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Os Mórmons - A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Os Mórmons - A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

A palavra ‘mórmon’ foi retirada do nome de um profeta, que teria sido um predecessor na reunião dos textos sagrados desta religião. Com o tempo pessoas de fora da religião começaram a apelidar de “mórmons” os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que segundo seu fundador foi restaurada em 6 de Abril de 1830. Relata-se que a Igreja foi restaurada por intermédio do "Profeta" Joseph Smith Jr., sendo a mesma igreja que Jesus Cristo fundara em seu ministério na terra há 1830 anos. Em uma manhã da primavera de 1820, em dúvida sobre qual igreja estava certa, Joseph teria decidido orar ao Senhor Deus, depois de ler Tiago 1:5 na Bíblia, que diz: “e se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto e ser-lhe-á dada”. E então em um bosque perto de sua casa, Joseph teria orado perguntando e pedindo por sabedoria, qual era a igreja verdadeira. E então o próprio Joseph Smith relata: "Vi um pilar de luz acima de minha cabeça, mais brilhante que o sol, que descia gradualmente sobre mim. Quando a luz pousou sobre mim, vi dois Personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!". E Jesus Cristo, o salvador e redentor do mundo, revelou que nenhuma das crenças no mundo eram verdadeiras, e que ele (Joseph) deveria restaurar a igreja de Jesus Cristo exatamente como era antes, com doze apóstolos e um profeta. Este evento tornou-se conhecido como a Primeira Visão. Os ensinamentos deixados por Joseph estão inscritos no Livro de Mórmon, que teve origem em uma suposta descoberta de Smith – várias placas aparentemente de ouro, gravadas com vários hieróglifos, vertidos por ele para o inglês.

 

PRINCIPAIS ENSINOS

Entre os preceitos transmitidos desde então para as várias gerações de mórmons, estão a crença de que Deus possui um corpo tão material quanto o do homem, bem como seu filho Jesus; há três deuses, não uma trindade; não houve criação, Deus apenas juntou o que era material e operou sua transformação em tudo que existe; o homem é igualado a Deus; Jesus é filho de Deus, não do Espírito Santo, neste sentido ele foi criado exatamente como qualquer um de nós; acreditam também que Cristo, depois de ressuscitar, apareceu na América do Norte, selecionou novamente doze seguidores e criou neste local uma igreja que durou aproximadamente duzentos anos; o reino dos céus é resguardado somente para os mórmons, e os que contraíram seu matrimônio no templo e dignificaram a união e a vida, atingiram a divindade. Esta igreja, depois de ser reestruturada em 1830, cresceu intensamente, o que provocou perseguição e morte, culminando com o assassinato de Joseph em 1844. Mesmo após a partida de seu líder, a religião dos mórmons continua crescendo. Os seguidores são extremamente leais aos seus princípios – conhecem a doutrina de trás para frente e são pagadores fiéis do dízimo. No cotidiano, os mórmons são muito severos, metódicos, regrados, disciplinados. Segundo os estudiosos, essas características atraem muita gente, considerando-se que vivemos em um mundo cada vez mais caótico. Eles se abstêm de café, chá preto e álcool; não fumam e consideram um propósito sagrado entrar nos recintos sagrados enquanto são efetuados casamentos e batizados, pois somente os que conduzem suas existências com dignidade têm permissão para serem incluídos nestas igrejas. O pecador só alcança sua redenção através do mérito próprio, do esforço que realiza para mudar sua própria maneira de agir. Para isso, ele deve admitir que errou, depois tentar consertar seu deslize, então pedir a Deus e ao prejudicado por seus pecados que o perdoem. Eles acreditam que já existiram antes do nascimento, e devem se esforçar, em sua jornada terrena, para poder retornar ao paraíso celestial. Enquanto isso, os mórmons aguardam a volta de Jesus, que será anunciada através de sinais, exclusivamente aos que são obedientes. Outro traço destes religiosos é que eles não adoram a cruz, porque ela simboliza o sofrimento de Jesus. Os matrimônios, para eles, são eternos, vencem inclusive a morte. Os mórmons são evangelizadores por natureza, e para tal fim eles são muito bem preparados. Os adeptos não só aprendem os ensinamentos de Jesus na teoria, mas são estimulados a praticá-los desde cedo, quando frequentam as Escolas Dominicais. Esta religião dá muita ênfase à convivência com a família, dedicando uma obra de 346 páginas à orientação dos seus fiéis no quesito familiar.

 

CRÍTICAS

A igreja tem sido alvo de críticas por sua postura, muitas vezes controversa, desde seus primeiros anos em Nova Iorque e Pensilvânia. Na década de 1820, as críticas davam-se em torno da afirmação de Joseph Smith Jr. de ter descoberto um conjunto de placas de ouro, e a partir do qual o Livro de Mórmon foi traduzido. Na década de 1830, a maior crítica deu-se ao suposto envolvimento de Joseph Smith Jr. em um fraudulento golpe bancário, inclusive com a impressão ilegal de dinheiro (o Anti-Kirtland Safety Society Bank Kirtland, no estado de Ohio). Houve também a publicação do Livro de Mandamentos, onde aparecia a suposta revelação de Deus para que todos os bens dos gentios fossem "consagrados" a igreja no Missouri, culminando assim na Guerra Mórmon em 1838. Na década de 1840, a crítica maior era centrada nas aspirações teocráticas da Igreja em Nauvoo, no estado de Illinois, onde Joseph Smith foi proclamado Rei e o prefeito da cidade. A publicação deste fato pelo jornal Nauvoo Expositor desencadeou a fúria do prefeito, que mandou seu exército, também ilegal, destruir a imprensa deste jornal. Uma série de eventos foram desencadeados e culminou no seu assassinato em 1844. Após a igreja aceitar abertamente a prática do casamento plural durante a segunda metade do Século XIX, inúmeras críticas a nível nacional sobrevieram e tornaram-se bastante comuns, principalmente pelo fato de os Estados Unidos não permitirem a prática da poligamia no país. Críticas também surgiram em torno das aspirações teocráticas da igreja no território de Utah. Em 1857, a igreja também recebeu críticas da imprensa após o Massacre de Mountain Meadows, no sul de Utah, no qual colonos mórmons uniram-se a índios nativos da região com o objetivo de criar o Estado de Deseret. Críticos acadêmicos têm questionado a legitimidade de Joseph Smith Jr. como um profeta, especialmente a autenticidade histórica do Livro de Mórmon e do Livro de Abraão pela absoluta falta de provas a seu favor e pelas inúmeras provas contra, pois hoje todas as cópias e o texto dos papiros "traduzidos" não passam do Livro dos Mortos dos Egípcios. A crítica contra a igreja também se dá sobre o revisionismo histórico, a oposição da igreja à homossexualidade e as políticas racistas e sexistas. A igreja fez intensa campanha, em 2008, a favor da revogação da lei que permitia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, chegando a arrecadar mais de 30 milhões de dólares investidos em campanhas publicitárias na Califórnia, o que gerou debates contrários à denominação e protestos de organizações dos direitos dos homossexuais e outros. Embora a Igreja ainda afirme ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, apoiou leis que garantiam direitos a comunidade LGBT em Salt Lake City. Devido às grandes diferenças em sua doutrina, a Igreja é geralmente considerada distinta da tradição histórica do Cristianismo, muitas vezes chamada de não Cristã por católicos, ortodoxos, protestantes e outras denominações religiosas.

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Última modificação emQuarta, 21 Outubro 2015 20:39

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