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Cinco equívocos que se afirma sobre a teoria da evolução

Quando o tema são buracos negros, os estranhos hábitos sexuais dos insetos ou se o que tem na sua geladeira causa/cura câncer, não tem polêmica: quase todo mundo solta um "uau, a ciência é fantástica, não, minha gente?". Mas é falar em teoria da evolução, de Charles Darwin, e metade do público parece entrar em pânico, no modo "não é bem assim, minha gente".

Pesquisa de Darwin não
concluiu que evolução
é a lei do mais forte 

O fato é que Hollywood, os quadrinhos e os videogames também fazem um baita trabalho em deseducar as pessoas sobre a teoria mais importante da biologia. A seguir, algumas das bobagens que pipocam em qualquer conversa sobre evolução - e já passaram da hora de serem enterradas.

 

1) É só uma teoria


Sim, a evolução é "só" uma teoria. Assim como a relatividade, a ideia de que a Terra gira em torno do Sol (heliocentrismo) e a teoria dos germes, que diz que doenças podem ser causadas por bactérias e vírus. Teoria, em ciência, não é o mesmo que a "teoria" do dono do boteco de que jogadores de futebol de canelas grossas são piores que os de canelas finas. Uma teoria científica é uma explicação abrangente e amplamente aceita para fatos sólidos e bem conhecidos. No caso da moderna teoria da seleção natural, esse fato é a evolução. Pois é, fato. Já se sabia da evolução muito antes de Darwin - a primeira teoria da evolução, o lamarckismo, surgiu no ano de seu nascimento, em 1809. O que torna a evolução um fato observável é que os animais de hoje não são iguais aos do passado, o que sabemos pelo registro fóssil, e que não existiam animais como os de hoje no passado. Isso quer dizer que os animais se modificaram. Evoluíram. Darwin só explicou como. Outra variação desse argumento é dizer que não é "lei", como a da gravidade. Leis, na verdade, são menores que teorias. Elas descrevem o que se esperar de uma situação muito específica - por exemplo, um objeto caindo. Teorias explicam o porquê, e contém as leis.


2) Evolução é contra a religião


A evolução pode não bater com o literalismo bíblico, acreditar que as coisas foram palavra por palavra como no Livro do Gênesis e o resto da Bíblia. Mas até aí, também não batem com isso a geologia, a genética, a astronomia, a arqueologia, a paleontologia, a história... enfim, com todo o respeito à fé de cada um, a realidade. A maioria dos cristãos - inclusive a maioria dos brasileiros - não é assim. Eles não enxergam problema nenhum em acreditar em Deus e Darwin ao mesmo tempo, lendo a Bíblia mais como uma metáfora. De fato, essa é a posição oficial da Igreja Católica desde o papa Pio XII, e foi bastante reforçada por João Paulo II e seus sucessores. Para o fiel, a evolução pode ser entendida como o plano de Deus. Sem crise.

 

3) A evolução é a lei do mais forte

A seleção natural - cujo resultado é a evolução, não vamos confundir as duas coisas - favorece o mais apto. E mais apto significa quem se reproduz melhor e deixa mais descendentes, nada além disso. Quando a comida é escassa, por exemplo, ser menor (e gastar menos energia) pode ser uma vantagem. De nada adianta ser grandalhão e malvado e morrer de fome - isso não gera descendentes. Não que a seleção natural não seja implacável de outra maneira. Pela amplamente aceita teoria do gene egoísta, ela trata pura e exclusivamente da reprodução num nível genético, não de espécie e nem de indivíduo. O indivíduo que se lixe. É por isso que existem coisas como genes letais, que fazem com que vários animais morram após se reproduzirem. Passou o gene, venceu.

 

4) Organismos ficam "mais avançados" com a evolução

Assim como a seleção natural pode fazer mal aos indivíduos, se isso ajudar os genes, ela não necessariamente leva a seres que acharíamos mais complexos, interessantes, bonitos, inteligentes - enfim, mais como a gente. Não existe plano na evolução. Animais que um dia foram capazes de voar - o que tem algo de poético para nós - deixam de ser quando não existe mais pressão seletiva para que isso aconteça. Um caso interessantíssimo é o dos tunicados, seres marinhos às vezes bem bonitos, lembrando vasos de flores. Eles basicamente não tem cérebro ou órgãos dos sentidos e vivem como esponjas, os seres multicelulares mais simples que existem, fixos ao solo marinho e filtrando plâncton. Só que eles têm um segredo - são parentes distantes de nós. Em seu passado evolutivo, eles se pareciam com peixes e tinham cérebro, nadando livremente. De fato, eles ainda são assim em sua fase larval, o que faz com que sejam chamados de "animal que come o próprio cérebro". No caso deles, a evolução decidiu que o cérebro era dispensável.O ser humano que se cuide, aliás: desde a Idade da Pedra, nosso cérebro vem diminuindo.

 

5) Alguns animais - e gente - pararam de evoluir


Não corremos mais do leão nem precisamos matar uma mamute com a força dos próprios braços. Podemos passar o dia inteiro em frente à TV e ainda assim levar adiante os nossos genes. Sem essa pressão, será que a evolução parou? Enquanto algumas pessoas tiverem mais filhos que as outras, não. Cientistas discutem em qual direção estamos evoluindo agora, com alguns apontando coisas como uma menopausa mais tardia. O que é certeza é que não estamos criando um cabeção alienígena supergênio. Só seria assim se gente como Stephen Hawking e Neil DeGrasse Tyson fossem os maiores ricardões do planeta. Outra coisa interessante: os ditos "fósseis vivos", bichos que praticamente não mudaram por milhões de anos. O fascinante neles é que não mudam porque a evolução não parou. Mutações acontecem o tempo todo - se um bicho mantém a mesma forma, é porque a evolução está filtrando essas mutações fora. Evitando que mude. Por isso que não existe bicho mais ou menos evoluído. Em time que está ganhando, não se mexe.
 
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17 perguntas para serem feitas antes de se perguntar se alguém acredita em evolução

1. Vc acredita que o DNA é o material genético dos seres vivos?

2. Vc acredita que o DNA possa sofrer mutações ao acaso (alteração na sequência de bases nitrogenadas) devido a fatores físicos, químicos ou até mesmo biológicos?

3. Vc acredita que essas mutações possam modificar o produto de genes (proteínas ou enzimas) de uma célula, gerando novas variedades de genes (também chamadas de alelos)?

4. Vc acredita que essas modificações possam levar ao surgimento de novas funções, e, consequentemente, novas características (observáveis ou não)?

5. Vc acredita que se essas mutações ocorrerem em células gaméticas, elas serão passadas aos descendentes de uma linhagem dentro de uma população?

6. Vc acredita que a inclusão de novas variedades de diferentes genes, em diferentes linhagens, promovam uma DIVERSIDADE GENÉTICA nessa população?

7. Vc acredita que dentre as diferentes características, existem aquelas vantajosas e aquelas desvantajosas para um determinado ambiente no qual os indivíduos se encontram?

8. Vc acredita que indivíduos com características muito desvantajosas (deletérias) possam vir a ser eventualmente eliminados dentro dessa população?

9. Vc acredita que essas eliminações acabem alterando a frequência genética dessa população, aumentando a frequência daqueles alelos que conferem características vantajosas?

10. Vc acredita que se parte dessa população se separar e/ou se mudar para um novo ambiente diferente (mantendo-se isolada) tais eventos descritos acima continuarão acontecendo em ambas?

11. Vc acredita que à longo prazo isso possa mudar significativamente a constituição genética dessas duas populações isoladas?

12. Vc acredita que o acúmulo dessas diferenças chegue ao ponto de fazer com que esses indivíduos não possam mais se cruzar e gerar descendentes férteis (caso entrem em contato novamente)?

13. Vc acredita que essas duas populações se tornaram espécies diferentes?

14. Vc acredita que esses eventos possam seguir acontecendo ao longo de milhões de anos, originando espécies derivadas de outros espécies, e assim sucessivamente?

15. Vc acredita que todas essas espécies compartilhem um certo grau de semelhança na sequência de seu DNA, maior ou menor, dependendo do tempo em que elas se separaram?

16. Vc acredita que através da biotecnologia seja possível extrair DNA de TODAS as espécies e realizar sequenciamento de bases nitrogenadas?

17. Vc acredita que através da bioinformática seja possível analisar a distância genética entre TODAS as espécies, com base em alinhamento e modelos estatísticos, gerando árvores filogenéticas?

18. E finalmente, diante de tudo isso, você acredita em Evolução?

 

 

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Diferenças genéticas entre humanos e gorilas são de apenas 1,6%

Uma versão atualizada do genoma do gorila, publicada na última edição da revista Science, mostra que eles são ligeiramente mais parecidos conosco do que se acreditava. As divergências genéticas entre as duas espécies são de meros 1,6%. Apenas chimpanzés e bonobos são ainda mais semelhantes a nós que os gorilas. O novo sequenciamento pode ajudar os cientistas a compreender melhor a biologia humana e ter novas informações sobre como nossa espécie humana evoluiu e se diferenciou dos grandes macacos.

Quem ajudou os cientistas a revisar a sequência genética do gorila, que foi mapeada pela primeira vez em 2012, mas apresentava diversas lacunas, foi Susie, uma gorila de 11 anos do Zoológico e Aquário de Columbus em Ohio, nos Estados Unidos. Os pesquisadores da Universidade de Washington, usaram amostras de seu DNA como referência para fazer o sequenciamento completo da espécie. O estudo revela que algumas áreas de diferenças genéticas são os sistemas reprodutivo e imunológico, a percepção sensorial, a produção de queratina (uma proteína chave para a estrutura de cabelo, unhas e pele) e a regulagem de insulina, o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue. "As diferenças entre as espécies podem ajudar os pesquisadores a identificar regiões do genoma humano que são associadas com melhor cognição, linguagem complexa, comportamento e doenças neurológicas", disse o pesquisador Christopher Hill, da Universidade de Washington, um dos autores do estudo. "Ter genomas de referência completos e precisos para comparações permite que os pesquisadores descubram essas diferenças."

Diferenças genéticas - O laboratório da Universidade de Washington trabalha para criar um catálogo das diferenças genéticas entre humanos e grandes macacos como gorilas, orangotangos, chipanzés e bonobos. O novo sequenciamento usa pedaços mais amplos do genoma do gorila, em torno de 800 vezes maiores que os do antigo estudo. De acordo com os pesquisadores, 90% das lacunas genéticas foram preenchidas. Com essas novas informações, os autores buscam compreender como nossos ancestrais evoluíram e se tornaram tão diferentes dos grandes macacos. Diferenças em como os genes são controlados, faltas ou falhas genéticas podem ajudar na compreensão desse processo. Estudos recentes estimam que as linhas evolutivas dos gorilas e dos humanos se separaram entre 12 milhões e 8,5 milhões de anos atrás, segundo Hill.

Ameaça - Os gorilas, que costumam ser encontrados nas florestas da África central, são os maiores primatas do mundo. Um adulto macho pode alcançar 200 quilos. As populações de gorila estão ameaçadas por atividades humanas como a destruição do seu habitat e a caça.

Fonte: Veja

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Nova espécie do gênero humano é descoberta na África do Sul

Um grupo de pesquisadores apresentou nesta quinta-feira (10) na África do Sul os remanescentes fósseis de um primata que podem ser de uma espécie do gênero humano desconhecida até agora. A criatura foi encontrada na caverna conhecida como Rising Star (estrela ascendente), 50 km a nordeste de Johanesburgo, onde foram exumados os ossos de 15 hominídeos. O primata foi batizado de Homo naledi. Em língua sotho, "naledi" significa estrela, e Homo é o mesmo gênero ao qual pertencem os humanos modernos. Os fósseis foram encontrados em uma área profunda e de difícil acesso da caverna, na área arqueológica conhecida como "Berço da Humanidade", considerada patrimônio mundial pela Unesco. Por se situar num depósito sedimentar onde as camadas geológicas se misturam de maneira complexa, os cientistas ainda não conseguiram datar o primata descoberto, que poderia ter qualquer coisa entre 100 mil e 4 milhões de anos.

Em 2013 e 2014, os cientistas encontraram mais de 1.550 ossos que pertenceram a, pelo menos, 15 indivíduos, incluindo bebês, adultos jovens e pessoas mais velhas. Todos apresentavam uma morfologia homogênea e pertenciam a uma "nova espécie do gênero humano que era desconhecida até então". O Museu de História Natural de Londres classificou a descoberta como extraordinária. "Alguns aspectos do Homo naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus", disse Chris Stringer, pesquisador do Museu de História Natural de Londres, autor de um artigo sobre o tema que acompanhou o estudo de Berger, publicado no periódico científico eLife. "Estou feliz de apresentar uma nova espécie do ancestral humano", declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo, numa entrevista coletiva em Moropeng, onde fica o "Berço da Humanidade".

A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a transição, há milhões de anos, entre o australopiteco primitivo e o primata do gênero homo, nosso ancestral direto. Se for muito antiga, com mais de 3 milhões de anos, a espécie teria convivido com os australopitecos, anteriores ao gênero homo. Se for mais recente, com menos de 1 milhão de anos, é possível que tenha coexistido com os neandertais -- primos mais próximos do Homo sapiens -- ou até mesmo com humanos modernos. Os trabalhos que levaram à descoberta foram patrocinados pela National Geographic Society, dos EUA, e pela Fundação Nacional de Pesquisa da África do Sul.

Fonte: Portal G1

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