazem hoje. A queda, somada ao aumento vertiginoso dos custos de manutenção, levou arquitetos, grupos de defesa do patrimônio e a própria igreja a pensar de maneira criativa para a conservação de edifícios históricos. Pelo menos 547 igrejas de Quebec foram fechadas, vendidas ou transformadas.

O arcebispo de Montreal, Christian Lépine, disse, “É triste quando uma igreja é fechada ou transformada, mas temos que aceitar a realidade". Depois que uma igreja é escolhida para conversão, os restos humanos eventualmente sepultados nela são transferidos para um cemitério católico. Muitos arquitetos procuram manter alguns detalhes como homenagem à herança religiosa do edifício.

Depois que a igreja local de Sainte-Élizabeth-de-Warwick, cidade no centro de Quebec com população de 400 habitantes, foi transformada numa empresa de queijos alguns anos atrás, os novos proprietários decidiram manter uma pequena capela para atender à comunidade. Mas alguns moradores se recusam a participar de uma missa de domingo numa igreja cuja antiga nave é agora ocupada por queijos em processo de cura.

Jean Morin, proprietário da La Fromagerie du Presbytere - que comprou a igreja por 1 dólar, investiu 1,2 milhão de dólares na sua reforma e, depois disso, ganhou o grande prêmio dos queijos canadenses -, disse que a transformação salvou o edifício para as gerações futuras.

Na academia de ginástica Saint Jude, no bairro de Plateau-Mont-Royal, em Montreal, os sócios desfrutam de uma banheira quente externa. O redator de publicidade Olivier Pratte, 31 anos, destacou que embora sua avó fosse religiosa, seus pais e sua geração não o eram.

“Minha avó fica feliz sabendo que passo algum tempo na igreja", disse ele, “ainda que eu esteja exercitando os músculos, e não a espiritualidade".

Fonte: Estadão

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O socialista Pedro Sánchez (foto) assumiu no dia 2 de junho de 2018 a presidência do governo da Espanha em cerimônia em que não houve juramento com a mão sobre a Bíblia e nem crucifixo no local ou qualquer outro símbolo religioso. É a primeira vez que isso ocorre na história da democracia da Espanha, um país de forte tradição católica. Uma das promessas de governo do Sánchez é instituir um verdadeiro Estado laico, retirando da Constituição, por exemplo, que deve haver cooperação com “a Igreja Católica e as demais confissões”. Entre outras medidas, o novo primeiro-ministro pretende acabar com a obrigatoriedade do ensino de religião nas escolas públicas. É preciso saber, agora, se Sánchez terá apoio político para governar, mas ainda assim a posse de um ateu no poder é um grande avanço na Espanha, país que foi berço da Santa Inquisição.

Fonte: Paulopes

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Em um episódio exibido em 8 de novembro de 1998, a série animada Os Simpsons já havia previsto a possibilidade da compra da companhia Fox pela Disney. O acordo real entre as companhias foi oficializado nesta quinta-feira, 14, num negócio de mais de 50 bilhões de dólares. Numa cena do tal episódio de Os Simpsons, um cartaz na entrada do estúdio 20th Century Fox anuncia: "uma divisão da Walt Disney Co.". Por ser produzida pela Fox, a animação está incluída no acordo e agora passa a ser da Disney, assim como títulos da TV e do cinema como X-Men, Avatar, Arquivo X e Planeta dos Macacos. Nos últimos anos, a série Os Simpsons ficou conhecida por prever grandes acontecimentos mundiais, como a eleição de Donald Trump ou o show de intervalo do Super Bowl protagonizado por Lady Gaga. Pelo visto, Os Simpsons estão acertando mais profecias do que a bíblia! 

Fonte: Estadão

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Na semana passada, durante sua participação no programa Em Pauta, da Globo News, jornalista Jorge Pontual falou sobre a decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Conhecido por sua postura liberal, o correspondente da Globo em Nova York sempre foi um crítico do presidente Trump. Mas agora tem disparado contra os evangélicos que apoiam o republicano. Durante o programa, Pontual disse que à crença na volta de Jesus é “maluquice”. Foi a segunda vez que ele falou sobre o assunto ridicularizando-o.

Em outras ocasiões ele já havia criticado os evangélicos, especialmente por apoiarem Trump em questões morais. “Há profecias de que Israel, recuperando Jerusalém, vai reconstruir o Templo de Salomão, e isso é… a condição necessária para a volta de Jesus Cristo e para o fim dos tempos. Ou seja, é uma visão apocalíptica! Eles estão caminhando para o Apocalipse, achando que eles – esses cristãos mais fundamentalistas – vão ser salvos, enquanto nós, que não somos assim, tão radicais, vamos ficar para trás. É uma maluquice né?”, afirmou Pontual.

Em seguida, fez a correlação com questões políticas. “Mas é uma crença religiosa, é uma questão teológica, só que tá alimentando a política externa americana”. Pontual disse que a decisão é “completamente absurda, porque Trump entregou ‘de bandeja’ para os israelenses uma coisa que os Estados Unidos seguravam há 70 anos, que era o status final de Jerusalém, como uma arma de negociação para forçar os israelenses a ceder alguma coisa”. Insistiu também que “todo mundo nos Estados Unidos está muito preocupado com o que vai acontecer”. O vídeo se popularizou nas redes sociais, com muita gente afirmando que até a Globo estava falando sobre a volta de Cristo. Contudo, o tom do jornalista não foi profético, mas de deboche. Assista o vídeo abaixo.

 

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Cientistas que investigam o lugar onde se encontra o túmulo para onde Jesus Cristo teria sido levado após sua crucificação, em Jerusalém, comprovaram que os materiais de construção utilizados são do século IV — mais precisamente, de 326. Isso confirma crenças antigas de que os romanos construíram o monumento três séculos depois da morte de Jesus, afirmou nesta terça-feira um especialista que participou do estudo. Até então, apenas materiais de 1.000 anos atrás, quando o túmulo foi destruído e teve de ser reconstruído, haviam sido encontrados. O estudo não oferece nenhuma evidência de que Jesus está ou não enterrado nesse local de Jerusalém, mas ratifica a crença histórica de que os romanos foram os responsáveis pela construção do monumento, no local onde se acreditava que Jesus havia sido sepultado, durante o reinado de Constantino, o primeiro imperador a se converter ao cristianismo. “É uma descoberta muito importante porque confirma que foi Constantino, como afirmam as evidências históricas, o responsável por ter coberto o leito de rocha do túmulo de Cristo com as lousas de mármore do santuário”, afirmou Antonia Moropoulou, especialista em preservação da Universidade Técnica Nacional de Atenas, na Grécia, e coordenadora científica dos trabalhos de restauração. É a primeira vez que se realiza esse tipo de estudo no local, que fica onde hoje é a Basílica do Santo Sepulcro, no interior de um santuário construído depois. A análise dos componentes da argamassa do local foi feita no âmbito de novos trabalhos de restauração do monumento — motivo pelo qual os cientistas decidiram abrir o lugar onde se acredita que Jesus foi enterrado pela primeira vez em muitos séculos. A datação da argamassa mostra a continuidade histórica do lugar, desde a era bizantina, passando pelas Cruzadas e pelo período de antes e depois do Renascimento. Segundo as crenças tradicionais, Constantino construiu o monumento para Jesus no local onde se acreditava que ele foi enterrado, no início da transição do Império Romano do paganismo para o cristianismo, no século IV de nossa era. Outros monumentos foram construídos depois sobre o lugar.

Fonte: Veja

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A Igreja Universal do Reino de Deus deve pagar à Record por volta de R$ 575 milhões em 2016, pela compra da faixa horária da emissora nas madrugadas de segunda a domingo. Trata-se de um valor 139,58% maior que o estimado exatos dez anos atrás de R$ 575 milhões em 2016, pela compra da faixa horária da emissora nas madrugadas de segunda a domingo. No mesmo período a inflação segundo o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) foi de 96,34%. O custo da “compra” do horário pela Universal vem crescendo de forma constante há dez anos. Veja uma estimativa nesse período:

2006 - R$ 240 milhões

2011 - R$ 480 milhões

2013 - R$ 500 milhões

2015 - R$ 535 milhões

2016 - R$ 575 milhões (estimativa)

Os R$ 575 milhões da Universal representam aproximadamente 28,7% do faturamento total da Record (cerca de R$ 2 bilhões) este ano. Cabe lembrar que, pela legislação vigente, não há nenhuma irregularidade na negociação entre igreja e emissora, ainda que sejam ligadas umbilicalmente (o líder da igreja, Edir Macedo, é o principal acionista da emissora).

A grosso modo, na comparação entre pessoas jurídicas, a relação comercial entre a Universal e a Record é semelhante à que ocorre entre as empresas do Grupo Silvio Santos e o SBT. Fontes do mercado (ouvidas sob sigilo) estimaram à coluna que o Grupo SS (Jequiti, Baú, Tele Sena, doces Mister Bey etc) deverá gastar pelo menos R$ 250 milhões com publicidade no SBT este ano. Ou seja, o gasto total do Grupo representa cerca de 29% do faturamento total do SBT este ano. RedeTV!, Band e Gazeta também são emissoras que garantem seu caixa com dinheiro oriundo de igrejas evangélicas, que compram faixas da programação. A Universal é a principal "compradora" de horários em emissoras no país. Recentemente ela começou a comprar publicidade inclusive em afiliadas da Globo.

Embora haja muitas críticas a esse comércio de horários, não existe uma legislação (atualizada) e muito menos qualquer fiscalização que oriente essa relação. Atualmente, por volta de uma em cada cinco horas da TV aberta brasileira hoje é ocupada por programação religiosa. Projetos que coíbem ou mesmo proíbem a venda e o comércio de faixas horárias entre terceiros e emissoras abertas estão em andamento no Congresso, porém nunca evoluem graças à união e boicote sistemáticos da chamada “bancada evangélica”.

Trata-se de uma transferência de dinheiro tão vergonhosa, que é estranho que ela ainda não tenha chamado a atenção da Receita Federal. O programa de TV da igreja poderia se chamar "Eu engano porque vocês gostam". A Universal e demais igrejas, afinal, desfrutam de imunidade tributária (dinheiro que deixa de ir para os cofres públicos) e deveriam, por isso, ter um mínimo de transparência em suas contas. Se o Brasil levasse a sério suas contas públicas e a laicidade do Estado, entre outras coisas, esse escárnio para com a sociedade não chegaria a tanto.

Fonte: UOL, Paulopes

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Uma igreja pentecostal na Argentina se tornou tema de reportagens em todo o mundo por pedir às fiéis que abandonassem o uso da bicicleta, por ela ser um instrumento “violador” da virgindade feminina inspirado pelo demônio. A Igreja Pentecostal Renascimento iniciou uma campanha que afirma que a bicicleta é um “ladrão silencioso da virgindade” das mulheres e adverte que “não é um veículo bíblico”. O pastor responsável pela iniciativa, Elias Ramirez, diz que a bicicleta aos poucos corrompe a castidade feminina. “Continuo preocupado com a quantidade de princesas de Deus, que continuam a perder sua castidade com estes instrumentos do diabo. Ao longo de 200 anos, tomou centenas de milhões de almas que se enquadram às redes destes veículos de golpe espiritual”, afirmou o pastor, que conta com a distribuição de panfletos para difundir suas ideias. “Já que eu vi que persistem na incredulidade, e que estão aqui, porque realmente, querem que a luz e a sabedoria que só tem quem recebeu o Espírito de Deus, eu sinto a necessidade de revelar a verdade sobre o mundo infame e anticristão do ciclismo. Eu tenho cinco coisas que você nunca imaginou em suas aulas de spinning… além do perigo óbvio de destruir a virgindade das princesas de Deus”, disse Ramirez, de acordo com informações do site Los40.

Fonte: GospelGeral

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No próximo dia 19 de outubro, Joseph Atwill, um teólogo americano especializado na Bíblia, deve chocar os participantes de um simpósio em Londres chamado Covert Messiah, dedicado a compreender com mais detalhes como teria sido a vida de Cristo. Lá, Atwill deve apresentar a teoria de que o Novo Testamento - consequentemente, a história de Jesus Cristo - foi um mito criado pelos romanos no séc. I. De acordo com Atwill, ele reuniu evidências conclusivas de que essa parte da Bíblia foi escrita por aristocrata romanos e que, embora isso certamente vá deixar cristãos insatisfeitos, trata-se de questão de tempo até que sua teoria seja aceita. "Eu apresento meu trabalho com alguma ambivalência, porque não quero atingir diretamente nenhum Cristão. Mas isso é importante pra nossa cultura. Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para que possamos entender como e porque governos criam falsas histórias e falsos deuses. Isso é feito, frequentemente, para obter uma ordem social que vai contra os interesses do povo comum", disse ele no release oficial que enviou à imprensa.

Mas... como?

Segundo Atwill, a criação da história de Jesus teria sido uma estratégia política dos romanos para pacificar as investidas violentas dos judeus que viviam na Palestina naquela época. Os romanos esgotaram suas tentativas de conter a rebelião usando armas e teriam criado o mito de um líder judeu pacifista para inspirar o hábito de "dar a outra face" e encorajar os judeus a ceder a Cesar e pagar impostos a Roma.

Jesus não teria nem sequer sido baseado em uma figura histórica específica. Ao contrário, seria uma construção - uma colcha de retalhos - feita a partir de outras histórias. "Eu comecei a notar uma sequência de paralelos entre os dois textos [o Novo Testamento e o manuscrito "A Guerra Judaica", escrito por Flávio Josefo no séc. I]", declara Atwill sobre sua descoberta mais intrigante, "e embora estudiosos cristãos tenham reconhecido por séculos que as profecias de Jesus parecem estar cheias das coisas que Josefo escreveu em seu manuscrito, eu enxerguei outras dúzias", disse.

Atwill não acha que sua descoberta é o início do fim do Cristianismo, mas pode ajudar aqueles que tenham sido oprimidos pela religião de alguma forma. "Até hoje, por exemplo, [o Cristianismo] é usado nos EUA para criar apoio à guerra no Oriente Médio", exemplificou.

Fonte: Galileu

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A maioria (55%) das 2.004 pessoas entrevistadas por uma pesquisa feita pelo site HuffPost do Reino Unido afirmou que ateus tendem mais a ser boas pessoas, morais, do que religiosos, porque não sofrem a influência de pregações de ódio das religiões. Por isso, para 60% deles a religião tem causado mais mal do bem. Até mesmo 20% dos britânicos que se descreveram como “muito religioso” afirmaram que a religião é mais prejudicial à sociedade do que benéfica. A pesquisa mostrou que os jovens têm uma visão mais positiva da religião. Cerca de 30% dos entrevistados de 18 a 24 anos acreditam que a religião faz mais bem do que mal, contra 19% de quem se situa na faixa de 55 a 64 anos. Para Linda Woodhead (na foto abaixo), professora de sociologia da religião na Universidade de Lancaster, a percepção dos britânicos de que a religião é maléfica se deve, entre outras coisas, aos escândalos sexuais envolvendo padres católicos e rabinos, aos conflitos no Oriente Médio e aos ataques islâmicos de terror.

Além disso, afirmou ela, as lideranças religiosas estão se distanciando da defesa da igualdade, diversidade e tolerância — valores liberais adotados por não religiosos e ateus. Ela disse que a pesquisa confirma o senso comum sobre a Grã-Bretanha de hoje: a moralidade nada tem a ver se a pessoa é ou não religiosa. “A maioria das pessoas entende que os valores pessoais e sociais não estão ligados a sistemas de crenças religiosas, mas são resultados de nossa herança moral e da experiência como seres humanos”, disse. “Somos por natureza animais sociais e gentis que cuidam uns dos outros porque nos reconhecemos nos iguais.” É não é só isso, disse Woodhead, porque os britânicos também entendem que as crenças religiosas podem ser prejudiciais à moralidade, incentivando a intolerância e a inflexibilidade em nome de uma divindade.

Fonte: HuffPost  

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Israel Finkelstein é um homem de sorte: mesmo que seus trabalhos de arqueologia questionem a origem divina dos primeiros livros do Antigo Testamento, judeus e católicos acolhem suas hipóteses com autêntico interesse e, curiosamente, não o estigmatizam. Este “enfant terrible” da ciência revolucionou a nova arqueologia bíblica quando afirmou que a saga histórica relatada nos cinco livros que formam o Pentateuco dos cristãos e a Torá dos judeus não responde a nenhuma revelação divina. Disse que, pelo contrário, essa gestação é um brilhante produto da imaginação humana e que muitos de seus episódios nunca existiram.

O Pentateuco “é uma genial reconstrução literária e política da gênesis do povo judeu, realizada 1500 anos depois do que sempre acreditamos”, afirma Finkelstein, de 57 anos, diretor do Instituto de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv. Acrescenta que esses textos bíblicos são uma compilação iniciada durante a monarquia de Josias, rei de Judá, no século VII AEC. Naquela época, esse reino israelita do Sul começou a emergir como uma potência regional, em uma época em que Israel (reino israelita do Norte) tinha caído sob o controle do império assírio.

O objetivo principal dessa obra era criação de uma nação unificada que pudesse basear-se em uma nova religião. O projeto, que marcou o nascimento da ideia monoteísta, era formar um só povo judeu, guiado por um só Deus, governado por um só rei, com uma só capital, Jerusalém, e um só templo, o de Salomão. Em suas obras, que têm marcado as novas gerações da escola de arqueologia bíblica, Finkelstein estabelece uma coerência entre os cinco livros do Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Os séculos nos trouxeram estes episódios relatam a criação do homem, a vida do patriarca Abraão e sua família - fundadora da nação judaica - o êxodo do Egito, a instalação na terra prometida e a época dos Reis. De acordo com Finkelstein, essas histórias foram embelezadas para servir ao projeto do rei Josias de reconciliar os dois reinos israelitas (Israel e Judá) e impor-se contra os grandes impérios regionais: Assíria, Egito e Mesopotâmia. O arqueólogo recebeu LA NACION na Universidade de Tel Aviv.

La Nacion: Durante mais de vinte séculos, os homens creram que Deus tinha ditado as Escrituras a certo número de sábios, profetas e grandes sacerdotes israelitas.

Finkelstein: Assim é. Para as autoridades religiosas, judaicas e cristãs, Moisés era o autor do Pentateuco. Segundo o Deuteronômio, o profeta o escreveu pouco antes de sua morte, no monte Nebo. Os livros de Josué, dos Juízes e de Samuel eram arquivos sagrados, obtidos e conservados pelo profeta Samuel no santuário de Silo, os livros de Reis vinham da pena do profeta Jeremias. Davi era o autor dos Salmos e Salomão, o autor de Provérbios e do Cântico dos cânticos. Entretanto, desde o século XVII, os estudiosos começaram a se perguntar sobre quem tinha escrito a Bíblia. Moisés foi a primeira vítima dos avanços da investigação científica, que levantou muitas contradições. Como é possível - perguntaram os especialistas - que tenha sido o autor do Pentateuco quando o Deuteronômio, o último dos cinco livros, descreve o momento e as circunstâncias de sua própria morte?

La Nacion: Você afirma que o Pentateuco foi escrito em uma idade muito mais recente.

Finkelstein: A arqueologia moderna nos permite assegurar que o núcleo histórico do Pentateuco e da história deuteronômica foi composto durante o século VII antes de Cristo. O Pentateuco foi uma criação da monarquia tardia do reino de Judá, destinada a propagar a ideologia e as necessidades desse reino. Creio que a história deuteronômica foi compilada durante o reino de Josias, a fim de servir de fundamento ideológico às ambições políticas e reformas religiosas particulares.

La Nacion: Segundo a Bíblia, primeiro foi a viagem do patriarca Abraão, da Mesopotâmia a Canaã. O relato bíblico abunda em informações cronológicas precisas.

Finkelstein: É verdade. A Bíblia fornece uma quantidade de informações que deveria permitir saber quando viveram os patriarcas. Nesse relato, a história do começo de Israel se desenvolve em sequências bem ordenadas: os Patriarcas, o Êxodo, a travessia do deserto, a conquista de Canaã, o reino dos Juízes e o estabelecimento da monarquia. Fazendo cálculos, Abraão deveria ter partido para Canaã uns 2100 anos antes de Cristo.

La Nacion: E não é assim?

Finkelstein: Não. Em dois séculos de investigação científica, a busca pelos patriarcas nunca deu resultados positivos. A suposta migração para o Oeste de tribos provenientes da Mesopotâmia, com destino a Canaã, se revelou ilusória. A arqueologia conseguiu provar que nessa época não se produziu nenhum movimento massivo de população. O texto bíblico dá indícios que permitem precisar o momento da composição final do livro dos Patriarcas. Por exemplo, a história dos patriarcas está cheia de camelos. No entanto, a arqueologia revela que o dromedário foi domesticado somente quando acabava o segundo milênio anterior à era cristã, e que começou a ser usado como animal de carga no Oriente Médio muito tempo depois do ano 1000 AEC. A história de José diz que a caravana de camelos transportava “goma tragacanto, bálsamo e láudano”. Essa descrição corresponde ao comércio realizado pelos mercadores árabes sob o controle do império assírio nos séculos VIII e VII AEC. Outro fato anacrônico é a primeira aparição dos filisteus no relato, quando Isaque encontra Abimeleque, rei dos filisteus. Esses filisteus, grupo migratório proveniente do mar Egeu ou da Ásia Menor, se estabeleceram na planície costeira de Canaã a partir de 1200 AEC. Este e outros detalhes mostram que esses textos foram escritos entre os séculos VIII e VII AEC.

La Nacion: O heroísmo de Moisés frente à tirania do faraó, as dez pragas do Egito e o Êxodo massivo de israelitas para Canaã são alguns dos episódios mais dramáticos da Bíblia. Isso também é lenda?

Finkelstein: Segundo a Bíblia, os descendentes do patriarca Jacó permaneceram 430 anos no Egito antes de iniciar o Êxodo para a terra Prometida, guiados por Moisés, a meados do século XV AEC. Outra possibilidade é que essa viagem tenha ocorrido séculos depois. Os textos sagrados afirmam que 600.000 hebreus cruzaram o Mar Vermelho e que erraram durante 40 anos pelo deserto antes de chegarem ao monte Sinai, onde Moisés selou a aliança de seu povo com Deus. No entanto, os arquivos egípcios, que registravam todos os acontecimentos administrativos do reino faraônico, não registraram nenhum rastro de uma presença judaica durante mais de quatro séculos em seu território. Também não existiam, nessas datas, muitos locais mencionados no relato. As cidades de Pitom e Ramsés, que teriam sido construídas pelos hebreus escravos antes de partir, não existiam no século XV AEC. O Êxodo, desde o ponto de vista científico, não resiste a qualquer análise.

La Nacion: Por quê?

Finkelstein: Porque, desde o século XVI AEC, O Egito havia construído em toda a região uma série de fortes militares, perfeitamente administrados e equipados. Nada, desde o litoral oriental do Nilo até o mais distante dos povos de Canaã, escapava ao seu controle. Quase dois milhões de israelitas que tivessem fugido pelo deserto durante 40 anos deveriam ter chamado a atenção dessas tropas. No entanto, nem uma estela da época faz referência a essa gente. Tampouco existiram as grandes batalhas mencionadas nos textos sagrados. A orgulhosa Jericó, cujos muros se desmancharam com o soar das trombetas dos hebreus, não passava de um pobre casario. Tampouco existiam outros lugares célebres, como Bersheba ou Edom. Não havia nenhum rei em Edom para enfrentar os israelitas. Esses locais existiram, mas muito tempo depois do Êxodo, muito depois do surgimento do reino de Judá. Nem sequer há rastros deixados por essa gente em sua peregrinação de 40 anos. Temos sido capazes de encontrar rastros de minúsculos casarios de 40 ou 50 pessoas. A menos que essa multidão nunca tenha parado para dormir, comer ou descansar: não existe o menor indício de sua passagem pelo deserto.

La Nacion: Em resumo, os hebreus nunca conquistaram a Palestina.

Finkelstein: Nunca. Porque já estavam ali. Os primeiros israelitas eram pastores nômadas de Canaã que se instalaram nas regiões montanhosas, no século XII AEC. Ali, umas 250 comunidades muito reduzidas viveram da agricultura, isoladas umas das outras, sem administração nem organização política. Todas as escavações na região exumaram vestígios de povoados com silos para cereais, mas também de currais rudimentares. Isto nos leva a pensar que esses indivíduos haviam sido nômadas que se converteram em agricultores. Mas esta foi a terceira onda de instalação sedentária registrada na região desde 3500 AEC. Esses povoadores passavam alternativamente do sedentarismo ao nomadismo pastoril com muita facilidade.

La Nacion: Por quê?

Finkelstein: Esse tipo de flutuação era muito frequente no Oriente Médio. Os povos autóctones sempre souberam operar uma rápida transição da atividade agrícola à pastoril em função das condições políticas, econômicas ou climáticas. Neste caso, em épocas de nomadismo, esses grupos intercambiavam a carne de suas manadas por cereais com as ricas cidades cananeias do litoral. Mas quando estas eram vítimas de invasões, crises econômicas ou secas, esses pastores se viam forçados a procurar os grãos necessários para sua subsistência e se instalavam para cultivar nas colinas. Esse processo é o oposto do que relata a Bíblia: o surgimento de Israel foi o resultado, não a causa do colapso da cultura Cananeia.

La Nacion: Mas então, se esses primeiros israelitas eram também originários de Canaã, como identificá-los?

Finkelstein: Os povos dispõem de todo tipo de meios para afirmar sua etnicidade: a língua, a religião, a indumentária, os ritos funerários, os tabus alimentares. E neste caso, a cultura material não apresenta nenhum indício revelador quanto a dialetos, ritos religiosos, formas de vestir ou de enterrar os mortos. Mas há um detalhe muito interessante sobre seus costumes alimentares: nunca, em nenhum povoado israelita, foram encontrados ossos de porco. Nessa época, os primeiros israelitas eram o único povo dessa região que não comia porco.

La Nacion: Qual é a razão?

Finkelstein: Não sabemos. Talvez os proto-israelitas tenham deixado de comer porco porque seus adversários o fizessem em profusão e eles queriam ser diferentes. O monoteísmo, os relatos do Êxodo e a aliança estabelecida pelos hebreus com Deus fizeram sua aparição muito mais tarde na história, 500 anos depois. Quando os judeus atuais observam essa proibição, não fazem mais que perpetuar a prática mais antiga da cultura de seu povo verificada pela arqueologia.

La Nacion: No século X AEC, as tribos de Israel formaram uma monarquia unificada - o reino de Judá – sob a égide do rei Davi. Davi e seu filho, Salomão, serviram de modelo às monarquias do Ocidente. Tampouco eles foram o que sempre se acreditou?

Finkelstein: Nem mesmo neste caso a arqueologia tem sido capaz de encontrar provas do império que nos relata a Bíblia: nem nos arquivos egípcios nem no subsolo palestino. Davi, sucessor do primeiro rei, Saul, provavelmente existiu entre 1010 e 970 AEC. Uma única estela encontrada no santuário de Tel Dan, no norte da Palestina, menciona “a casa de Davi”. Mas nada indica que se trate do conquistador que evocam as Escrituras, capaz de derrotar Golias. É improvável que Davi tenha sido capaz de conquistas militares a mais de um dia de marcha de Judá. A Jerusalém de então, escolhida pelo soberano como sua capital, era um pequeno povoado, rodeado de aldeias pouco habitadas. Onde o mais carismático dos reis, teria conseguido recrutar soldados e reunir o armamento necessário para conquistar e conservar um império que se estendia desde o Mar Vermelho, ao Sul, até a Síria, ao Norte? Salomão, construtor do Templo e do palácio de Samaria, provavelmente tampouco tenha sido o personagem glorioso que nos legou a Bíblia.

La Nacion: E de onde saíram seus fabulosos estábulos para 400.000 cavalos, cujos vestígios se encontraram?

Finkelstein: Foram fazendas instaladas no sul do reino de Israel várias décadas mais tarde. Com a morte de Salomão ao redor de 933 AEC, as tribos do norte da Palestina se separaram do reino unificado de Judá e constituíram o reino de Israel. Um reino que, contrariamente ao que afirma a Bíblia, se desenvolveu rápido, econômica e politicamente. Os textos sagrados nos descrevem as tribos do Norte como bandos de fracassados e pusilânimes, inclinados ao pecado e à idolatria. No entanto, a arqueologia nos dá boas razões para crer que, das duas entidades existentes, a meridional (Judá) foi sempre mais pobre, menos povoada, mais rústica e menos influente. Até o dia em que alcançou uma prosperidade espetacular. Isto se produziu depois da queda do reino de Israel, ocupado pelo poderoso império assírio, que não só deportou os israelitas para a Babilônia, como também instalou sua própria gente nessas férteis terras.

La Nacion: Foi, então, durante o reino de Josias em Judá quando surgiu a ideia desse texto que se transformaria em fundamento de nossa civilização ocidental e origem do monoteísmo?

Finkelstein: Até o final do século VII AEC havia em Judá uma efervescência espiritual sem precedentes e uma intensa agitação política. Uma coalizão heterogênea de funcionários da corte seria a responsável pela confecção de uma saga épica composta por uma coleção de relatos históricos, memórias, lendas, contos populares, histórias, profecias e poemas antigos. Essa obra mestra da literatura - metade composição original, metade adaptação de versões anteriores - passou por ajustes e melhoras antes de servir de fundamento espiritual aos descendentes do povo de Judá e a inumeráveis comunidades em todo o mundo.  

La Nacion: O núcleo do Pentateuco foi concebido, então, quinze séculos depois do que acreditávamos. Só por razões políticas? Com o fim de unificar os dois reinos israelitas?

Finkelstein: O objetivo foi religioso. Os dirigentes de Jerusalém lançaram um anátema contra a mínima expressão de veneração de divindades estrangeiras, acusadas de ser a origem dos infortúnios que padecia o povo judeu. Colocaram em marcha uma campanha de purificação religiosa, ordenando a destruição dos santuários locais. A partir desse momento, o templo que dominava Jerusalém devia ser reconhecido como único local de culto legítimo pelo conjunto do povo de Israel. O monoteísmo moderno nasceu dessa inovação.

Fonte: La Nacion

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Não é apenas um ateu, como eu, que enxerga o Brasil galopando em direção a uma teocracia cristã. Muitos líderes religiosos também. Por exemplo, o babalaô Ivanir dos Santos, representante das religiões afro-brasileiras, as mais discriminadas. Ouvido pelo GLOBO, ele foi duro. “Tal decisão (do STF) enfatiza cada vez mais o caráter teocrático do Estado brasileiro, que desde suas construções históricas vem se travestindo de Estado laico, plural, democrático racial e religiosamente”, declarou. Não deveria causar espanto, portanto, o ímpeto censório de parte da sociedade contra a exposição “Queermuseu”, cancelada pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, e a performance “La Bête”, no MAM de São Paulo. Busca-se impor a todos os critérios morais de grupos. Ainda que eles possam ser majoritários, a moralidade se dissociou da arte há séculos. Não significa que a arte moderna seja imoral. Ela é amoral. Aliás, as religiões têm visões muito distintas do que seja arte. Protestantes, por exemplo, veem a adoração de imagens como idolatria (aqui, houve até quem chutasse uma imagem de santa, acreditai!). Já cristãos pré-Reforma e católicos fizeram obras-primas sacras.

Além disso, tal como o ensino confessional nas escolas públicas brasileiras, o comparecimento aos museus também era facultativo. Não se tem notícia de gaúchos sendo laçados nas ruas para visitar “Queermuseu”. Nem de crianças sequestradas pelo MAM paulistano. Mesmo as pessoas que não gostaram do que viram in loco foram porque quiseram (no caso da criança, a sua mãe). Gostar ou não gostar é do jogo da arte. Quando os prefeitos das duas maiores, mais cosmopolitas e mais diversificadas cidades do Brasil e o ministro da Cultura dão declarações sectárias, difamatórias ou oportunistas em relação à censura, começo a pensar que sim, talvez já vivamos numa teocracia. A fé é individual, transcendental e — para mim, lamento — inatingível. A política é coletiva, pragmática e deve assegurar liberdade de expressão a todos. Todos.

Fonte: Paulopes

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Nesta segunda-feira, 25, a avó de um menino de 11 anos, abriu boletim contra a própria mãe da criança após ela agredir violentamente o próprio filho, em São Roque. Segundo informações da avó, que é mãe da agressora, ela e o neto chegaram de viagem e o menino permaneceu em sua casa durante algum tempo e que sua mãe iria pega-lo depois. No dia dos fatos, a mãe do menino passou na casa para levar ele e a avó para irem à igreja. Acontece que o menino disse que estava muito cansado e que precisava dormir um pouco, porque precisava estudar para fazer uma prova na escola no dia seguinte. A mãe diante da resposta do filho ficou alterada e começou a agredir o menino com diversos tapas no rosto e no corpo da criança. Não contente, a mãe pegou a criança pelos cabelos e começou a arrasta-lo até o portão da residência.

No quintal, a avó informou que a mãe do menino pegava a cabeça dele e batia contra a parede (ela fez isso por quatro ou cinco vezes) e só parou porque seu namorado impediu. A mãe da mulher, que também é avó do menino, disse que não é a primeira vez que ela faz isso com a criança e dessa vez decidiu denunciar a própria filha. As autoridades irão investigar o caso, e se for comprovado o crime, a mãe do menino poderá responder pelos crimes de agressão e maus tratos.

Fonte: O Democrata

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Uma semana depois de declarar que se tivesse que escolher entre ser presa e permitir que seu filho de nove anos fosse vacinado, ficaria com a primeira opção, a americana Rebecca Bredow teve a prisão decretada, nesta quarta-feira, pelo Tribunal de Oakland, em Michigan. “Eu prefiro me sentar atrás das grades defendendo o que eu acredito, do que ceder a algo em que não acredito”, disse ela à ABC News, e acrescentou que a decisão de vacinar uma criança deve ser uma “escolha pessoal”. A juíza Karen McDonald, do Tribunal do Condado de Oakland, condenou nesta quarta-feira Rebecca a sete dias de prisão por desacato, depois que ela se recusou a cumprir uma ordem judicial que determinava que seu filho recebesse uma série de vacinas no prazo de uma semana. O Estado do Michigan, onde Rebecca mora, permite que os pais decidam sobre imunizar ou não seus filhos de acordo com suas crenças pessoais ou religiosas. Ela e seu agora ex-marido, Jason Horne, inicialmente escolheram não vacinar os dois filhos, mas o pai das crianças voltou atrás e acabou levando a disputa para justiça. Apesar de Michigan permitir aos pais a escolha pela não vacinação, as escolas do estado só matriculam estudantes que tenham imunização comprovada contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Poliomielite, Sarampo, Caxumba, Rubéola, Hepatite B e varíola.

Fonte: BBC NEWS

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O numerólogo David Meade, famoso por suas teorias conspiratórias baseadas em relações numéricas de textos bíblicos, acaba de divulgar uma nova data para o fim do mundo: 15 de outubro de 2017. A previsão vem depois de o americano tentar emplacar a ideia de que um misterioso planeta chamado Nibiru, ou Planeta X, colidiria com a Terra no último sábado, extinguindo completamente a humanidade. Como aparentemente nenhum evento apocalíptico ocorreu no nosso planeta, Meade decidiu rever os cálculos e chegou à nova data. A teoria conspiratória é a mesma que ele tentou difundir em 2012 e que, na época, foi desmentida por um cientista da Nasa. Em seu website, Meade explica que sua previsão original sobre o fim do mundo em 23 de setembro marcava, na verdade, o dia que deu início a uma série de eventos catastróficos que eventualmente levarão à morte da Terra. A “ação real” deve começar só no mês que vem. “Não deve acontecer nada em setembro”, escreveu ele. “É possível que, no fim de outubro, estejamos prestes a entrar no período de tribulação de sete anos, para ser seguido por um milênio da paz.” Em 2012, quando Meade tentou convencer a população de que o mundo acabaria em dezembro, o pesquisador David Morrison, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, teve de publicar um vídeo em seu canal no YouTube desmentindo a história para acabar com os mais de vinte e-mails semanais que entravam em sua caixa perguntando sobre o Planeta X. “Se o planeta estivesse tão perto, seria brilhante e facilmente visível a olho nu. Todos nós poderíamos vê-lo. Se Nibiru fosse real e se fosse um planeta com uma massa substancial, ele já perturbaria as órbitas de Marte e da Terra. Veríamos mudanças por causa desse objeto entrando no sistema solar interno”, afirmou na gravação.

Fonte: Veja

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“Porque, na verdade, não evoluímos do macaco atual, e sim de um antepassado em comum”, explica Neuza Reja Wille de Lima, professora de biologia evolutiva da Universidade Federal Fluminense. Ainda não se sabe exatamente como era esse primata ancestral, apelidado na cultura pop de “elo perdido”. Apenas que ele existiu há 80 milhões de anos e que, a partir dele, seguindo a teoria da seleção natural de Charles Darwin (1809-1882), desenvolveram-se paralelamente o ser humano e todos os macacos que conhecemos. Assim como o homem, os macacos sofreram uma série de evoluções para chegar às espécies atuais.

A árvore da vida

Este esquema, utilizado na biologia, se chama árvore filogenética. Ele simplifica o processo evolutivo de uma ou mais espécies. Cada bifurcação na linha indica um momento (nem sempre definido com precisão pela ciência) em que indivíduos de uma espécie sofreram uma mutação e, ao longo de milhares de anos, acabaram gerando outra espécie distinta. (Você verá abaixo uma árvore filogenética resumida, porque não inclui todas as espécies de primatas conhecidas)

Tatatatatataravô

O Dryopithecus foi um gênero de primatas que viveu há 26 milhões de anos e originou tanto hominídeos (antepassados do ser humano atual) quanto macacos. Tinha dentes caninos maiores do que os do homem, mas menores do que os de outros primatas. Seus membros eram mais curtos e o crânio menos desenvolvido que o dos macacos atuais. Habitava florestas na África.

O impostor

Provavelmente parecido com o orangotango, o Ramapithecus existiu entre 16 e 5 milhões de anos atrás. Só foi identificado nos anos 60, apesar de seus fósseis terem sido encontrados em 1932, na Índia. Por causa dos dentes pequenos, pensou-se que era uma espécie de “transição” entre homens e macacos. Mas essa distinção só ocorreu entre 6 e 8 milhões de anos atrás.

Quase humanos

O Australopithecus é, provavelmente, o parente mais próximo dos humanos atuais. Esse gênero de hominídeo englobava diversas espécies que viveram entre 5 milhões e 11 mil anos atrás. Como nós, andavam em duas pernas e tinham caninos pequenos, mas eram baixos (1,50 m) e seu cérebro era menor. O fóssil mais famoso se chama Lucy e foi achado na Etiópia, em 1974.

Segunda divisão

Por algumas décadas, cientistas achavam que o Homo neanderthalensis (acima) também era um Homo sapiens. Após pesquisas, ele foi reclassificado como outro tipo de hominídeo, que conviveu com o sapiens (e, suspeita-se, até cruzou com ele). Era baixo (1,64 m, em média), com rosto anguloso e comprido e um grande nariz. Surgiu há 300 mil anos, na Europa e na Ásia.

Enfim, nós

O Homo sapiens (homem sábio, em latim) foi a única espécie de hominídeos que não se extinguiu. Sim, somos nós! Os “sabichões” surgiram há cerca de 300 mil anos e consolidaram os traços físicos atuais há 50 mil anos. Têm o cérebro altamente desenvolvido, andam em duas pernas, têm dentes pequenos, adoram bacon e ainda não compreendem as mulheres.

Nossos brothers

Há muitas evidências de que compartilhamos um ancestral com os macacos. Por exemplo, os chimpanzés africanos têm a mesma disposição de órgãos internos, o mesmo número de ossos e quase a mesma configuração genética que o homem (98% de semelhança). E, claro, o polegar opositor, que permite segurar objetos com precisão e transformá-los em ferramentas.

De quem evoluiu o ancestral que tanto humanos e macacos modernos descendem?

Foi de um animal do tamanho de um ratinho, que morava escondido em buracos de árvores, comendo insetos, e que viveu há 100 milhões de anos. Fora isso, sabemos apenas que ele era parecido com pequenos mamíferos que existem hoje em dia, como o musaranho. Esse antepassado distante ainda não era um primata – ordem à qual os macacos e o homem pertencem e cujo primeiro representante só apareceria 40 milhões de anos depois. Esse lapso de tempo é enorme e até hoje ainda não são conhecidas as espécies que completariam esse período da árvore genealógica dos macacos. “Existe um buraco na evolução. Todos os fósseis encontrados, que fariam a ponte entre os insetívoros e os primatas, foram desconsiderados”, afirma o biólogo Walter Alves Neves, da Universidade de São Paulo (USP). O termo “desconsiderado” soa esquisito, mas significa que pesquisas posteriores mostraram que esses fósseis realmente não compunham os elos perdidos tão procurados pelos especialistas. Se essa parte da história evolutiva dos macacos é nebulosa, pelo menos os capítulos mais adiante são bem conhecidos. Ao longo de milhões de anos, os primatas foram crescendo de tamanho e ganharam um cérebro maior. O hábito de viver de galho em galho ajudou nessa última transformação, pois nas árvores os primatas aprimoraram o tato e a visão para fugir de predadores e encontrar comida. A evolução dos sentidos levou esses animais a expandirem uma área do cérebro fundamental para o desenvolvimento de capacidades, como a associação de ideias e o aprendizado. Sem esse avanço, os primatas poderiam não ter sobrevivido e o homem nem sequer pisado na Terra.

A grande família

(Árvore genealógica dos primatas nasceu há 100 milhões de anos)

Primos próximos

Os macacos simiiformes evoluíram a partir de antigos prossímios, ganhando mais agilidade e inteligência. Eles surgiram cerca de 45 milhões de anos atrás. Hoje há perto de 200 espécies desses animais, que se dividem entre os chamados macacos do novo mundo (que habitam as Américas), como o mico-leão, e os do velho mundo (África), como o mandril

Quase humano

O ancestral comum entre humanos e grandes primatas viveu há cerca de 6 milhões de anos e ainda é desconhecido. Há 5 milhões de anos surgiram os primeiros hominídeos: os australopitecos, parecidos com os macacos, mas bípedes. O primeiro ancestral do gênero Homo, o Homo habilis, surgiu 2 milhões de anos atrás e já manipulava bem objetos

Irmão cabeça

Os grandes primatas vieram dos mesmos animais que deram origem aos macacos do velho mundo. A separação entre os ancestrais de um grupo e de outro foi há 25 milhões de anos. Os grandes primatas têm o cérebro maior e mais complexo. Hoje, são os gibões, gorilas, orangotangos, chimpanzés e bonobos – dos quais os dois últimos são nossos parentes mais próximos

Arauto da macacada

Os primeiros primatas, chamados prossímios, surgiram há 60 milhões de anos. Alguns de seus representantes ainda estão por aí, como o moderno társio. Esses animais se diferenciaram de seus ancestrais insetívoros por terem uma dieta mais variada, corpos mais bem adaptados à vida nas árvores e um cérebro bem maior

Pai de todos

Os mais distantes ancestrais dos macacos eram de uma extinta família de insetívoros (animais comedores de insetos) chamada Leptictidae, que viveu entre 100 milhões e 38 milhões de anos atrás. Seus membros se pareciam com o musaranho, um pequeno mamífero moderno. Além dos primatas, eles deram origem a outros animais, como cavalos e bois

Ovelha negra

Os lemurídeos se separaram do tronco evolutivo que deu origem ao társio e aos macacos modernos há mais de 50 milhões de anos, formando uma linhagem própria, que originou os atuais lêmures. Esses animais conservam uma aparência primitiva, com rosto de raposa e corpo de macaco

Fonte: Livros A Origem das Espécies, de Charles Darwin, e Biologia para Leigos, de Donna Rae Sigfried; sites Encyclopedia BritannicaRevista Pesquisa FapespPBSBBCUniversidade de Berkeley e Smithsonian Natural History Museum

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Os cientistas curaram animais vivos de HIV usando um método de edição de genes chamado CRISPR, afirma um novo estudo. O vírus permanece evasivo devido à sua capacidade de se esconder em reservatórios latentes. Mas agora, em uma nova pesquisa publicada nesta semana, cientistas dos EUA mostraram que poderiam remover o DNA do HIV de células humanas implantadas em ratos – impedindo a infecção. É a primeira vez que cientistas conseguiram eliminar completamente em animais – preparando o caminho para um teste clínico humano. O estudo da Escola de Medicina Lewis Katz na Universidade de Temple e da Universidade de Pittsburgh envolveu um modelo “humanizado” em que os ratos foram transplantados com células imunes humanas e infectados com o vírus. O novo trabalho, liderado pelo Dr. Wenhui Hu da LKSOM, baseia-se na pesquisa anterior da mesma equipe, na qual eles conseguiram remover o HIV-1 do genoma da maioria dos tecidos. Um ano depois, eles conseguiram eliminar o vírus de todos os tecidos. “Nosso novo estudo é mais abrangente”, disse o Dr. Hu. “Confirmamos os dados do nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência da nossa estratégia de edição de genes. Também mostramos que a estratégia é efetiva em dois modelos de ratos adicionais, um representando infecção aguda em células de rato e o outro representando infecção crônica ou latente em células humanas”. A equipe testou três grupos de ratos. No primeiro, eles infectaram ratos com HIV-1. No segundo, eles infectaram ratos com um caso grave de EcoHIV (o equivalente de ratos de HIV-1 humano). O terceiro usou um modelo de rato “humanizado”, enxertado com células imunes humanas, que foi infectado com HIV-1. Tratando o primeiro grupo, eles conseguiram inativar geneticamente o HIV-1, reduzindo a expressão de ARN de genes virais em até 95%, confirmando seus achados anteriores. O segundo grupo tem um desafio adicional: o vírus é mais propenso a se espalhar e se multiplicar vociferamente. “Durante a infecção aguda, o HIV replica ativamente”, explicou o Dr. Khalili. “Com os ratos com EcoHIV, fomos capazes de investigar a capacidade da estratégia CRISPR / Cas9 para bloquear a replicação viral e potencialmente prevenir a infecção sistêmica”. Sua estratégia eliminou 96 por cento da EcoHIV dos camundongos, fornecendo a primeira evidência para a erradicação do HIV-1 com um sistema CRISPR / Cas9. Finalmente, eles chegaram ao terceiro modelo animal: camundongos humanizados enxertados com células imunes humanas, incluindo células T, onde o HIV tende a se esconder. “Esses animais carregam HIV latente nos genomas das células T humanas, onde o vírus pode escapar da detecção”, explicou o Dr. Hu. Após um único tratamento com CRISPR / Cas9, os cientistas conseguiram remover completamente os fragmentos virais das células humanas infectadas latentemente, inseridas em tecidos e órgãos de ratos. O novo estudo marca outro grande passo em frente na busca de uma cura permanente para a infecção por HIV. “O próximo estágio seria repetir o estudo em primatas, um modelo animal mais adequado, onde a infecção pelo HIV induz a doença, a fim de demonstrar ainda a eliminação do DNA do HIV-1 em células T infectadas latentemente e outros locais para HIV-1, incluindo células cerebrais “, disse o Dr. Khalili.

Fonte: Daily Mail

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O vídeogame Fight of God foi censurado pelas autoridades da Malásia, acusado de ameaçar a harmonia religiosa e racial do país. O jogo, que em português poderia se chamar “Luta dos Deuses”, saiu de circulação neste sábado, um dia depois de a Comissão de Comunicações e Multimídia da Malásia pedir sua retirada do comércio, segundo informou a agência de notícias do governo, Bernama. O jogo simula um cenário onde Jesus, Buda e deuses de diversas religiões, como o egípcio Anúbis (de cabeça de cachorro), a deusa grega Atenas, o japonês Amaterasu e o nórdico Odin, lutam entre sim. O trailer do game lança a pergunta, “Quem nos guiará para a luz?”, e a resposta, é claro, será dada pelo jogo: aquele que massacrar os rivais guiará o mundo em direção à iluminação. Em nota, a Comissão de Comunicações e Multimídia da Malásia destacou o risco ao equilíbrio de uma “sociedade multirracial e multirreligiosa”. “Esta ação é necessária para proteger aos usuários e prevenir futuros incidentes. A solidariedade, harmonia e cuidado da sociedade multirracial e multirreligiosa é o principal objetivo do governo”, disse no comunicado o ministro Salleh Said Keruak. Cerca de 60% dos 29 milhões de malaios seguem o Islã, na sua maioria moderada, enquanto que o restante segue o Budismo (19%), o Cristianismo (9%), o Hinduísmo (6%), o Taoísmo (2,6%) e religiões minoritárias.

Fonte: Veja

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O presidente Michel Temer (foto) recebeu um “passe” do curandeiro João de Deus no momento em que parlamentares votavam a denúncia de corrupção passiva contra ele. Realizada no começo de agosto de 2017, a votação foi favorável a Temer: a acusação da Promotoria Geral da República foi rejeitada. Para adversários, Temer é satanista, mas na verdade ele é bastante supersticioso.  O presidente e sua mulher Marcela moraram poucos dias no Palácio do Alvorada porque, segundo ele, havia ali “uma coisa estranha”, provavelmente fantasma. O ex-presidente Lula já tinha recorrido ao médium goiano em 2012, quando teve de ser internado por causa de um câncer na garganta. Posteriormente, o próprio curandeiro se internou no mesmo hospital, no Sírio-Libanês, de São Paulo, para tratar de um câncer no estomago. É lamentável observar que nossos governantes estão cada vez mais envolvidos com a superstição e o misticismo. Quanto mais uma sociedade se baseia na crendice menos chance temos de vivermos num estado realmente laico e que se baseia na razão. 

Fonte: Paulopes

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Domingo, 27 Agosto 2017 14:05

A fé move alucinações

A heroína francesa Joana D’Arc (1412-1431), líder de seu país durante a Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra e santa da Igreja Católica, dizia ouvir vozes — mais de uma vez por semana — que a guiavam em suas estratégias militares, invariavelmente ousadas. Para os fiéis, o fenômeno alimentaria sua íntima ligação com Deus, revelada ainda na infância. A ciência, no entanto, acaba de acenar com outra explicação para o fato. “Figuras históricas, como Joana D’Arc, talvez sofressem de alucinações, que, embora sejam comuns — em média, uma em cada vinte pessoas apresenta esse sintoma —, são associadas por alguns a experiências espirituais”, disse a VEJA o psiquiatra americano Philip Corlett, professor da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Corlett coordenou um estudo, publicado no início deste mês, cujo objetivo era justamente provar como os seres humanos são suscetíveis a alucinações, ou seja, “percepções sem estímulos externos”, quando possuem alguma crença, qualquer crença. Na maioria das vezes de cunho religioso, mas nem sempre. 

Fonte: Veja

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O ex-pastor da Igreja Adventista de Hollywood, na Califórnia (EUA), Ryan J. Bell, que lançou um experimento para viver sem Deus há um ano, afirmou recentemente ter concluído que “Deus não existe” e diz que agora está trabalhando duro para chegar mais perto “realidade”. No início do ano, o então pastor anunciou que viveria por um ano como se Deus não existisse, como uma experiência em sua jornada espiritual. Quando revelou sua intenção de viver “sem Deus” por um ano, o pastor foi alvo de muitas críticas, e afirmou que não estava abandonando a fé.  

– Estou animado, porque sinto que isso é uma continuação da minha jornada espiritual. As pessoas parecem pensar que eu estou abandonando a fé, mas na verdade é apenas mais um passo em minha caminhada – afirmou Bell, no início do “experimento”.

Quando iniciou sua experiência, ele destacou ainda sua luta com a sua fé cristã e a dificuldade que tinha em relação à forma que a Igreja Adventista trata os homossexuais e as mulheres. Ele se referiu a si mesmo como um “crítico fiel” empurrando para a inclusão de gays e mulheres na cultura e na liderança da igreja. Porém, no último sábado, Bell revelou a NPR que depois de ter servido como um pastor por 20 anos e ter lecionado em duas universidades cristãs, ele não acha que a base para a sua antiga fé é verdadeira e afirma que agora quer se aproximar da realidade.

– Eu acho, agora, que eu olhei para a maioria dos argumentos que eu fui capaz de encontrar para a existência de Deus. E sobre a questão da existência ou não de Deus, eu tenho que dizer que eu não encontrei algo que seja convincente, em minha opinião. Eu não acho que Deus existe. Eu acho que isso faz mais sentido pelas provas que eu tenho e pela minha experiência – afirmou o ex-pastor.

Apesar de afirmar não crer mais na existência de Deus, Ryan Bell diz continuar sendo a mesma pessoa de antes, e que seus valores pessoais não mudaram. No blog em que relatou este ano “sem Deus”, ele afirma que tem se sentido um pouco estranho com essa nova convicção, mas que continuará como ateu porque “perdeu a é”.

– Eu me preocupo com a justiça e com a igualdade e quero que todos tenham as mesmas oportunidades na sociedade – afirmou.

Fonte: Notícias Gospel

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O primeiro rascunho da bíblia foi descoberto na universidade de Cambridge, no Reino Unido, que ficou marcado como uma das descobertas mais significativas da história moderna. O rascunho manuscrito foi encontrado somente agora porque tinha sido mal rotulado dentro de um arquivo onde ficou sem ser identificado por décadas. O livro foi confirmado pelos principais especialistas como um trabalho inicial da Bíblia do rei James, que é um dos livros mais influentes e amplamente lido na língua inglesa. A descoberta foi aclamada como prova definitiva de que a Bíblia é uma obra de ficção, pois mostra um processo de revisão, corte e, em seguida, mais reescrita, o que contradiz a crença popular de que o livro é a “palavra divina de Deus”. A bíblia do rei James ou simplesmente a versão autorizada é uma tradução inglesa da bíblia cristã para a igreja da Inglaterra que combina livros do antigo e do novo testamento, bem como de outras escrituras cristãs. As notas e comentários no rascunho deste livro recentemente descoberto mostram como os “melhores textos” foram escolhidos como cereja dos livros originais e então foram embelezados, exagerados ou reescritos para tornar a “leitura melhor”.

Existem também indícios de que as seções foram escritas sob ordens do rei para inserir a ideia de que a linhagem real era divina, incutindo uma falsa crença nas pessoas “comuns” de que a hierarquia das elites governantes tinha justificativa divina. O caderno que contém o rascunho foi encontrado por um estudioso americano, Jeffrey Alan Miller, professor assistente de inglês na “Montclair State University”, em Nova Jersey, que anunciou sua pesquisa em um artigo no “The Times Literary Supplement". Miller estava pesquisando um ensaio sobre Samuel Ward, um dos tradutores da bíblia do rei James, e esperava encontrar uma carta desconhecida nos arquivos. Embora possamos dizer que ele certamente atingiu seu objetivo, definitivamente ele não esperava encontrar o primeiro rascunho da bíblia do rei James, que agora está trazendo novas informações sobre como a bíblia foi construída.

Primeiro ele encontrou um caderno simples sem saber o que era, pois estava incorretamente rotulado. Por isto que ninguém o tinha encontrado até agora. Foi catalogado na década de 1980 como um comentário bíblico “verso por verso” com “estudos de palavras gregas e algumas notas hebraicas”. Quando ele tentou em vão, descobrir a quais passagens da bíblia o comentário se referia, percebeu que não era um comentário, mas na verdade era um rascunho inicial de parte da versão da bíblia do rei James. O professor Miller descreveu o que sentiu quando soube o que ele tinha em suas mãos:

“Houve uma espécie de se sentir atingido por um raio. Mas, em seguida, vem o processo mais trabalhoso de garantir que você esteja 100 por cento correto”.

 

O material no manuscrito descoberto por Miller se refere aos livros apócrifos chamados Esdras e Sabedoria e parece mostrar que o processo de tradução em Cambridge funcionou completamente diferente do que os pesquisadores entendiam anteriormente. Até agora, assumiu-se que seis equipes diferentes, ou companhias de tradutores, tinham trabalhado de forma mais colaborativa do que individualmente. No entanto, esse rascunho descarta totalmente esta ideia. O rascunho de Ward indica que as pessoas foram designadas por seções individuais da bíblia e depois trabalharam nelas inteiramente por si mesmas, um trabalho exaustivo com poucas adivinhações. Você poderia pensar que isto faria com que as pessoas se tornassem mais propensas a erros. Na verdade, é até engraçado, o professor Miller notou que o rascunho sugere que Ward estava substituindo a folga de outro tradutor. Isto realmente mostra como todo o trabalho era apenas humano, de acordo com ele.

“Alguns deles, sendo tipicamente acadêmicos, abandonaram o trabalho ou simplesmente decidiram não fazê-lo. Isto realmente atesta o elemento humano neste tipo de grande empreendimento”.

 

Embora este achado certamente não refute Deus/Criador/Fonte…, ele mostra que os tradutores da bíblia não receberam um produto finalizado para dar uma olhada primeiro, não foi uma caminhada no parque com um anjo sobre o ombro dizendo-lhes o que fazer e escrever. No entanto, oferece uma prova definitiva de que a bíblia não é a “verdadeira palavra de Deus/Criador/Fonte…” e que as palavras da bíblia não devem ser interpretadas literalmenteA descoberta mostra claramente como as pessoas podem ser manipuladas para ficarem submissas, criando histórias de outros seres humanos com “poderes divinos” como forma de controlá-los, não é muito diferente de como os governos atualmente utilizam a mídia convencional para fazer uma lavagem cerebral na populaçãoEste livro envolveu muitos indivíduos diferentes trabalhando separadamente e que muitas vezes sofreram exigências comuns ao homem atual, como cumprir prazos. Você sabe, agora que pensamos nisto, não parece tão diferente dos escritores cumprindo prazos exigidos pela editoras.

Fonte: Portal Word Press,The Times Literary Supplement

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