Segunda, 24 Outubro 2016 16:53

Incoerências Bíblicas

Outra forte evidência da fragilidade dos textos bíblicos são as inúmeras incoerências encontradas em diversos relatos. Muitos religiosos afirmam que já leram a bíblia várias vezes e não encontraram nenhuma incoerência. Dizem que um livro inspirado por Deus não pode conter contradições. Realmente, se a bíblia fosse um livro inspirado por Deus não existiriam contradições pois ele não permitiria que informações conflitantes fossem colocadas em seu livro. Afinal, como poderia Deus inspirar homens a escrever informações erradas que poderiam confundir seus leitores? Porém, se fizermos uma pesquisa meticulosa da bíblia encontraremos diversas incoerências, conforme veremos a seguir. Gostaria de ressaltar que todos estes relatos são paralelos, ou seja, narram o mesmo evento.

Quando Moisés subiu no monte para receber os dez mandamentos o relato de Êxodo 31:18 diz: “Ora, assim que acabou de falar com ele no monte Sinai, passou a dar a Moisés duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, inscritas pelo dedo de Deus”. Porém, quando Moisés desceu do monte e viu que seu povo estava adorando um bezerro de ouro ele se enfureceu e jogou as tábuas escritas pelo próprio Deus no chão quebrando-as. Depois disso o povo se arrependeu e Deus resolveu perdoá-los. Passado toda esta confusão, Deus diz a Moisés que arrume outras pedras para que ele escreva novamente nelas as leis. Assim fez Moisés, e foi subir novamente o monte Sinai com as novas tábuas na mão para que Deus escrevesse nelas as leis, mas, surpreendentemente Deus apenas dita as leis para que Moisés as escreva. O relato diz: “E Jeová prosseguiu, dizendo a Moisés: “Escreve para ti estas palavras, porque é de acordo com estas palavras que deveras concluo um pacto contigo e com Israel.” E ele continuou ali com Jeová quarenta dias e quarenta noites. Não comeu pão nem bebeu água. E ele (Moisés) passou a escrever nas tábuas as palavras do pacto, as Dez Palavras” (Êxodo 34:27, 28). Até aí tudo bem, Deus escreveu nas primeiras tábuas que se quebraram e Moisés escreveu as tábuas substitutas. Só que o livro bíblico de Deuteronômio relatando o mesmo episódio conta uma versão diferente. A primeira parte da história está igual, as primeiras tábuas foram escritas pelo dedo de Deus: “então Jeová me deu as duas tábuas de pedra inscritas pelo dedo de Deus; e nelas havia todas as palavras que Jeová vos falara no monte, do meio do fogo, no dia da congregação” (Deuteronômio 9:10). Porém, a segunda parte está diferente: “Naquele mesmo tempo me disse o Senhor: Alisa duas tábuas de pedra, como as primeiras, e sobe a mim ao monte, e faze uma arca de madeira. Nessas tábuas escreverei as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste, e as porás na arca. Assim, fiz uma arca de madeira de acácia, alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras, e subi ao monte com as duas tábuas nas mãos. Então o Senhor escreveu nas tábuas, conforme a primeira escritura, os dez mandamentos, que ele vos falara no monte, do meio do fogo, no dia da assembléia; e o Senhor as deu a mim” (Deuteronômio 10:1-4). Afinal quem escreveu as segundas tábuas. Em Êxodo foi Moisés, já em Deuteronômio foi o próprio Deus. Qual das duas versões você acha que foi a verdadeira?

Uma certa ocasião, segundo a bíblia o grande Rei Davi faz um censo do povo. Existem dois relatos na bíblia deste acontecimento, um no livro de 2ª Samuel e o outro no livro de 1ª Crônicas. Entretanto tais relatos são contraditórios, conforme você verá. Vamos ver primeiro o relato de 2ª Samuel 24:1: “A ira de Jeová tornou a acender-se contra Israel, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e Judá”. Como você pode notar, o relato de 2ª Samuel afirma claramente que Jeová incitou Davi a fazer o censo, porque Ele estava irado contra o povo e queria castigá-los. Como castigo por ter feito este tal censo, Deus dá três opções a Davi: “Concordemente, Gade entrou até Davi e informou-o, e disse-lhe: Devem vir sobre ti sete anos de fome na tua terra, ou três meses em que foges diante dos teus adversários, perseguindo-te eles, ou a ocorrência de três dias de pestilência na tua terra? Agora sabe e vê o que devo responder Àquele que me envia” (2ª Samuel 24:13). Davi deveria escolher, sete anos de fome sobre o seu país, três meses fugindo dos seus inimigos ou três dias de doenças no país. O relato de 1ª Crônicas e bem diferente: “E Satanás passou a pôr-se de pé contra Israel e a instigar Davi a recensear Israel... Por conseguinte, Gade entrou até Davi e disse-lhe: Assim disse Jeová: ‘Faze a tua escolha: se há de haver três anos de fome; ou se por três meses há de haver um arrasamento diante dos teus adversários e para [te] alcançar a espada dos teus inimigos, ou se por três dias há de haver a espada de Jeová, sim, pestilência no país, o anjo de Jeová arruinando todo o território de Israel.’ E agora vê o que devo responder Àquele que me envia” (1ª Crônicas 21:1, 11-12). Agora foi o diabo que instigou Davi a fazer o tal censo, e o castigo mudou, são três anos de fome e não sete como registrado em 2ª Samuel. O que você acha que realmente aconteceu?

Até mesmo na simples descrição de um objeto os escritores da bíblia se contradizem. O relato de 1ª Reis 7:26 diz que o tamanho do mar de fundição construído no templo de Salomão cabia a medida de dois mil Batos de água, equivalente a 44 mil litros. Já no relato paralelo de 2ªCrônicas 4:5 diz que nele cabia a medida de três mil Batos de água, equivalente a 66 mil litros.

Quantas baias ou estábulos para cavalos Salomão tinha? Bem segundo 1ª Reis 4:26 eram quarenta mil: “E Salomão veio a ter quarenta mil baias para cavalos, para os seus carros, e doze mil cavaleiros”. Porém, 2ª Crônicas 9:25 diz que eram quatro mil: “E Salomão veio a ter quatro mil baias para cavalos, e carros, e doze mil corcéis, e manteve-os aquartelados em cidades de carros e perto do rei em Jerusalém”.

Como o rei Saul morreu? Pelo que diz 1ª Samuel 31:4 ele suicidou-se: “Saul disse então ao seu escudeiro: Puxa a tua espada e traspassa-me com ela, para que não venham estes incircuncisos e certamente me traspassem, e abusem de mim. E seu escudeiro não quis, porque estava com muito medo. Saul tomou, pois, a espada e lançou-se sobre ela”. Mas pelo relato de 2ª Samuel 1:9, 10 ele foi assassinado: “Então ele disse: Por favor, fica de pé sobre mim e entrega-me definitivamente à morte, pois se apoderou de mim a cãibra, porque toda a minha alma está ainda em mim. De modo que fiquei de pé sobre ele e o entreguei definitivamente à morte, porque eu sabia que não podia viver depois de ter caído. Tomei então o diadema que havia na sua cabeça e o bracelete que tinha no braço, a fim de trazê-los para cá ao meu senhor”.

Quantos eram os chefes de oficiais de Salomão? Segundo o relato de 2ª Crônicas 8:10 eram duzentos e cinqüenta: “Estes eram os chefes dos prepostos que pertenciam ao Rei Salomão, duzentos e cinqüenta, os capatazes sobre o povo. Entretanto no livro de 1ª Reis 9:23 diz que eles eram quinhentos e cinquenta: “Estes eram os chefes dos prepostos que estavam sobre a obra de Salomão: quinhentos e cinqüenta, os capatazes sobre o povo que se empenhava na obra”.

Quem foi o sucessor do rei Josias? Pelo que diz Jeremias 22:11 não foi outro senão Salum: “Pois assim disse Jeová concernente a Salum, filho de Josias, rei de Judá, que reina em lugar de Josias, seu pai, que saiu deste lugar: Não mais retornará para ali”. Mas 2ª Crônicas 36:1 diz claramente que foi Jeoacaz: “O povo da terra tomou então a Jeoacaz, filho de Josias, e o fez rei em lugar de seu pai em Jerusalém”.

Onde Arão morreu? Números 33:38 nos revela que foi no monte Hor: “E Arão tinha cento e vinte e três anos de idade ao morrer no monte Hor”. Porém, Deuteronômio 10:6 insiste em dizer que foi em Moserá: “E os filhos de Israel partiram de Beerote Bene-Jaacã para Moserá. Arão morreu ali e foi enterrado ali; e Eleazar, seu filho, começou a atuar como sacerdote em seu lugar”.

O que aconteceu com os habitantes de Debir? Josué 10:38, 39 relata que a cidade foi totalmente destruída pelos exércitos de Josué não sobrando nenhum sobrevivente: “Finalmente, Josué voltou a Debir, e todo o Israel com ele, e começou a guerrear contra ela. E foi capturar a ela e a seu rei, e todas as suas cidades, e passaram a golpeá-los com o fio da espada e a devotar à destruição toda a alma que havia nela. Não deixou restar sobrevivente.” Calebe, amigo pessoal de Josué, algum tempo depois foi se estabelecer na região e segundo o relato do livro de Josué 15:15 a cidade e seus habitantes ainda estavam lá: “Então subiu dali até os habitantes de Debir”.

Quantos filhos teve Jessé o pai do rei Davi? Pelo que lemos em 1ª Samuel 16:10, 11 Davi tinha sete irmãos, portanto ele era o oitavo filho de Jessé: “Assim, Jessé fez passar sete dos seus filhos diante de Samuel; todavia, Samuel disse a Jessé: Jeová não escolheu a estes. Por fim, Samuel disse a Jessé: São estes todos os rapazes? A isto ele disse: O mais moço foi deixado fora até agora, e eis que está pastoreando as ovelhas”. Mas, 1ª Crônicas 2: 13-15 não deixa dúvidas, Davi tinha seis irmãos e era o sétimo filho de Jessé: “Jessé, por sua vez, tornou-se pai do seu primogênito, Eliabe, e de Abinadabe, o segundo, e de Siméia, o terceiro, de Netanel, o quarto, de Radai, o quinto, de Ozem, o sexto, de Davi, o sétimo”.

Quantos cavaleiros do rei Hadadezer Davi capturou em batalha? 2ª Samuel 8:3, 4 confirma sem sombra de dúvida que foram mil e setecentos cavaleiros: “E Davi prosseguiu, golpeando a Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá, quando ia para restabelecer seu controle junto ao rio Eufrates. E Davi chegou a capturar dele mil e setecentos cavaleiros e vinte mil homens a pé; e Davi passou a jarretar todos os cavalos dos carros, mas deixou sobrar cem cavalos de carros”. Já 1ª Crônicas 18:3, 4 afirma categoricamente que foram sete mil cavaleiros: “E Davi prosseguiu, golpeando Hadadezer, rei de Zobá, em Hamate, quando ia para estabelecer seu controle junto ao rio Eufrates. Além disso, Davi capturou dele mil carros, e sete mil cavaleiros, e vinte mil homens a pé. Davi jarretou então todos os cavalos dos carros, mas deixou remanescer cem cavalos de carros”.

Na guerra contra os sírios, quantos condutores de cavalos o exército de Davi matou? 2ª Samuel 10:18 afirma que foram setecentos: “E os sírios puseram-se em fuga diante de Israel; e Davi chegou a matar dos sírios setecentos condutores de carros e quarenta mil cavaleiros, e a Sobaque, chefe do exército deles, ele golpeou de modo que morreu ali”. Porém, 1ª Crônicas 19:18 diz que foram sete mil: “Mas os sírios se puseram em fuga por causa de Israel; e Davi foi matar dos sírios sete mil condutores de carros e quarenta mil homens a pé, e entregou à morte o próprio Sofaque, chefe do exército”.

Quando Davi resolveu fazer o censo de todo povo de Israel, quais foram os resultados? Pelo que diz 2ª Samuel 24:9 os números foram, 800.000 homens aptos para manejar a espada em Israel e 500.000 homens em Judá: “Joabe deu então ao rei o número do registro do povo; e Israel somou oitocentos mil homens valentes que puxavam da espada, e os homens de Judá eram quinhentos mil homens”. O problema é que 1ª Crônicas 21:5 diz que eram 1.100.000 homens aptos para manejar a espada em Israel e 470.000 homens em Judá: “Joabe deu então a Davi o número do registro do povo; e todo o Israel somou um milhão e cem mil homens que puxavam da espada, e Judá, quatrocentos e setenta mil homens puxando da espada”.

Quanto Davi pagou pela eira ou terreno de Ornã que também era chamado de Araúna? 2ª Samuel 24:24 diz com todas as letras que foram pagos 50 siclos de prata: “No entanto, o rei disse a Araúna: Não, mas sem falta a comprarei de ti por um preço; e não oferecerei sacrifícios queimados a Jeová, meu Deus, sem custo. Por conseguinte, Davi comprou a eira e o gado por cinqüenta siclos de prata”. Já o relato de 1ª Crônicas 21:25 mostra um Davi bem mais generoso pagando 600 siclos de ouro: “De modo que Davi deu a Ornã pelo lugar siclos de ouro no peso de seiscentos”.

Quando Nabucodonosor rei de Babilônia conquistou a terra de Judá quantos homens que tinham acesso íntimo com o rei foram levados com ele? O relato de 2ª Reis 25:19 deixa claro que foram cinco: “e da cidade tomou um oficial da corte, que tivera o comando sobre os homens de guerra, e cinco homens dos que tiveram acesso ao rei, que se achavam na cidade; e o secretário do chefe do exército, aquele que recrutara o povo da terra, e sessenta homens do povo da terra, que se achavam na cidade”. Só que no livro de Jeremias 52:25 diz que foram exatamente sete homens: “e da cidade ele tomou um oficial da corte, que viera a ser o comissário sobre os homens de guerra, e sete homens dos que tinham acesso ao rei, que se achavam na cidade, e o secretário do chefe do exército, e aquele que recrutava o povo da terra, e sessenta homens do povo da terra, que se achavam no meio da cidade”.

Aonde morreu o rei Josias? Pelo relato de 2ª Reis 23:29, 30 Josias morreu no campo de batalha de Megido: “Nos seus dias subiu Faraó Neco, rei do Egito, contra o rei da Assíria junto ao rio Eufrates, e o Rei Josias passou a sair para enfrentá-lo; mas, assim que o viu, este o entregou à morte em Megido. Portanto, seus servos o transportaram morto num carro desde Megido e o trouxeram a Jerusalém, e enterraram-no no seu sepulcro”. Agora, pelo relato de 2ª Crônicas 35:23, 24 o rei Josias foi ferido em seu carro de batalha no campo de Megido, pediu que seus servos o colocassem num outro carro de guerra e neste ele retornou a Jerusalém para ali morrer: “E os atiradores foram atirar contra o Rei Josias, de modo que o rei disse aos seus servos: Tirai-me daqui, porque fui seriamente ferido. Portanto, seus servos tiraram-no do carro e fizeram-no andar no segundo carro de guerra que era dele, e levaram-no a Jerusalém. Assim morreu ele e foi enterrado no cemitério de seus antepassados; e todo o Judá e Jerusalém pranteavam por Josias”.

Quantos filhos teve Mical, esposa do rei Davi? Pelo que diz o livro bíblico de 2ª Samuel 6:23 ela morreu sem ter filhos: “Assim, no que se refere a Mical, filha de Saul, ela não veio a ter nenhum filho até o dia da sua morte”. Mas segundo o relato de 2ª Samuel 21:8 ela teve cinco filhos: “Conseqüentemente, o rei tomou os dois filhos de Rispa, filha de Aiá, que ela dera à luz a Saul, Armoni e Mefibosete, e os cinco filhos de Mical, filha de Saul, que ela dera à luz a Adriel, filho de Barzilai, o meolatita”.

Como foi a genealogia de Jesus? Segundo o evangelho de Mateus Jesus foi filho de José, que foi filho de Jacó (Mateus 1:16), o pai de Sealtiel foi Jeconias (Mateus 1:12), Abiúde era filho de Zorobabel (Mateus 1:13), Jorão era o pai de Ozias que era o pai de Jotão (Mateus 1:8-9), Josias era o pai de Jeconias (Mateus 1:11) e Zorobabel era filho de Sealtiel (Mateus 1:12). Porém, o evangelho de Lucas assegura categoricamente que Jesus foi filho de José, que foi filho de Eli (Lucas 3:23), o pai de Sealtiel foi Néri (Lucas 3:27) e Resa foi filho de Zorobabel (Lucas 3:27). Entretanto, em Crônicas são citados os nomes de todos os filhos de Zorobabel, mas nem Resa e nem Abiúde estão entre eles (1ª Crônicas 3:19-20), Jeorão (Jorão?) era o pai de Acazias, do qual nasceu Jeoás, que gerou Amazias, que foi pai de Azarias que, finalmente, gerou Jotão (1ª Crônicas 3:11-12), Josias era o avô de Jeconias (1ª Crônicas 3:15-16), Zorobabel era filho de Fadaia e Sealtiel era tio dele (1ª Crônicas 3:17-19).

Se a bíblia fosse realmente um livro inspirado por Deus como explicar tais discrepâncias? Se Deus orientava os escritores, como justificar tais diferenças em relatos paralelos, contando o mesmo evento? Se foram erros dos copistas ou tradutores nas inúmeras cópias e recopias e traduções para outras línguas, porque Deus permitiu que tais erros acontecessem? Porque não interferiu impedindo que tais erros corrompessem suas palavras? Estas contradições foram descobertas única e exclusivamente porque tais relatos foram narrados por dois escritores diferentes, são relatos paralelos descrevendo o mesmo evento. E todos os demais relatos bíblicos que não tem descrições paralelas? Relatos que foram narrados por apenas um escritor? Quem garante que nestes relatos também não existem erros? Fica difícil basear toda nossa confiança e esperança, moldar nossa vida num livro que contêm tantas incoerências e erros que podem ter acontecido tanto na escrita original quanto nas várias cópias e traduções feitas durante milênios.

Este texto foi extraído do livro "A BÍBLIA SOB ESCRUTÍNIO", para adquiri-lo CLIQUE AQUI!

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Publicado em INCOERÊNCIAS

O Vaticano está preocupado desde que uma Bíblia, de 1500 anos foi descoberta na Turquia. A preocupação é porque o tal livro contém o evangelho de Barnabé, que teria sido um dos discípulos de Cristo que viajava com o apóstolo Paulo, e descreve Jesus de maneira parecida com a que é pregada pelo islamismo. Desde a descoberta, ainda no ano 2000, o livro teria sido mantido em segredo absoluto na cidade de Antara por líderes católicos. Peritos avaliaram o livro e garantiram que o artefato é original. A Bíblia, é toda feita em couro e escrita em um dialeto do aramaico, língua que era falada por Jesus. Por causa da ação do tempo, o livro já apresenta as páginas escurecidas.

Uma das polêmicas trazidas pela tal Bíblia e confirmada pelas autoridades religiosas de Teerã, é o texto que aprova que Jesus Cristo nunca foi crucificado, além de também não ser filho de Deus, e sim, um profeta. Em outro trecho, o apóstolo Paulo é considerado "enganador", e ainda diz que o apóstolo Judas Iscariotes (o traidor) teria sido crucificado no lugar de Cristo, tendo então Jesus, ascendido ao céu vivo, enterrando a história de que Ele havia ressuscitado. Em outro registro, o livro fala sobre o anúncio feito por Jesus da vinda do profeta Maomé, que fundaria o Islamismo 700 anos depois de Cristo. O texto prevê ainda a vinda do último Messias islâmico, que ainda não aconteceu.

Preocupados com a descoberta sagrada, o Vaticano pediu às autoridades turcas que permitissem aos especialistas da Igreja Católica avaliar o livro e seu conteúdo. Tudo indica que durante o Concilio da Nicéia, a  igreja Católica tenha feito a seleção dos Evangelhos que comporiam a Bíblia atual, censurando alguns, dentre eles, possivelmente o Evangelho de Barnabé. Há quem afirme que muitos outros evangelhos, conhecidos como Evangelhos do Mar Morto, sempre existiram, mas nunca foram revelados.

Fonte: Jornal  O Tempo

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Publicado em NOTÍCIAS
Segunda, 22 Dezembro 2014 18:20

Escravidão

Há milênios este mal tem assolado a humanidade. Desde os povos primitivos que cruelmente escravizavam as nações que subjugavam, em todas as civilizações a escravidão era uma prática comum. Entre 1490 e 1900 estima-se que mais de 11 milhões de africanos foram arrastados como animais em navios negreiros para trabalharem nas Américas. A escravidão deixou o seu rastro de dor e preconceito.  É inegável o esforço de alguns setores da sociedade para acabar com os resquícios de preconceito e intolerância que se infiltraram no inconsciente coletivo da humanidade construído durante milênios de escravidão. Homens como Nelson Mandela e Martin Luther King tiveram um importante papel na luta contra a segregação racial. O objetivo deste capítulo não é discutir quem incentivou a libertação dos escravos, pois todos sabem que várias pessoas de diversas religiões foram contrárias à escravidão e lutaram contra tal prática incluindo cristãos, islâmicos, hindus, judeus entre outros. O fato é que quando os cristãos lutaram contra a escravidão eles estavam desconsiderando seu livro sagrado, a bíblia.

     Foi muito difícil eliminar a escravidão do mundo cristão tanto na Europa quanto nas Américas porque não existe nenhuma passagem bíblica que condene esta prática. Os que lutaram contra a escravidão tiveram como maiores opositores os cristãos que em sua maioria apoiavam a escravidão. Os cristãos da atualidade não são mais escravocratas devido a influência de outras correntes de pensamento como o Iluminismo. Se os cristãos forem honestos e sinceros diante das passagens bíblicas que irei mostrar, eles terão de admitir que a bíblia aprova a escravidão pois não existe nenhum trecho nela que condene tal prática. Se a bíblia fosse realmente a palavra inspirada de Deus e partindo do pressuposto que Deus é amoroso, bondoso e misericordioso com certeza ela condenaria de forma explícita a escravidão. Mas infelizmente isso não acontece, muito pelo contrário, ela é vista como algo normal, corriqueiro.

     A primeira menção de escravidão na bíblia ocorre logo após o suposto dilúvio. Numa passagem que procura explicar o motivo de certos povos serem escravos de outros, a bíblia passar a dizer que um filho de Noé chamado Cã “descobriu a nudez de seu pai”. Alguns linguistas hebraicos afirmam que esta expressão “descobrir a nudez” pode indicar algum tipo de perversão sexual. Seja qual for o caso (Cã ter visto Noé pelado ou ter feito alguma perversão sexual contra seu pai) Noé inventa a escravidão como um castigo por seu filho ter cometido tal ato.                                   

     “Então, Noé principiou como lavrador e passou a plantar um vinhedo.  E começou a beber do vinho e ficou embriagado, e deste modo se descobriu no meio da sua tenda.  Mais tarde, Cã, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai e foi contá-lo aos seus dois irmãos lá fora. Sem e Jafé tomaram então uma capa e a puseram sobre ambos os seus ombros, e entraram andando de costas. Assim cobriram a nudez de seu pai, com as faces viradas, e não viram a nudez de seu pai. Por fim, Noé acordou do seu vinho e soube o que lhe havia feito seu filho mais moço.  Ele disse então: Maldito seja Canaã, torne-se ele o escravo mais baixo de seus irmãos. E acrescentou: Bendito seja Jeová, Deus de Sem, e torne-se Canaã escravo dele. Conceda Deus amplo espaço a Jafé, e resida ele nas tendas de Sem, torne-se Canaã também escravo dele” (Gênesis 9:20-27).

     Notamos aqui mais um exemplo do “senso de justiça” hebraico, Cã faz algo errado mas Noé puniu a Canaã filho de Cã, não somente Canaã é punido mas de quebra toda a descendência de Canaã é amaldiçoada com a escravidão. Agora eu pergunto, o que os descendentes de Canaã tinham a ver com isso? Onde está a lógica nisso? Na verdade essa passagem provavelmente foi escrita para justificar a invasão dos hebreus em Canaã e a posterior escravidão que impuseram aos cananeus. Uma desculpa histórica. O mais impressionante é que o Deus da bíblia assistiu a isso tudo sem esboçar nenhuma reação contrária a um absurdo desses, nem uma palavra de desaprovação, nada, simplesmente nada. Pelo visto ele aprovou tudo que aconteceu e considerou a escravidão como algo normal.

     Não satisfeito em apenas observar inerte a escravidão ele resolve criar leis para legitimar a escravidão. Nas Escrituras Hebraicas o Deus da bíblia resolve delinear uma série de regulamentos para a escravidão. São trechos extensos e cansativos, por isso irei resumir os pontos altos.

     “E caso um homem golpeie seu escravo ou sua escrava com um pau e o tal realmente morra sob a sua mão, sem falta deve ser vingado.  No entanto, se demorar um dia ou dois não deve ser vingado, porque ele é seu dinheiro” (Êxodo 21:20,21).

     A orientação é clara, o dono deve bater com um pau a vontade, desde que não o mate na hora é claro, pois seria um prejuízo muito grande para o dono, como diz o final do texto “ele é seu dinheiro”. Mas contando que não o mate na hora pode dar pauladas a vontade, sem dó nem piedade. O dono do escravo só era punido se o escravo morresse no momento da agressão.

     “Se tiver sido um escravo ou uma escrava a quem o touro escornou, dará o preço de trinta siclos ao amo dele, e o touro será apedrejado” (Êxodo 21:32).

     O escravo era negociado como uma mercadoria, seu preço era estipulado por lei, 30 ciclos. Realmente um ótimo negócio, não tinha como o amo perder, se o escravo fosse escornado (chifrado) por um touro receberia o preço do escravo como indenização.

      “Quanto a teu escravo ou tua escrava que se tornam teus dentre as nações que há em volta de vós, delas podeis comprar um escravo... E também dos filhos dos colonos que residem convosco como forasteiros podeis comprar deles e das suas famílias que estão convosco, que lhes nasceram na vossa terra; e eles têm de tornar-se vossa propriedade.  E tendes de transmiti-los como herança aos vossos filhos depois de vós, para [os] herdarem como propriedade por tempo indefinido” (Levítico 25:44-46).

     Ter escravos realmente era um bom negócio principalmente se o escravo fosse das nações vizinhas, neste caso, poderiam ser comprados como escravos e os filhos nascidos dos escravos automaticamente se tornavam propriedade do dono da terra, além disso, depois da morte do dono tais escravos eram passados para os filhos do dono, eram uma propriedade por tempo indefinido. Era realmente um bem de consumo, um ótimo investimento como gado, ovelha, casa, fazenda entre outros.

      Nas Escrituras gregas, o chamado novo mandamento, a situação continua a mesma, os escritores tratam a escravidão como normal, algo comum e banal.

     “Os servos domésticos estejam sujeitos aos [seus] donos com todo o temor [devido], não somente aos bons e razoáveis, mas também aos difíceis de agradar. Porque, se alguém, por causa da consciência para com Deus, agüenta coisas penosas e sofre injustamente, isto é algo agradável” (1ª Pedro 2:18, 19).

     Que passagem interessante! Os escravos tem de ser sujeitos aos donos, mesmo os difíceis de agradar, o escravo que aguenta coisas penosas e sofre injustamente nas mãos de um dono difícil de agradar (um tirano) satisfaz muito ao Deus da bíblia.

     “Os escravos estejam sujeitos aos seus donos em todas as coisas e lhes agradem bem, não contradizendo, não praticando furto, mas exibindo plenamente uma boa fidelidade, para que adornem o ensino de nosso Salvador, Deus, em todas as coisas” (Tito 2:9, 10).

     Mais uma vez o escritor bíblico ressalta a necessidade dos escravos serem sujeitos aos seus donos, lhes agradando, não contradizendo, sendo fiel ao seu proprietário como um cão de guarda.

     “Tantos quantos forem escravos debaixo dum jugo estejam considerando os seus donos dignos de plena honra, para que nunca se fale de modo ultrajante do nome de Deus e do ensino.  Além disso, os que tiverem donos crentes não os menosprezem, porque são irmãos. Ao contrário, sejam escravos com tanto mais prontidão, porque os que recebem o proveito do seu bom serviço são crentes e amados” (1ª Timóteo 6:1, 2). 

     Se o dono fosse cristão aí o escravo tinha de ser mais servil ainda, mostrando mais prontidão. Veja bem, o cristão podia ter escravos, achava a coisa mais normal do mundo, se hoje fossemos seguir a bíblia poderíamos ter escravos a vontade. Consegue entender agora porque foi tão difícil acabar com a escravidão no mundo cristão?

    “Vós, escravos, em tudo sede obedientes aos que são os [vossos] amos em sentido carnal, não com atos apenas ostensivos, como para agradar a homens, mas com sinceridade de coração, com temor de Jeová” (Colossenses 3:22).

     Os escravos são admoestados a servir a seus senhores com total sinceridade e prazer e não somente para manter as aparências. Vejam só, além de sofrer todo tipo de humilhação por ser propriedade de outro, ser considerado uma mercadoria, um objeto de uso do seu amo, tinha de aguentar tudo isso com prazer e sinceridade de coração, tinha de gostar mesmo desta situação.

     Por incrível que pareça existe uma carta considerada pelos cristãos como inspirada por Deus em que o escritor, que se identifica como sendo o apóstolo Paulo, manda um escravo fujão voltar para seu amo, um cristão chamado Filêmon, levando uma carta pessoal para ele. É provável que este escravo tinha graves problemas com seu dono e pelo que parece era considerado por ele inútil, pois na carta o suposto Paulo diz isso claramente: “exorto-te concernente a meu filho, para quem me tornei pai enquanto estava nas minhas cadeias, Onésimo, anteriormente inútil para ti, mas agora útil para ti e para mim” (Filêmon 10,11). A carta também dá a entender que Onésimo fez alguma injustiça com Filêmon, algo que envolveu dinheiro: “Além disso, se ele te fez alguma injustiça ou te deve algo, põe isso na minha conta” (Filêmon 18). Pelo visto Onésimo vivia uma situação insuportável com seu dono Filêmon e roubou algum dinheiro para fugir. De alguma forma não explicada ele foi parar em Roma a 1400 km da cidade de Colossos onde era escravo de Filêmon. Parece que o dinheiro acabou e Onésimo procurou um refúgio auxiliando o escritor da carta em Roma. Seria uma excelente oportunidade para o escritor que se diz inspirado por Deus denunciar esta prática abominável da escravidão que tantos males causa as pessoas como bem ilustrado neste acontecimento. Mas será que ele dedica pelo menos uma linha sequer desta carta para denunciar tal costume nefasto protestando contra o sistema escravocrata? Não! Muito pelo contrário, o escritor apoia o costume impiedoso da época mandando o escravo de volta para seu dono.      

     O próprio Jesus usou a escravidão muitas vezes como exemplo e nunca disse ser errado escravizar os outros. Várias de suas parábolas são sobre escravos e seus amos, nelas Jesus exorta os escravos a serem obedientes, diligentes, fieis, discretos, bons e submissos (Mateus 24:45-51; Mateus 25:14-28; Lucas 19:13-27). Ele cita até mesmo acoites como algo corriqueiro e usual.

     “Então, aquele escravo, que entendeu a vontade de seu amo, mas não se aprontou, nem fez em harmonia com a sua vontade, será espancado com muitos golpes.  Mas aquele que não entendeu, e assim fez coisas que merecem golpes, será espancado com poucos. Deveras, de todo aquele a quem muito foi dado, muito se reclamará dele; e a quem encarregaram de muito, deste reclamarão mais do que o usual” (Lucas 12:47,48).

      Como foi mostrado claramente a bíblia prega a escravidão e estimula as pessoas a se conformarem com a situação de escravo, inclusive incentivando pessoas a terem escravos. O fato de alguns trechos bíblicos incentivarem os donos a tratarem seus escravos de forma bondosa não muda em nada o fato de que ela incentiva a escravatura em si, conceito este que contraria todo princípio de bondade e amor ao próximo que é atribuído a Deus. Você ter um ser humano servindo a você como um escravo, sendo uma mercadoria, um objeto para fins variados, assim como você tem um animal, este conceito em si é repulsivo anulando qualquer recomendação para tratá-los com bondade. Temos aí mais uma evidência de que a bíblia não é a palavra de Deus, antes, um livro escrito por homens que reflete as atitudes e pensamentos da época. No caso da escravidão, uma demagogia criada pelos detentores do poder para estimular uma situação de conformismo, preconceito e subserviência. 

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Publicado em ESCRAVIDÃO
Terça, 12 Janeiro 2016 19:16

Contradições Bíblicas

Existem várias passagens do Novo Testamento em que os escritores fazem um grande esforço de aplicar certas passagens do Velho Testamento. Há várias citações de trechos encontrados nos Salmos, nos Profetas e na Lei Mosaica. O interessante é que nem mesmo assim existe uma coerência na bíblia, nem em passagens que os escritores do Novo Testamento podiam confirmar a citação, conferindo nas cópias disponíveis do Velho Testamento, nem estes relatos escapam das contradições.

     Veja por exemplo o caso de 1ª Coríntios 10:8 onde o escritor bíblico cita um acontecimento registrado em Números 25:9. O relato de Números conta uma ocasião em que os israelitas começaram a adorar um Deus cananeu, deixando o Deus bíblico muito irado. Na sua fúria ele mata 24.000 pessoas. O escritor de 1ª Coríntios menciona este mesmo acontecimento, entretanto ele relata que o número de mortos foi 23.000. Afinal, o número dos mortos por Deus foi 23.000 ou 24.000? Como pôde o escritor de 1ª Coríntios cometer um erro histórico tão infantil?

     Em Mateus 23:35 Jesus disse que Zacarias era filho de Baraquias. Mas em 2ª Crônicas 24:20-22 diz explicitamente que Zacarias era filho de Jeoiada. Afinal, quem era realmente o pai de Zacarias?

     Outro exemplo se encontra em Marcos 2:23-28. Neste texto Jesus é questionado pelos fariseus devido ao fato de que seus discípulos, ao atravessar um campo de trigo, arrancaram alguns grãos e os comeram num sábado. Jesus cita uma passagem do Velho Testamento em 1ª Samuel 21:1-6 onde Davi e alguns de seus homens, fugindo da perseguição implacável do rei Saul, refugiam-se em Nobe. Ali o sumo sacerdote dá a eles os pães da preposição, que eram sagrados e só deviam ser comidos pelo sacerdote. Jesus cita essa passagem com o intuito de mostrar aos fariseus que em momentos de crise extrema, como no caso de Davi e seus homens que estavam famintos, em plena fuga, num momento de dificuldade, pode-se abrir algumas exceções na lei. Por isso Jesus encerra seu raciocínio com a frase: “o sábado foi feito para os homens, não os homens para o sábado”.

     Realmente uma grande citação, destacando que o ser humano é mais importante do que um ritual religioso. Até aí tudo bem, mas o detalhe é que o escritor bíblico de Marcos, ao citar um acontecimento que já se encontrava na bíblia, no livro de 1ª Samuel, cita o nome do sumo sacerdote errado, isso mesmo, no evangelho de Marcos, Jesus chama-o de Abiatar, mas no livro de Samuel o sumo sacerdote chama-se Aimeleque. E não se trata de uma simples confusão de nomes e nem mesmo podemos dizer que o sumo sacerdote da época tinha dois nomes, pois na realidade Abiatar era filho de Aimeleque, fato conhecido pelos judeus da época. A linhagem sacerdotal era coisa séria para os judeus, tinham-se registros de todos os sumo sacerdotes e o mais impressionante nesta história é que o relato de Samuel fazia parte dos livros sagrados dos judeus. O escritor de Marcos podia facilmente consultar o registro, além disso, as histórias envolvendo o famoso rei Davi eram muito conhecidas entre os judeus. Portanto, como pôde o escritor de Marcos cometer esse grave erro histórico? Como explicar uma gafe histórica tão ridícula como esta?

     Existem relatos no Novo Testamento em que diferentes escritores contam o mesmo fato, o interessante é que em muitos destes relatos existem contradições impressionantes. Por exemplo, o escritor de Marcos diz que Jesus foi morto no 1º dia dos Pães não fermentados, quer dizer, depois do começo da páscoa (Marcos 14:12). Já o escritor do livro de João afirma categoricamente que Jesus morreu na preparação para a páscoa, quer dizer, antes do começo da páscoa (João 19:14).

     O relato de Lucas sobre o nascimento de Jesus diz que após seu nascimento, José e Maria regressaram a Nazaré um mês depois de terem ido a Belém e depois a Jerusalém, cumprindo os ritos da purificação (Lucas 2:21-39). Porém o livro de Mateus diz que, após o nascimento de Jesus, José e Maria fugiram para o Egito e ali ficaram até a morte de Herodes (Mateus 2:1-23).

     No livro de Gálatas, o escritor se identificando como o próprio apóstolo Paulo, diz que depois de sua conversão no caminho para Damasco, ele não foi a Jerusalém encontrar-se com aqueles que eram apóstolos antes dele, primeiro foi para a Arábia, depois voltou para Damasco, e só depois de três anos é que finalmente ele foi a Jerusalém (Gálatas 1:16-18). Entretanto, o livro de Atos dos apóstolos diz claramente que a primeira coisa que Paulo fez ao deixar Damasco foi ir a Jerusalém onde se encontrou com os apóstolos de Jesus (Atos 9:1-26).

     Em Mateus 8:5 diz que quando Jesus entrou em Cafarnaum, “veio a ele um oficial do exército, suplicando que Jesus curasse o servo dele”. Mas em Lucas 7:3 diz que este oficial do exército enviou anciãos dos judeus para lhe pedirem que curasse seu servo. Afinal, foi o oficial do exército que falou com Jesus, ou foram os anciãos dos judeus?

     No relato de Mateus 20:20, 21 lemos que se aproximou de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, prestando-lhe homenagem e pedindo que seus filhos obtivessem a posição mais favorecida quando Jesus entrasse no seu reino. Já no relato de Marcos 10:35-37 lemos que Tiago e João, os dois filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus pedindo uma posição mais favorecida quando Jesus entrasse no seu reino. Qual relato está correto? Foi à mãe dos filhos de Zebedeu ou foram os próprios filhos que interrogaram Jesus?

     O livro de Lucas, ao descrever a transfiguração de Jesus, diz que este evento ocorreu oito dias depois de Jesus ter prometido aos seus discípulos que alguns deles não provariam a morte, até que primeiro vissem Jesus na glória de seu reino, o que ocorreu na dita transfiguração (Lucas 9:27, 28). Só que os relatos paralelos do mesmo evento dizem que a transfiguração ocorreu seis dias depois das palavras de Jesus (Mateus 17:1; Marcos 9:2).

     Em Mateus 20:29-34 relata-se a cura de dois cegos feita por Jesus quando estava saindo da cidade de Jericó. Porém, em Marcos 10:46-52 diz que na realidade era apenas um cego, o escritor inclusive revela seu nome, Bartimeu (filho de Timeu). Já em Lucas 18:35-43 fala que Jesus curou este cego chegando em Jericó. E agora? Eram dois cegos ou apenas um? Jesus fez esta cura saindo ou chegando na cidade de Jericó?

     Em Mateus 27:49, 50 diz claramente que um soldado pega uma lança e perfura Jesus enquanto ele ainda está vivo, depois disso ele clama a Deus e morre. Porém, no relato paralelo de João 19:33, 34 é dito que depois que os soldados confirmaram que Jesus estava morto, note bem, depois da morte de Jesus um soldado pega a lança e perfura Jesus. Afinal, Jesus foi perfurado enquanto estava vivo ou depois de morto?

     Marcos 15:38 diz que após Jesus dar seu último suspiro e morrer, a cortina do templo se rasga em duas, portanto, o relato deixa bem claro que a cortina do templo se rasgou depois de Jesus morrer. Mas no relato paralelo de Lucas 23:45, 46 a cortina do templo se rasga antes de Jesus morrer, enquanto ainda está vivo. A cortina do templo se rasgou antes ou depois de Jesus morrer? Qual relato está dizendo a verdade?

     Em Mateus 21:17-19 Jesus amaldiçoa uma figueira depois que ele sai do templo e ela seca imediatamente depois de amaldiçoada. Mas no relato de Marcos 11:14-15, 20 Jesus amaldiçoa a figueira antes de ter entrado no templo e ela seca um dia depois de Jesus tê-la amaldiçoado.

     Mateus 8:2-4 diz que Jesus cura um leproso. Na continuação do relato no versículo 14 Jesus entra na casa de Pedro e cura sua sogra. Portanto, segundo este relato Jesus curou o leproso antes de visitar a casa de Pedro e curar sua sogra. Entretanto, o relato de Marcos 1:29 diz claramente que Jesus visita a casa de Pedro primeiro, cura sua sogra e depois de sair ele cura o leproso conforme mostra os versículos 40-42. Assim, segundo o relato de Marcos Jesus curou o leproso depois de visitar a casa de Pedro.     

     Mateus 21:2-7 nos fala que Jesus mandou dois discípulos levarem uma jumenta e um jumentinho para ele. Já o relato de Marcos 11:2-7 diz que Jesus mandou os dois discípulos levarem apenas um jumentinho e assim eles fizeram. Agora eu lhe pergunto: os dois discípulos levaram uma jumenta e um jumentinho ou apenas um jumentinho? Será que o escritor do livro de Marcos tinha alguma coisa contra a coitada da jumenta a ponto de nem mesmo citá-la em seu relato?    

        Atos 9:7 relata que quando Paulo estava a caminho de Damasco para perseguir os cristãos, teve uma visão e ficou cego. Durante esta visão os homens que iam com ele, segundo o relato, ouviram a voz que falava com Paulo, mas não viram ninguém. Entretanto, em Atos 22:9 diz claramente que neste mesmo acontecimento, os homens que estavam com Paulo não ouviram a voz daquele que falava com Paulo. E agora? Na conversão de Paulo, os que estavam com ele ouviram vozes ou não ouviram?

     Outro relato confuso na bíblia trata da morte de Judas. O relato de Mateus descreve o acontecimento desta forma:

     “Então Judas, que o traiu, vendo que tinha sido condenado, sentiu remorso e devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e anciãos, dizendo: Pequei quando traí sangue justo. Eles disseram: Que temos nós com isso? Isso é contigo!  De modo que ele lançou as moedas de prata dentro do templo e retirou-se, e, tendo saído, enforcou-se. Mas os principais sacerdotes tomaram as moedas de prata e disseram: Não é lícito deitá-las no tesouro sagrado, porque são o preço de sangue. Depois de se consultarem entre si, compraram com elas o campo do oleiro, para enterrar os estranhos. Aquele campo veio por isso a ser chamado de ‘Campo de Sangue’, até o dia de hoje. Cumpriu-se assim aquilo que fora falado por intermédio de Jeremias, o profeta, que disse: E tomaram as trinta moedas de prata, o preço do homem com que foi avaliado, daquele a quem alguns dos filhos de Israel puseram um preço, e deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que Jeová me tinha ordenado” (Mateus 27:3-10).

     Fica claro que segundo Mateus, Judas lança as moedas no templo e sai para se enforcar. Os sacerdotes de posse deste dinheiro resolvem comprar um campo com ele e chamá-lo de campo do oleiro. Depois o texto diz que o fato de Jesus ser traído por trinta moedas de prata cumpriu uma profecia de Jeremias, entretanto, Jeremias nunca falou isso, nem algo semelhante a isso. Pois bem, agora veja o relato dos Atos dos Apóstolos:

     “Homens, irmãos, era necessário que se cumprisse a escritura, que o espírito santo predissera pela boca de Davi a respeito de Judas, que se tornou guia dos que prenderam a Jesus, porque tinha sido contado entre nós e obtivera uma parte neste ministério. (Este mesmo homem comprou um campo com o salário da injustiça, e, jogando-se de cabeça para baixo, rebentou ruidosamente pelo meio e se derramaram todos os seus intestinos. Também todos os habitantes de Jerusalém ficaram sabendo disso, de modo que aquele campo foi chamado na língua deles Acéldama, isto é: Campo de Sangue) (Atos 1:16-19).

     Conforme pôde observar acima, o livro dos Atos dos Apóstolos traz uma versão totalmente diferente, Judas não lança mais o dinheiro no templo, pelo contrário, ele mesmo compra o tal terreno com as trinta moedas de prata e joga-se de cabeça neste local. Como consequência de sua queda seus intestinos são expostos. Devido a esta tragédia o campo recebe o nome de Campo de Sangue.

     Agora, para aumentar ainda mais a confusão, arqueólogos encontraram em 1970 no deserto Egípcio de El Minya, um manuscrito encadernado em couro que foi copiado por volta do ano 300 depois de Cristo. Tal manuscrito circulou entre vendedores de antiguidades, até chegar à Europa e, depois, aos Estados Unidos, onde permaneceu no cofre de um banco de Long Island por 16 anos, até ser novamente comprado no ano 2000, pelo antiquário suíço Frieda Nussberger-Tchacos. Preocupado com sua possível deterioração, o antiquário entregou o manuscrito à fundação suíça Maecenas Foundation for Ancient Art em fevereiro de 2001, a fim de preservá-lo e traduzi-lo. Após a restauração do documento, o trabalho de análise e tradução foi confiado a uma equipe dirigida pelo professor Rudolf Kasser, aposentado pela Universidade de Genebra. O documento está mantido agora em um museu do Cairo. O evangelho já citado por Santo Irineu de Lyon, no século II descreve uma outra versão completamente diferente.Ao contrário das versões de Mateus e dos Atos dos Apóstolos, o texto em questão indica que Judas era um iniciado que traiu Jesus a pedido dele próprio para a redenção da humanidade. Segundo esse evangelho Judas teria "sido perdoado por Jesus e orientado a se retirar para fazer exercícios espirituais no deserto". Agora você decide quem esta falando a verdade (Elaine Pagels, Reading Judas: The Gospel of Judas and the Shaping of Christianity, 2007, Viking Press.ISBN 0-670-03845-8).

     A própria bíblia diz que para um relato ser considerado verdadeiro, deve ser confirmado pela boca de duas ou três testemunhas (Deuteronômio 19:15; Mateus 18:16; João 8:17; 2ªCoríntios 13:1; 1ªTimóteo 5:19; Hebreus 10:28). Obviamente tais testemunhos têm de ser coerentes, sem contradições ou divergências. Imagine você tentando investigar um acontecimento interrogando as testemunhas. Suponha que cada uma conte uma versão diferente, uma contradizendo a outra, a que conclusão você chegaria? Com certeza a versão que corresponde à verdade é só uma, ou pior, todos podem estar mentindo.

     Muitos tentam justificar tais contradições dizendo que os relatos se complementam, quer dizer, um dá detalhes que o outro não deu e assim juntando todos eles, passamos a ter um quadro mais nítido do que realmente aconteceu. Raciocínio interessante se os relatos realmente se complementassem, mais não é isso que observamos. Relatos para serem complementares não podem se contradizer. Uma coisa são relatos que se complementam e outra muito diferente são relatos que se contradizem.

     Por exemplo, suponhamos que um colega lhe relate um acontecimento. Ele lhe diz que viu um homem que desceu de uma moto as 9:00 horas da manhã, entrou numa joalheria e a assaltou apenas com uma faca. Daí chega outro colega e relata outros detalhes que complementam o relato do primeiro. Ele diz que o homem era alto e gordo, usava uma jaqueta de couro, sua moto era vermelha e a faca que ele usava era bem grande. Como vimos, um relato não contradisse o outro, ele apenas complementou dando mais detalhes que talvez o outro por distração ou por não ser tão observador não percebeu.

      Agora veja o mesmo exemplo, só que agora os dois relatos não vão se complementar, vão se contradizer. Um colega lhe diz que viu um homem alto e gordo usando uma jaqueta de couro descer de uma moto vermelha as 9:00 da manhã, entrar numa joalheria e a assaltar apenas com uma faca. Daí chega outro e relata que na realidade eram dois homens e eles eram magros e baixos, os dois usavam blusas de lã e desceram de uma moto azul as 7:00 horas da noite, entraram na joalheria e a assaltaram com dois rifles. Observamos que nesse segundo exemplo os relatos não foram complementares, muito pelo contrário, eles foram contraditórios. Os relatos bíblicos apresentados aqui estão muito longe de serem complementares como afirmam certos religiosos. Na verdade esta é mais uma tentativa deles de dar algum sentido a sua fé. Eles não estão dispostos a enxergar a realidade. Eles precisam defender a bíblia a qualquer custo, mesmo que isso vá contra todas as evidências.

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Publicado em CONTRADIÇÕES
Terça, 15 Maio 2018 11:28

Apócrifos - Os livros Renegados

A palavra apócrifos (do grego a·pó·kry·fos) é usada no seu sentido original como se referindo a coisas ‘cuidadosamente ocultas’. Conforme aplicada a escritos, referia-se originalmente àqueles que não eram lidos em público, portanto, ‘ocultos’ de outros. Mais tarde, contudo, a palavra assumiu o sentido de espúrio ou não-canônico e atualmente é usada mais comumente para referir-se aos escritos adicionais declarados pela Igreja Católica Romana no Concílio de Trento (1546), como fazendo parte do cânon da Bíblia. Os escritores católicos se referem a tais livros como deuterocanônicos, que significa “do segundo (ou posterior) cânon”, para diferenciá-los dos protocanônicos ou “do primeiro cânon”. Esses escritos adicionais são Tobias, Judite, Sabedoria (de Salomão), Eclesiástico (não Eclesiastes), Baruc, 1 e 2 Macabeus, suplementos de Ester, e três adições a Daniel, com nomes diversos, tais como: Cântico dos Três Jovens, Susana e os Anciãos, e A Destruição de Bel e do Dragão. O tempo exato de sua escrita é incerto, mas a evidência indica uma época não anterior ao segundo ou terceiro séculos AEC. Vamos fazer uma análise destes livros que alguns religiosos consideram como sendo inspirados por Deus, enquanto outros consideram como sendo livros espúrios, que não deveriam estar na bíblia.

Tobias – Trata-se do relato de um judeu da tribo de Naftali, que é deportado para Nínive e que fica cego por lhe ter caído esterco de pássaro em ambos os olhos. Ele manda seu filho, Tobias, à Média para cobrar uma dívida. Tobias é guiado por um anjo, que se faz passar por homem, a Ecbátana (Ragés). Em caminho, ele obtém o coração, o fígado e o fel dum peixe. Encontra-se com uma viúva, a qual, embora casada sete vezes, continua virgem, visto que cada marido foi morto na noite das núpcias por Asmodeu, o mau espírito. Incentivado pelo anjo, Tobias casa-se com a virgem enviuvada, e por queimar o coração e o fígado do peixe, expulsa o demônio. Retornando para casa, restabelece a visão do pai por usar o fel do peixe. É provável que a história tenha sido originalmente escrita em aramaico, e calcula-se que ela seja aproximadamente do terceiro século AEC.

Judite - Este é o relato sobre uma bela viúva judia da cidade de “Betúlia”. Nabucodonosor envia seu oficial Holofernes numa campanha para o Oeste, para destruir toda a adoração, exceto a do próprio Nabucodonosor. Os judeus em Betúlia são sitiados, mas Judite finge ser traidora da causa judaica e é admitida ao acampamento de Holofernes, onde ela lhe dá um relatório falso sobre as condições da cidade. Num banquete, no qual Holofernes fica embriagado, ela consegue decapitá-lo com a própria espada dele e então retornar a Betúlia com a cabeça dele. Na manhã seguinte, o acampamento inimigo é lançado em confusão, e os judeus ganham uma vitória completa. Pensa-se que o livro fora escrito na Palestina durante o período grego, perto do fim do segundo século ou do começo do primeiro século AEC. Crê-se que fora originalmente escrito em hebraico.

Adições ao Livro de Ester - Estas constituem seis passagens adicionais. A primeira parte, de 17 versículos, em alguns antigos textos gregos e latinos precede ao primeiro capítulo, apresentando um sonho de Mordecai (Mardoqueu) e a sua exposição duma conspiração contra o rei (na versão Católica Matos Soares encontra-se em Ester 11:2-12:6). Depois de 3:13 (13:1-7 na Matos Soares), a segunda adição apresenta o texto do edito do rei contra os judeus. No fim do capítulo 4 (13:8-14:19 na Matos Soares) relatam-se orações de Mordecai e de Ester como terceira adição. A quarta ocorre depois de 5:2 (15:1-19 na Matos Soares) e conta a audiência de Ester com o rei. A quinta ocorre depois de 8:12 (16:1-24 na Matos Soares) e consiste no edito do rei que permitiu aos judeus defender-se. No fim do livro (10:4-11:1 na Matos Soares), interpreta-se o sonho apresentado na introdução. A colocação destas adições varia em diversas traduções, algumas colocando todas no fim do livro (como Jerônimo fez na sua tradução) e outras intercalando-as no texto.

Sabedoria (de Salomão) - Este é um tratado que exalta os benefícios para os que procuram a sabedoria divina. A sabedoria é personificada como mulher celestial, e a oração de Salomão, pedindo sabedoria, está incluída no texto. A última parte recapitula a história desde Adão até a conquista de Canaã, citando dela exemplos de bênçãos pela sabedoria e de calamidades pela falta dela. Considera-se a tolice da adoração de imagens. Embora Salomão não seja mencionado especificamente por nome, em certos textos o livro o apresenta como seu autor. (Sabedoria 9:7, 8, 12)

Eclesiástico - Este livro, também chamado Sabedoria de Jesus, Filho de Sirac, tem a distinção de ser o mais longo dos livros apócrifos e o único cujo autor é conhecido, Jesus ben-Sirac de Jerusalém. O escritor explica a natureza da sabedoria e sua aplicação para uma vida bem-sucedida. A observância da Lei é fortemente enfatizada. Dá-se conselho sobre muitos campos de conduta social e da vida diária, inclusive comentários sobre modos à mesa, sonhos e viagens. A parte concludente contém um retrospecto sobre importantes personagens de Israel, terminando com o sumo sacerdote Simão II. O livro foi originalmente escrito em hebraico, no começo do segundo século AEC. Citações dele são encontrados no Talmude judaico.

Baruc (Incluindo a Epístola de Jeremias) - Faz-se parecer como se os primeiros cinco capítulos tivessem sido escritos pelo amigo e escriba de Jeremias, Baruque (Baruc); o sexto capítulo é apresentado como carta escrita pelo próprio Jeremias. O livro relata as expressões de arrependimento e as orações por alívio por parte dos judeus exilados em Babilônia, exortações para seguir a sabedoria, incentivo para esperar na promessa de libertação e a denúncia da idolatria babilônica.

Cântico dos Três Jovens - Esta adição a Daniel segue a Daniel 3:23. Consiste em 67 versículos que apresentam uma oração supostamente proferida por Azarias dentro da fornalha ardente, seguida por um relato sobre um anjo que apagou as chamas, e finalmente um cântico entoado pelos três hebreus dentro da fornalha. O cântico é bastante similar ao Salmo 148.

Susana e os Anciãos - Este relata um incidente na vida da bela esposa de Joaquim, um judeu rico em Babilônia. Enquanto Susana se banhava, chegaram-se a ela dois anciãos judeus, que instaram com ela que cometesse adultério com eles, e, quando ela recusou, forjaram uma falsa acusação contra ela. No julgamento, ela foi condenada à morte, mas o jovem Daniel habilmente expôs os dois anciãos, e Susana foi exonerada da acusação. Não há certeza sobre a língua original. Pensa-se que tenha sido escrito durante o primeiro século AEC. Na Septuaginta grega o trecho foi colocado antes do livro canônico de Daniel, e na Vulgata latina foi colocado depois dele. Algumas versões o incluem como capítulo 13 de Daniel.

A Destruição de Bel e do Dragão - Esta é uma terceira adição a Daniel, sendo que algumas versões a colocam como capítulo 14. No relato, o Rei Ciro exige que Daniel adore um ídolo do Deus Bel. Por aspergir cinzas no pavimento do templo e assim descobrir pegadas, Daniel prova que o alimento supostamente consumido pelo ídolo na realidade é consumido pelos sacerdotes pagãos e suas famílias. Os sacerdotes são mortos e Daniel destroça o ídolo. O rei requer de Daniel adorar um dragão vivo. Daniel destrói o dragão, mas é lançado na cova dos leões pela população enfurecida. Durante os sete dias do seu confinamento, um anjo pega Habacuque pelos cabelos e leva tanto a ele como uma tigela de caldo da Judéia a Babilônia, a fim de prover Daniel de alimento. Habacuque é então devolvido à Judéia, Daniel é solto da cova, e seus oponentes são lançados nela e devorados.

Primeiro Macabeus -Um relato histórico da luta de independência dos judeus durante o segundo século AEC, desde o começo do reinado de Antíoco Epifânio (175 AEC) até a morte de Simão Macabeu (c. 134 AEC). Trata especialmente das façanhas do sacerdote Matatias e de seus filhos, Judas, Jônatas e Simão, nas suas lutas com os sírios.

Segundo Macabeus - Embora colocado após Primeiro Macabeus, este relato refere-se a parte do mesmo período (de c. 180 AEC a 160 AEC), mas não foi escrito pelo autor de Primeiro Macabeus. O escritor apresenta o livro como resumo das obras anteriores de certo Jasão de Cirene. Descreve as perseguições sofridas pelos judeus sob Antíoco Epifânio, o saque do templo e sua subsequente rededicação. O relato apresenta Jeremias, por ocasião da destruição de Jerusalém, como levando o tabernáculo e a arca do pacto a uma caverna no monte do qual Moisés viu a terra de Canaã. (2 Macabeus 2:1-16)

Apócrifos do Novo Testamento

Jesus Cristo com certeza é uma das figuras mais impressionantes de toda a bíblia. Tirando todo o lado místico que leva bilhões de pessoas a exercerem fé e terem esperança, a moldarem suas vidas pelos ensinos e conceitos de Jesus, deixando tudo isso de lado e nos concentrando no Jesus histórico, temos na realidade apenas quatro pequenos relatos de sua vida nas páginas da bíblia. Segundo muitos religiosos, três são similares em ponto de vista, porque adotam um enfoque parecido ao narrar a vida de Jesus na terra, estes são Mateus, Marcos e Lucas. Se você ler estes três primeiros evangelhos notará que não raro abrangem os mesmos incidentes e seus relatos em sua maioria são paralelos. Já o evangelho de João traz uma estrutura diferente e a maioria de seus relatos não se encontram nos demais evangelhos.

Entretanto, não se pode deixar de mencionar que diversos outros evangelhos narrando a vida de Jesus foram escritos durante os primeiros três séculos de existência do cristianismo, sabemos disso por meio do evangelho de Lucas que no capítulo 1, versículo 1 diz: “Considerando que muitos empreenderam compilar uma declaração dos fatos que entre nós recebem pleno crédito”. O autor indica que muitos empreenderam compilar os relatos da vida de Jesus e que para escrever seu próprio relato, ele consultou “muitos” escritos precedentes. Se formos levar em conta as fontes cristãs posteriores dos séculos II e III temos inúmeros outros evangelhos produzidos por diversas comunidades cristãs existentes na época (como os Ebionitas, os Docetas e os Gnósticos), cada qual com sua própria interpretação teológica sobre Jesus e seus próprios escritos, muitos destes levando nomes de discípulos famosos de Jesus como o Evangelho de Filipe (um discípulo de Jesus), de Maria Madalena, de Tiago (irmão de Jesus), de Judas, de Pedro, de Tomé, entre outros. Além disso, existem manuscritos antigos de outras cartas que não se encontram na bíblia como Terceira Coríntios e a Epístola de Barnabé, sem falar nos Atos de Paulo e de Pedro. Vários achados arqueológicos têm descoberto inúmeros escritos da época. O exemplo a seguir demonstra bem isso

No inverno de 1945 no Egito Superior perto da cidade de Nag Hammadi um camponês árabe escavava em busca de solo fértil. Em vez disso, porém, fez surpreendente descoberta. Sua picareta bateu em algo duro, um jarro de argila. Dentro dele, encontrou 13 volumes encadernados em couro, que remontavam ao segundo século EC. Mas não foi senão em 1955 que esta descoberta arqueológica ganhou as manchetes. E ainda cria comoção entre leitores da Bíblia, porque alguns afirmam que os volumes descobertos contêm os dizeres secretos de Jesus. Na realidade, 48 diferentes documentos religiosos foram encontrados naquela colina egípcia. Num desses volumes encontra-se um texto chamado de Evangelho segundo Tomé, que começa sua narrativa assim: “Estas são as palavras secretas que o Vivente Jesus proferiu, e Dídimo Judas Tomé escreveu”. Portanto, estes quatro evangelhos que se encontram na bíblia são apenas uma pequena amostra dos vários relatos que foram feitos durante os primeiros séculos do cristianismo (Elaine Pagels, Beyond Belief: The Secret Gospel of Thomas (2003), Vintage Books. ISBN 0-375-50156-8).

Mas então porque apenas quatro relatos da vida de Jesus estão na bíblia? A maioria dos evangelhos escritos no 1º e 2º séculos desapareceu. Naquela época um “livro” era um amontoado de papiros avulsos enrolados em forma de pergaminho, portanto como você pode imaginar, perder ou extraviar estes pergaminhos era algo muito fácil de acontecer. Porém, alguns evangelhos foram copiados e recopiados à mão por membros da igreja. Tais livros tinham de ser copiados um por vez, devagar e em seus mínimos detalhes, por isso eram inevitáveis erros, tanto acidentais (um escorregão de pena, uma linha pulada) como não acidentais (o copista altera uma palavra por achá-la mais bonita ou para apoiar determinada crença pessoal).

Celso, filósofo romano do 2º século criticou asperamente os copistas cristãos pelos erros em suas cópias: “Alguns fiéis, como pessoas embriagadas que se agridem a si mesmas, manipularam o texto original dos evangelhos três ou quatro vezes, ou até mais, e o alteraram para poderem opor negações às criticas” (Orígenes, Contra Celso. Editora Paulus 2004, pág. 152 - Contra Celso, 2.27).

Irineu, cristão do 2º século que morava na Gália e era líder da congregação de Lião, escreveu contra Marcião, alegando que ele tinha feito o seguinte:“Mutilou as epístolas de Paulo, eliminando tudo o que o Apóstolo disse acerca do Deus que criou o mundo, no sentido de que Ele é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e ainda as passagens dos escritos proféticos citados pelo Apóstolo com vistas a nos ensinar aquilo que eles anunciaram antes da vinda do Senhor” (Contra as heresias, 1.27.2).

Orígenes, um padre da igreja do 3º século, uma vez registrou uma queixa acerca das cópias dos evangelhos de que dispunha: “as diferenças entre os manuscritos se tornaram gritantes, ou pela negligencia de algum copista ou pela audácia perversa de outros; ou eles descuidam de verificar o que transcreveram ou no processo de verificação, acrescentam ou apagam textos como mais lhes agrade” (Commentary on Matthew 15:14 as quoted in Bruce M. Metzger, "Explicit References in the Works of Origen to Variant Readings in New Testament manuscripts," in Biblical and Patristic Studies in Memory of Robert Pierce Casey, ed. J Neville Birdsall and Robert W. Thomson. Freiburg: Herder, 1968, pág. 78, 79).

Dionísio, bispo de Corinto lamentou o fato de que falsos crentes modificaram escritos de sua autoria, como tinham feito com textos sacros: “Quando meus companheiros cristãos me convidaram a escrever cartas eu o fiz. Mas estes apóstolos do demônio as encheram de vícios, eliminando algumas coisas e acrescentando outras. Não é, pois, de admirar que alguns dentre eles tenham ousado adulterar a palavra do próprio Senhor” (Church History - Dionysius, Bishop of Corinth, and the Epistles which he wrote, vol. IV, Chapter 23, citado por Eusébio).

Acusações deste tipo são muito freqüentes entre os primeiros escritores cristãos e não havia como os autores impedirem que seus escritos fossem alterados. Isso explica porque muitos autores, por vezes, lançavam maldições sobre copistas que modificassem seus textos. Um exemplo clássico disso está no livro bíblico de Apocalipse 22:18-19: “Estou dando testemunho a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste rolo: Se alguém fizer um acréscimo a essas coisas, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste rolo; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do rolo desta profecia, Deus lhe tirará o seu quinhão das árvores da vida e da cidade santa, coisas das quais se escreve neste rolo”. O receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento. Essa ameaça descrita acima reflete bem o clima dos primeiros séculos do cristianismo, uma verdadeira baderna teológica, com um monte de seitas e comunidades defendendo ideias diferentes sobre Jesus.

A seita dos Docetas (da palavra grega dokeo, que significa parecer), por exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico, apenas parecia um ser humano, mas na verdade era um ser divino. Ele seria um espírito e sua crucificação e morte não passou de ilusão de ótica. Viam uma distinção entre a lei dada por Moisés que não levaria a salvação e o evangelho de Jesus que levaria. Consideravam que a lei judaica e o evangelho de Jesus não tinham nada em comum, sendo a lei para os judeus e o evangelho para os cristãos. Observavam uma grande diferença entre o Deus do Antigo Testamento, julgador, encolerizado e vingativo, do Deus de Jesus que era amoroso, misericordioso e trazia salvação, para eles eram Deuses diferentes.

Já os Ebionitas (Adocionistas) eram judeus convertidos ao cristianismo que insistiam em preservar as leis estipuladas por Deus a Moisés e que Jesus seria o Messias enviado pelo Deus judeu para salvar o mundo. Entendiam que a fé em Jesus não significava uma ruptura com o judaísmo, mas a interpretação correta da religião revelada por Deus a Moisés no Monte Sinai. Acreditavam que Jesus não nasceu filho de Deus, não era divino, mas um ser humano de carne e osso que foi adotado quando adulto pelo Senhor, provavelmente por ocasião do batismo. Para eles Jesus era o Messias judeu enviado pelo Deus judeu ao povo judeu para cumprir a lei judaica, assim, quem quisesse seguir Jesus tinha que ser judeu ou se fosse gentio tinha que ser circuncidado e seguir todos os preceitos da lei.

Os Gnósticos (Separacionistas) do grego “gnosis” ou conhecimento, sustentavam que o conhecimento e não a fé era o que salvava. A pessoa precisava saber como este mundo surgiu, quem você realmente é, de onde veio, quem o colocou aqui e como podemos voltar. Jesus era um ser divino que desceu do plano celestial para transmitir o conhecimento secreto da salvação aos espíritos presos aqui na terra.  Acreditavam numa fusão dos dois conceitos anteriores, Jesus seria dois seres, um completamente humano (o homem Jesus), e outro completamente divino (o Cristo divino). Jesus seria um humano que tinha sido temporariamente habitado por um ser divino entre o momento de seu batismo até o instante de sua morte. Por isso teria dito antes de morrer “Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?”.

Todas estas comunidades cristãs tinham seus escritos apoiando seus conceitos e quando recebiam escritos que apoiavam outras idéias, eles ao copiá-los, sutilmente procuravam modificar alguma palavra ou expressão que pudesse apoiar o conceito de outra comunidade. A primeira tentativa de organizar esse caos das escrituras ocorreu mais de 100 anos após a morte de Jesus. O responsável foi um rico comerciante naval chamado Marcião. Ele nasceu na Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados. A bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele simpatizava com a seita dos Docetas. A bíblia editada por Marcião continha apenas uma forma do evangelho de Lucas e 10 cartas de Paulo (Bart D. Ehrman, Misquoting Jesus: The Story Behind Who Changed the Bible and Why. Harper San Francisco, 2005. ISBN 0-06-073817-0).

A decisão sobre quais livros deveria fazer parte do cânone não foi tomada da noite para o dia. Quatrocentos anos após a morte de Cristo, no fim do século IV, não havia ninguém que afirmasse que o Novo Testamento consistia dos 27 livros que temos hoje. Na época de Serapião (um monge egípcio de grande erudição e muito inteligente que por certo período dirigiu a famosa Escola Catequética de Alexandria, considerado um santo e falecido por volta de 370 d.C.) surgiu um autor (anônimo por sinal) que tentou definir uma relação de livros que acreditava compor as Escrituras cristãs. Essa lista fragmentada é chamada de Cânone Muratório, em homenagem a L. A. Muratori, estudioso italiano do século XVIII que a descobriu na cidade de Milão. Neste catálogo a primeira parte da lista desapareceu. Após algumas palavras do fim de uma frase descrevendo um dos evangelhos, o autor continua falando de Lucas como "o terceiro livro do evangelho". Ele a seguir identifica João como "o quarto" e prossegue. Portanto, se supõem que a lista começa com Mateus e Marcos, mas não há como afirmar isso categoricamente. O autor desconhecido identifica como canônicos 22 de nossos 27 livros, porém, Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro e 3 João não estão lá. Além disso, neste catálogo está incluído Sabedoria de Salomão e o Apocalipse de Pedro como livros canônicos.

O Cânone Muratório indica que pelo menos um autor da época estava interessado em saber quais livros poderiam ser aceitos como canônicos e que em certos círculos já eram aceitos alguns livros que acabariam sendo considerados canônicos no futuro, apesar de que dois dos livros catalogados como canônicos foram depois excluídos da bíblia. Mas a questão continuou sendo discutida durante séculos. Sabemos disso em parte pelos manuscritos que temos do Novo Testamento. Assim que chegamos ao século VI e VII, os manuscritos passam a ter apenas os livros que hoje são considerados canônicos do Novo Testamento, mas isso não acontece em períodos anteriores. O Código Alexandrino, por exemplo, um famoso manuscrito do século V, inclui como parte do Novo Testamento os livros de 1 e 2 Clemente, supostamente escritos pelo homem que Pedro escolheu como bispo de Roma. E o Código Sinaítico, do século IV, inclui a Epístola de Barnabé e o Pastor de Hermas. O manuscrito chamado P.72 inclui um evangelho supostamente escrito por Tiago, o irmão de Jesus (A natividade de Maria) mais conhecido como protoevangelho de Tiago, 3ª Coríntios e uma homilia do pai da Igreja Melito sobre a Páscoa. 

Vários cristãos de diversas comunidades com vários conceitos diferentes escolheram suas próprias coleções de livros preferidos e passaram a encará-los como os verdadeiros livros inspirados por Deus. Até então, o cristianismo sobrevivia como a fé de uma minoria oprimida dentro do Império Romano. Porém, em 28 de outubro de 312 E.C., o seu destino começou a mudar graças a um homem chamado Constantino. Em franca luta pelo poder, Constantino alegou ter tido uma visão de uma grande luz em forma de cruz e encarou isto como um sinal do Deus cristão. Constantino mandou fazer um estandarte para a batalha sobre a ponte Mílvia na forma de cruz e pintou a mesma forma nos escudos dos soldados. Coincidência ou não, ele venceu esta batalha e algum tempo depois se tornou Imperador Romano. Daí em diante, a perseguição aos cristãos terminou e mais do que isto, o cristianismo passou a se tornar à religião da moda. 

Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para fortalecer seu império. Depois de 12 anos consolidando seu poder, Constantino declarou-se cristão, fez pomposas doações a sua nova religião, construiu a basílica de Santa Sofia em Constantinopla e a basílica de São Pedro em Roma. Além disso, sentiu-se no direito de impor a unidade a seus súditos cristãos, colocando ordem na casa de Deus, nessa época ainda dividida sobre questões teológicas. Em 325 E.C., organizou um concilio em Nicéia, onde tentou impor um credo comum. Apesar do cristianismo ter sido declarado a religião oficial do Império Romano somente no fim do século IV pelo imperador Teodósio, Constantino se tornou o primeiro imperador a professar o cristianismo e devido a isso a religião prosperou muito em sua época. A grande verdade que infelizmente a maioria dos religiosos não consegue perceber é que o processo de escolha dos chamados livros canônicos ou "inspirados por Deus" não passou de uma questão de ideias que foram se sobrepujando as outras devido as circunstancias de cada momento histórico. A influência de homens interessados em manter o poder e manipular as massas levou imperadores como Constantino a professar o cristianismo e Teodósio a oficializar a religião. Depois que o cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano, os livros que estavam mais alinhados com a teologia favorável aos detentores do poder passaram a ser copiados frequentemente, pois tinham o apoio do Império Romano, enquanto os demais livros dos Docetas, dos Ebionitas, dos Gnósticos e de outras seitas foram excluídos e seus autores declarados hereges. Os escribas da igreja não estavam interessados em recopiá-los para a posteridade e sem o apoio do todo poderoso Império Romano foram fadados ao esquecimento. É uma pena que o tempo e as circunstancias tenham desaparecido com muitos textos e relatos sobre a vida de Jesus, por outro lado é emocionante ver a arqueologia desenterrar alguns destes evangelhos tidos como perdidos, pois só poderemos chegar mais perto da verdadeira história de Jesus, comparando todos estes relatos, para termos um quadro mais amplo deste personagem tão intrigante, que apesar de estimular a fé de bilhões de pessoas, pouco se sabe de sua verdadeira história.  

Este texto foi extraído do livro "A BÍBLIA SOB ESCRUTÍNIO", para adquiri-lo CLIQUE AQUI!

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Publicado em APÓCRIFOS