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Os Patriarcas Bíblicos

Os patriarcas eram grandes líderes tribais que comandavam centenas de homens. Segundo a bíblia, alguns por suas qualidades, chamaram a atenção de Deus. O primeiro a ser mencionado na bíblia com destaque foi Abraão. Apesar de serem citados na bíblia como homens inteligentes e de nobres qualidades, os relatos de suas vidas mostram outra coisa. Por exemplo, em Gênesis 30:37-40 Jacó, um patriarca bíblico usou um meio um tanto diferente para tirar vantagem de seu sogro. Imagine só. Ele descascou varas de algumas árvores, dando-lhes um aspecto listrado e malhado. Colocou estes galhos nos bebedouros onde pensou ele que quando os animais olhassem para as faixas no cio, isto influenciaria a genética dos animais, fazendo que nascessem apenas animais malhados e listrados. Que pensamento interessante não acha? Animais olham para galhos listrados e seus filhotes nascem todos listrados. Esta descrição genética é ridícula e infantil. O pior é que Jacó realmente acreditava nisso e o Deus bíblico contribuiu para a divulgação de um conceito científico errado. Ingenuidade parece ser a marca registrada do patriarca Jacó. Segundo o relato bíblico de Gênesis 29:23 ele se casa com uma de suas primas com quem conviveu por 7 anos, mas na hora da noite de núpcias seu sogro entrega a outra filha, a mais velha, e por incrível que pareça Jacó passa a noite com ela sem notar nada. Ele simplesmente confundiu sua amada Raquel com Léia. Consegue acreditar nesta história? Nem se ele estivesse muito embriagado ou as irmãs fossem muito parecidas, como alguns religiosos tentam justificar, esta história teria sentido. E o relato de Gênesis 27:15-24 onde Jacó mente descaradamente para seu pai Isaque, fazendo-se passar por seu irmão mais velho a fim de ganhar uma benção. Que exemplo de honestidade! E o mais interessante é que Deus observa tudo isso com naturalidade, sem nem mesmo repreender Jacó. Pelo contrário, ele continua abençoando Jacó, considerando-o um homem digno.

O Deus descrito na bíblia parece brincar com os patriarcas, induzindo-os a fazer coisas terríveis. Por exemplo, em Gênesis 16:1-6 relata-se que devido a uma infertilidade de Sara, esposa de Abraão, este a pedido de Sara, teve relações sexuais com sua serva Agar para produzir um descendente. Quando Agar ficou grávida, começou a desprezar Sara que em revide começa a humilhar sua serva Agar. Pelo que parece esta briga se arrastou por anos, pois o relato de Gênesis 21:1-21 nos mostra que finalmente Sara tem um filho chamado Isaque, que segundo ela começa a ser humilhado pelo filho de Agar. Sara pede a Abraão que expulse Agar e seu filho e o mais impressionante é que Deus também fala a Abraão que os expulse. Diante disso Abraão expulsa Agar e seu filho que vagam pelo deserto até quase morrerem quando, segundo o relato, um anjo de Deus a ajuda. Não satisfeito em quase matar um dos filhos de Abraão, o Deus da bíblia resolve pedir que ele mate seu outro filho com as próprias mãos em sacrifício. Quando Abraão está para matá-lo, mais uma vez um anjo de Deus intercede segurando a mão dele. Que situação Abraão deve ter passado! Segundo o Deus da bíblia estes eram testes de fé onde os patriarcas deveriam mostrar confiança nele. Porém, em outros momentos a confiança de Abraão em Deus não foi tão grande assim, Gênesis 12:10-13 relata uma ocasião em que Abraão passa uma temporada no Egito, ali orienta sua esposa Sara a mentir, dizendo aos egípcios que era sua irmã e que não era casada com ele, tudo isso por medo de ser morto por um dos egípcios, que talvez pudesse se engraçar com sua esposa e tentar matá-lo para tomá-la por esposa. O pior é que devido a esta mentira o faraó entendeu que podia casar-se com ela, pois achava que ela realmente fosse irmã de Abraão. Assim, faraó tomou Sara por sua esposa. Diante de toda essa confusão causada por uma mentira que Abraão disse, devido ao medo e falta de confiança em seu Deus, o Deus da bíblia resolve mandar pragas no coitado do faraó que não tinha nada a ver com isso, que foi ludibriado pelo medroso Abraão (Gênesis 12:14-19).

Um sobrinho de Abraão chamado Ló também demonstrou qualidades questionáveis, embora o Deus da bíblia o considerasse um homem digno e justo. Segundo o relato bíblico, Deus resolve enviar dois anjos materializados as cidades de Sodoma e Gomorra. Ló insiste para que estes homens fiquem em sua casa. Naquela noite uma turba de sodomitas cerca a casa de Ló exigindo que ele traga os homens para fora, para terem relações sexuais com eles. Sabe o que o “digno e justo” Ló resolve fazer para tentar controlar a situação? Ele covardemente oferece suas duas filhas virgens para os taradões de Sodoma. Imagine-se sendo a filha deste homem? Como você se sentiria? Que tal um pai como este? (Gênesis 19:1-11). Parece que esta atitude desrespeitosa de Ló para com suas filhas abalou muito a moral delas, pois segundo o relato, algum tempo depois elas protagonizaram uma das maiores libertinagens da bíblia. Fugindo da destruição de Sodoma e Gomorra, elas juntamente com seu pai foram parar numa região montanhosa, ali dentro de uma caverna elas embriagaram o seu pai e tiveram relações sexuais com ele, isto mesmo, um clássico caso de incesto (Gênesis 19:30-38).

Um outro caso envolvendo Judá, um filho de Jacó, destaca como era a moral destes castos servos do Deus bíblico. Em Gênesis 38:7-26 encontra-se a história de Judá e sua nora Tamar. Ela era casada com o filho de Judá chamado Er, mas segundo o relato ele se mostrou mal aos olhos de Deus e por isso Deus o matou. Era costume naquela época o casamento de cunhado, se um homem morresse sem deixar um herdeiro, o irmão mais novo deveria se deitar com a viúva para providenciar o herdeiro. No caso o irmão mais novo de Er era Onã, só que ele se negou a cumprir sua obrigação, e por isso Deus também o matou. Judá disse a Tamar que esperasse o terceiro irmão na linhagem, seu filho Selá, pois ele ainda não tinha idade suficiente para se casar com ela. Mas o tempo passou e Judá não deu seu filho Selá em casamento a Tamar. Agora veja só o desfecho desta história. Tamar se disfarçou de uma prostituta do templo e quando Judá passava por ali resolveu ter relações com ela. Como pagamento pelos favores sexuais, ele deu a ela alguns objetos pessoais. Quando Judá soube que Tamar havia engravidado, logo presumiu que ela tinha tido relações com outro homem. A esta altura o santo e casto Judá ficou todo ofendido com sua nora dizendo que ela era uma prostituta e que deveria ser queimada. Quando ela estava para ser queimada mostrou os objetos pessoais de Judá e só então ele percebeu que era o pai da criança. Se existe alguma palavra para descrever a atitude de Judá qual seria? Falta de caráter? Hipocrisia? Como você qualificaria um homem que não cumpre sua palavra, dá um de moralista, puritano, defensor da boa moral e dos costumes, pretenso queimador de prostitutas, mas que ocultamente procura as mesmas para ter relações sexuais. O Deus bíblico não o repreendeu, pelo contrário, o enalteceu, apesar de ter matado os dois filhos dele por muito menos.

Falando sobre como a bíblia descreve Deus, observe o relato de Êxodo 32:9-14. Numa conversa de Deus com Moisés, o ser supremo descrito na bíblia perde a paciência com seu povo, se descontrola, ameaçando destruí-los de uma vez para sempre. Moisés tenta acalmar Deus, raciocinando com ele que seria uma burrice tirar seu povo do Egito para matá-los no deserto. Moisés lembra a Deus que este fez uma promessa aos antepassados de seu povo e que não poderia quebrá-la, porque isto significaria um completo fracasso em seu propósito. Diante de todas estas argumentações de Moisés, Deus se arrepende de seu proceder e como diz o relato “deplora o mal que falou que ia fazer”. O Deus que você acredita é esse mesmo Deus que a bíblia descreve?

Veja mais algumas “qualidades” do Deus bíblico. Ele escolhe um povo, desprezando os demais, leva esse dito povo escolhido para uma tal de terra da promessa. Só que esta terra não estava vazia, simplesmente esperando para ser ocupada, era uma terra com diversos povos que ali moravam por séculos. O que o “bondoso” Deus bíblico fez diante desse impasse? Manda seu dito povo escolhido invadir, massacrar, pilhar, tomar a força terras alheias, matando todos os seus ditos inimigos, incluindo mulheres e crianças (Josué 6:20, 21; 8:21-27; 10:26-40; 11:10-14). Para tentar justificar toda essa carnificina, Deus destaca a natureza imoral, perversa e cruel destes povos. Porém, o próprio povo escolhido de Deus, segundo o relato bíblico, se tornou pior do que estas nações, mesmo vendo tantas demonstrações do poder de Deus e sendo tratados de forma tão especial (Oséias 6:8-10; Oséias 4:2, 13, 14; Jeremias 19:4, 5). Já os coitados dos cananeus, nunca tiveram uma chance. Imagine se eles tivessem todo este tratamento especial que supostamente o povo de Deus teve, talvez não tivessem desprezado tanto o Deus da bíblia. Acha justo um Deus dar tanta chance e oportunidade para um povo e desprezar os outros totalmente? O que você acharia de um pai que tratasse seus filhos dessa forma?

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O Relato Bíblico do Êxodo Realmente Aconteceu?

Veja a narrativa da libertação israelita do jugo egípcio. Moisés supostamente teria libertado de modo milagroso os israelitas depois de receber um chamado de Deus. Segundo o relato bíblico, Moisés, depois de uma recusa inicial do faraó egípcio, começa a prever pragas que atingem o Egito. Depois da décima praga, o faraó finalmente deixa os israelitas saírem, mas logo depois se arrepende e sai no encalço deles encurralando-os no Mar Vermelho. O que vem a seguir é uma história muito conhecida, que foi tema de vários filmes hollywoodianos. Quem não se lembra daquela famosa cena do mar sendo aberto pelo poder de Deus e seu povo passando pelo leito seco do mar com aqueles enormes paredões de água ladeando aquela grande nação que atravessa em segurança, enquanto o exército é destruído pelo próprio mar que volta a sua posição original durante a passagem dos soldados egípcios. Realmente uma história muito bonita, bem contada, mas, será que os fatos aconteceram mesmo daquela maneira? Tirando o sentimento religioso de lado, será que a razão apoia esta descrição dos eventos? Na verdade, não a uma prova sequer de que estes eventos aconteceram desta forma. O único livro que conta esta epopeia é a bíblia, que como já disse foi escrito numa época remota, onde a escrita estava apenas começando a se desenvolver, foi escrito numa língua hoje impronunciável, portanto indecifrável, que passou por um processo de várias cópias e recopias que durou milênios, e depois disso passou por um longo período de traduções para outros idiomas mais modernos (começou a ser escrito no hebraico clássico, passando pelo aramaico, daí totalmente traduzido para o grego, depois para o latim e assim por diante até chegar às línguas modernas) e que nos dias atuais encontra-se traduzido numa mesma língua por várias versões que diferem e discordam entre si.

A epopeia lendária que faz parte da cultura judaica, conforme descrita na bíblia, dificilmente corresponde à verdade histórica. É pouco provável que o próprio Moisés tenha sido o escritor desta narrativa que se encontra no livro bíblico de Êxodo. Não há registro arqueológico ou histórico da existência de Moisés ou dos fatos descritos no Êxodo. A libertação dos hebreus, escravizados por um faraó egípcio, foi incluída na Torá provavelmente no século VII a.C., por obra dos escribas do templo de Jerusalém, em uma reforma social e religiosa. Para combater o politeísmo e o culto de imagens, que crescia entre os judeus, os rabinos inventaram um novo código de leis e histórias de patriarcas heroicos que recebiam ensinamentos diretamente de Javé. Tais intenções acabaram batizadas de "ideologia deuteronômica", porque estão mais evidentes no livro de Deuteronômio. Analisando todos os elementos desta questão, fica óbvio que o suposto Moisés não tinha o ambiente propício, o material necessário e tão pouco as condições de ser o escritor desta lenda bíblica. Pergunte-se: como Moisés conseguiu materiais adequados para escrever tão extenso registro? Na época materiais de escrita eram raros, um luxo restrito a poucos escribas que viviam sobre a proteção de ricos governantes. Moisés ao contrário era um fugitivo, perambulando pelo deserto, atormentado pela fome, a sede, o ataque de tribos hostis, vivendo em tendas, sofrendo um calor escaldante de dia e um frio intenso à noite, liderando um povo rebelde, queixoso e constantemente insatisfeito. A própria escrita estava em seus primeiros estágios, por isso Moisés teria muita dificuldade de escrever relatos tão complexos. 

Dos cinco livros que compõem o Pentateuco, Gênesis não menciona em momento algum o nome de Moisés. Êxodo, Levítico e Números se referem a Moisés na terceira pessoa, como em “o Senhor falou a Moisés”. Muitos religiosos dizem que ele preferia falar de si mesmo na terceira pessoa, mas esta atitude evidenciaria uma megalomania e produziria citações nada modestas como em Números 12:3 onde lemos: “E o homem Moisés era em muito o mais manso de todos os homens na superfície do solo”. Se tal declaração tivesse sido escrita pelo próprio Moisés, além de soar uma falsa modéstia (seria um absurdo alegar ser o mais manso de todos os homens na terra), seria risível devido a forma absolutamente sanguinária e autoritária que Moisés é descrito em quase todos os capítulos da Torá. Porém, Moisés deve ser absolvido destas acusações, pois é improvável que ele tenha escrito tais coisas. No livro de Deuteronômio o escritor faz certas contorções que dificilmente poderiam ter sido produzidas por Moisés. Nesse livro há uma introdução ao tema, depois uma introdução do próprio Moisés na primeira pessoa, depois um resumo da narrativa feita em outro estilo, depois outra fala de Moisés e um relato da morte, do enterro e da grandeza do próprio Moises. Obviamente, o relato do funeral não poderia ter sido escrito pelo próprio homem que foi enterrado. O escritor do Pentateuco escreveu o relato muitos anos após a morte de Moisés, pois após escrever sobre sua morte ele acrescenta que ninguém sabe “até hoje” onde está o sepulcro de Moisés. Além disso, o escritor fala que “desde então” não houve profeta comparável em Israel. Essas duas expressões não fazem sentido se não denotarem a passagem de um tempo considerável. De fato o autor parece vago quanto a todos os detalhes deste acontecimento, como seria de se esperar caso ele estivesse reconstruindo algo parcialmente esquecido.

Existem também vários anacronismos onde o suposto Moisés fala de coisas e acontecimentos que são apresentados como acontecendo depois de sua morte como a descrição da enorme esquife de ferro (sarcófago) do gigante rei Ogue de Basã. O escritor para provar que esse imenso sarcófago existe faz a interessante pergunta: “Eis que seu esquife era um esquife de ferro. Não se acha ele em Rabá dos filhos de Amom? Nove côvados é seu comprimento e quatro côvados a sua largura, segundo o côvado de homem” (Deuteronômio 3:11). A derrota de Ogue às mãos de Israel ocorreu perto do fim da peregrinação de 40 anos de Israel, pouco antes de acamparem nas planícies de Moabe (Deuteronômio 3:1-13). Pouco depois, Moisés segundo o relato bíblico veio a falecer. Como Moisés poderia dar detalhes de um posterior túmulo construído para Ogue, dando até as medidas dele, se ele já estava morto? Segundo o relato bíblico Rabá somente foi capturada séculos depois pelo general do rei Davi chamado Joabe (2ª Samuel 12:26). Na Torá (ou Pentateuco) são mencionadas cidades que nem existiam na época em que Moisés supostamente viveu, também se faz menção de dinheiro que só foi cunhado séculos após sua morte. Muitas das leis não eram compatíveis com viajantes do deserto como, por exemplo, leis sobre agricultura, sobre o sacrifício de bois, ovelhas e pombas, sobre tecelagem de roupas, sobre ornamentos de ouro e prata, sobre o cultivo da terra, sobre a colheita, sobre o debulhamento de grãos, sobre casas e templos, sobre cidades de refúgio e sobre muitos outros assuntos que não possuíam qualquer relação possível com poucos nômades famintos.

Outra questão que surge diz respeito à própria narrativa em si. Se analisado mais de perto, vamos observar fortes traços de exageros, contradições e incoerências que são peculiares de mitos e lendas. O relato bíblico fala de um numero astronômico de 600.000 homens, acrescentando mulheres e crianças, chegamos a uma multidão de mais de 3 milhões de pessoas no meio de um deserto inóspito. Faça um quadro mental desta imensa multidão vagueando pelo ermo do Sinai, tentando arranjar água suficiente dia após dia durante anos, além de comida para satisfazer milhões de pessoas. O relato bíblico tenta explicar esta cena surreal com águas torrenciais saindo das rochas, um tal de maná caindo do céu como flocos de neve que alimentava todos os dias 3 milhões de pessoas de maneira satisfatória, enxames de codornizes caindo do céu no meio do acampamento para a felicidade de todos proporcionando a tão desejada carne, roupas e sandálias que não se gastavam e nem ficavam danificadas, isto tudo segundo a bíblia por um período de quarenta anos. Encarando tudo isso como uma lenda, pode até fazer sentido, mas como história verídica fica difícil. O mais impressionante nisso tudo é o fato de que tal imigração maciça não deixou nenhum rastro pelos lugares onde passou, lugares esses devidamente citados no Êxodo, e que já foram identificados pelos arqueólogos. Esses lugares, na época em que supostamente o fato teria ocorrido (para os cronistas bíblicos, tal peregrinação ocorreu na época do Faraó Ramsés II que viveu no século XIII a.C.) eram completamente desabitados e não se encontrou lá qualquer sinal de presença humana antes do século VII a.C. Milhares de documentos egípcios decifrados em anos recentes não deixam dúvidas, jamais aconteceu qualquer êxodo em massa, como descrito na bíblia, nem qualquer movimento remotamente semelhante àquilo. Além disso, diversas descobertas arqueológicas sobre a sociedade e a cultura no Oriente Próximo revelam que as narrativas foram escritas nos séculos IX, VIII e VII antes de Cristo. Por exemplo, os sírios (ou arameus, habitantes de Harã) são mencionados com frequência na bíblia desde as épocas patriarcais, mas não existe nenhum texto deles até 1100 a.C. e só começaram a dominar as fronteiras setentrionais de Israel depois do século IX. A bíblia descreve a origem do reino de Edom, como descendentes do irmão do patriarca Jacó, chamado Esaú, sendo uma nação plenamente estabelecida por volta do ano 1600 a.C., mas registros assírios mostram que Edom só apareceu como estado depois do surgimento da potência Assíria. Antes dessa época, não tinha reis nem um Estado propriamente dito e a evidência arqueológica mostra que o território estava escassamente povoado. A história de José se refere a comerciantes que andavam em camelos e que levavam goma arábica, bálsamo e mirra, um evento pouco provável para a época, mas muito comum nos séculos VIII a VII a.C., quando a hegemonia assíria possibilitou que este comércio florescesse. A Terra de Gósen recebeu este nome de um grupo árabe que só chegou a dominar o Delta do Nilo nos séculos VI e V a.C. Os resultados arqueológicos e os registros Assírios mostram que o Reino de Israel era o maior dos dois, mas segundo a bíblia, é o Reino de Judá que tem maior preeminência (Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman, The Bible Unearthed: Archaeology's New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts. Touchstone, Reprint edition, 2002. ISBN 978-0684869131).

A escrita do livro que conhecemos hoje como a bíblia foi um processo complexo que envolveu várias gerações de escribas que através de séculos foram escrevendo e reescrevendo as histórias contadas pela transmissão oral adaptando-as as necessidades de cada época. Entretanto, foi somente durante o exílio dos judeus em Babilônia depois da destruição de Jerusalém em 586/587 a.C. que a bíblia como conhecemos hoje tomou forma. Os exilados haviam levado muitos rolos do arquivo real de Jerusalém para Babilônia e lá estudaram e editaram estes documentos. Visto que o templo em Jerusalém estava em ruínas se fez necessário elaborar um livro que preservasse a memória, a cultura e a religiosidade dos judeus. Pensando numa futura volta para casa estes registros poderiam desempenhar um importante papel na restauração da vida nacional, fato que realmente se concretizou (Karen Armstrong, The Bible – The Biography, Atlantic Books, London, 2007. ISBN 978 2 84354 396 1). Portanto, se Moisés realmente existiu e liderou uma imigração, o grupo que ele conduziu provavelmente foi relativamente pequeno e sua épica travessia do Mar Vermelho e posterior peregrinação pelo deserto possivelmente foi transformada em uma epopeia lendária quando registrados séculos depois. As dez pragas provavelmente foram um eco de um desastre ecológico ocorrido no vale do Nilo quando tribos nômades de semitas estiveram por lá. Para uma nação que estava se formando e precisava de uma história para unificá-los, um simples relato sobre um pequeno grupo de pessoas que ao sair do Egito se refugiou nos canaviais que rodeavam os lagos entre Suez e a costa, desaparecendo do exército egípcio que estava em seu encalço, soaria assim um pouco simples demais, nada heroico nem tão pouco milagroso, não era um relato que exaltava seu Deus e elevava a autoestima do povo. Portanto por motivos óbvios, a história lendária acabou se sobrepondo ao que de fato aconteceu.

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A Bíblia, um Livro Injusto, Cruel e Violento

A bíblia não deveria ser lida para crianças. Suas páginas estão repletas de crueldade de todo o tipo. Ela prega o genocídio, o racismo, execuções terríveis de adúlteros e homossexuais, o assassinato de seus próprios filhos, apoio à escravidão, maus tratos aos animais, passagens sangrentas e muitas outras coisas perversas que violam os direitos humanos. Em muitos casos a violência é ordenada pelos autores. E de todos os problemas éticos da Bíblia é o cristianismo que aponta a maior das injustiças ao amaldiçoar toda a humanidade pelos atos de rebeldia de dois indivíduos. É um princípio básico de justiça que o inocente não seja punido pelos erros do culpado. Nenhum ser racional preocupado com a justiça pune um inocente pelos crimes (reais ou imaginários) de outra pessoa. O Deus bíblico continuamente quebra este princípio e vez após vez pune um inocente pelos pecados de outros. De fato isso é tão presente que toda a religião judaico-cristã está baseada na ideia de expiação dos pecados pelo sangue dos inocentes.

Um exemplo clássico disso encontra-se registrado em 2ª Reis capítulo 5. Em resumo o relato conta a história da cura de um general sírio chamado Naamã pelo profeta Eliseu. Naamã tinha lepra e Eliseu o orientou a se banhar no rio Jordão sete vezes para se curar. Ele faz isso e milagrosamente é curado. O interessante vem agora, Naamã ficou muito grato e ofereceu uma recompensa que foi prontamente recusada por Eliseu. Porém, o servo de Eliseu chamado Geazi viu uma oportunidade de ganhar aquela recompensa. Ele voltou a Naamã dizendo que Eliseu resolveu aceitar a recompensa e que ele a levaria para seu amo. Entretanto, Geazi passou a mão na recompensa levando-a para sua casa. Quando Geazi foi questionado por Eliseu ele negou tudo. O profeta Eliseu sob a orientação do Deus bíblico desmascara o plano de Geazi e o condena por tal ato de ganância. Agora veja qual foi a sentença dada ao gatuno: “De modo que a lepra de Naamã se apegará a ti e à tua descendência por tempo indefinido. Saiu imediatamente de diante dele, leproso tão branco como a neve” (2ª Reis 5:27). Tudo bem que Geazi pagasse pelo seu ato de desonestidade, mas, o que os descendentes de Geazi tinham a ver com isso? Os filhos de Geazi que não tinham nada a ver com essa história pegaram lepra por causa do erro de seu pai, consegue ver justiça nisso?

Outro relato que retrata bem essa questão de inocentes pagarem pelo erro de outra pessoa está registrado em Josué capítulo 7. Neste relato Josué depois de conquistar a cidade de Jericó ataca a cidade de Ai. Porém, inexplicavelmente eles sofrem uma derrota e Josué sem saber o porquê dessa derrota indaga a Deus que lhe responde dizendo que na conquista anterior na cidade de Jericó alguém desobedeceu a ordem dada de não pegar nada da cidade destruída. Josué então começa a interrogar todas as famílias e Acã resolve confessar que durante a destruição pegou um manto, duzentos siclos de prata e um lingote de ouro, escondendo-os em sua tenda. Mais uma vez veja qual foi a “justa” punição por tal ato de ganância da parte de Acã: “Josué, e todo o Israel com ele, tomou então Acã, filho de Zerá, e a prata, e o manto oficial, e o lingote de ouro, e seus filhos, e suas filhas, e seu touro, e seu jumento, e seu rebanho, e sua tenda, e tudo o que era seu, e os levaram para cima à baixada de Acor. Josué disse então: Por que nos trouxeste o banimento? Neste dia Jeová te banirá. Nisso todo o Israel foi matá-lo a pedradas; depois queimaram-nos em fogo. Assim os mataram a pedradas” (Josué 7: 24, 25). Mais uma vez a pergunta que não quer se calar, o que os filhos, as filhas, o touro, o jumento e o rebanho tinham a ver com essa história? Vemos aqui mais um claro exemplo de inocentes pagarem pelo erro de outra pessoa.

Qualquer leitor pode encontrar com facilidade trechos na bíblia que mostram Deus como um ser vingativo e cruel. Por exemplo, observe o relato sobre a matança dos primogênitos no Egito, incluindo até animais: “E sucedeu, à meia-noite, que Jeová golpeou todo primogênito na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó sentado no seu trono, até o primogênito do cativo que se achava na masmorra, e todo primogênito de animal” (Êxodo 12:29). O que estas crianças que foram mortas tinham a ver com os erros cometidos pelos seus pais?

Um dos famosos dez mandamentos diz claramente “não matarás” (Êxodo 20:13). Porém, logo em seguida começam as ordens para matar: “Quem golpear um homem de modo que realmente morra, sem falta deve ser morto... E quem raptar um homem e quem realmente o vender, ou em cuja mão for achado, sem falta deve ser morto. E quem invocar o mal sobre seu pai e sua mãe, sem falta deve ser morto... se o touro anteriormente escornava (ferir com os chifres) e se tiver advertido o seu dono, mas este não o tiver mantido sob guarda, e ele matou um homem ou uma mulher, o touro deve ser apedrejado e também o seu dono deve ser morto. E caso homens briguem entre si, e eles realmente firam uma mulher grávida e deveras saiam os filhos dela... se acontecer um acidente fatal, então terás de dar alma por alma, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, pancada por pancada... Não deves preservar viva a feiticeira. Todo aquele que se deitar com um animal positivamente deve ser morto. Quem oferecer sacrifícios a quaisquer deuses, e não somente a Jeová, deve ser devotado à destruição” (Êxodo Capítulo 21). As ordens de Deus para que se puna com a morte alguém que tenha desrespeitado algum mandamento da lei estão por todo o velho testamento.

O adultério, por exemplo, também era punido com a morte: “Ora, o homem que comete adultério com a esposa de outro homem é um que comete adultério com a esposa de seu próximo. Sem falta deve ser morto, tanto o adúltero como a adúltera” (Levítico 20:10). Entretanto, o próprio Deus ao julgar Davi não seguiu sua própria lei: “Então disse Natã a Davi: Tu mesmo és o homem! Assim disse Jeová, o Deus de Israel: Eu mesmo te ungi rei sobre Israel e eu mesmo te livrei da mão de Saul. E eu estava disposto a dar-te a casa do teu senhor e as esposas do teu senhor no teu regaço, e a dar-te a casa de Israel e de Judá. Por que desprezaste a palavra de Jeová, fazendo o que é mau aos seus olhos? A Urias, o hitita, golpeaste com a espada e tomaste-lhe a esposa para ser tua esposa, e a ele mataste pela espada dos filhos de Amom. Davi disse então a Natã: Pequei contra Jeová. A isto Natã disse a Davi: Jeová, por sua vez, deixa passar o teu pecado. Não morrerás. Não obstante, visto que inquestionavelmente trataste a Jeová com desrespeito por meio desta coisa, então o próprio filho, que te acaba de nascer, positivamente morrerá” (2ª Samuel 12:7-14). Além de ir contra sua própria lei sobre o adultério o Deus da bíblia vai contra outra lei que ele mesmo deu: “Os pais não devem ser mortos por causa dos filhos e os filhos não devem ser mortos por causa dos pais. Cada um deve ser morto pelo seu próprio pecado” (Deuteronômio 24:16). “A alma que pecar — ela é que morrerá. O próprio filho não levará nenhuma [culpa] pelo erro do pai e o próprio pai não levará nenhuma [culpa] pelo erro do filho. A própria justiça do justo virá a estar sobre ele mesmo, e a própria iniqüidade do iníquo virá a estar sobre ele mesmo” (Ezequiel 18:20). Se o Deus da bíblia fosse coerente com sua própria lei ele deveria apedrejar Davi junto com Bate-Seba. Mas conforme vimos o Deus da bíblia é parcial, com ele a dois pesos e duas medidas, se fosse um pobre camponês seria apedrejado, mas como foi o rei, então ele passou por cima de sua própria lei. É esse o Deus que você acredita? É esse o seu padrão de justiça? Por outro lado, esse mesmo Deus descrito na bíblia mata pessoas por motivos mais banais: “Enquanto os filhos de Israel continuavam no ermo, acharam certa vez um homem apanhando gravetos no dia de sábado... Então, Jeová disse a Moisés: O homem, sem falta, deve ser morto, toda a assembléia atirando nele pedras, fora do acampamento. Concordemente, a assembléia inteira levou-o para fora do acampamento e atirou nele pedras, de modo que morreu, assim como Jeová mandara a Moisés” (Números 15:32-36). Como você considera um Deus que perdoa uma pessoa que comete adultério com uma mulher e depois mata o marido dela para esconder seu erro, mas por outro lado, manda apedrejar uma pessoa que apanha gravetos num sábado? Consegue ver justiça nisso?

Segundo a bíblia, em várias ocasiões Deus ordenou a destruição de certos povos. Veja como era a ordem de Deus: “Agora vai, e tens de golpear Amaleque e devotá-lo à destruição, junto com tudo o que ele tem, e não deves ter compaixão dele, e tens de entregá-los à morte, tanto o homem como a mulher, tanto a criança como o bebê, tanto o touro como o ovídeo, tanto o camelo como o jumento” (1ª Samuel 15:3). O que você acha desta ordem de Deus? Conseguiria mandar matar crianças e bebês? E o que tinha os animais a ver com isso?

Este tipo de atitude era comum ao Deus da bíblia: “Samaria será tida por culpada, pois agiu rebeldemente contra o seu Deus. Cairão à espada. Suas próprias crianças serão despedaçadas e as próprias mulheres grávidas deles serão estripadas” (Oséias 13:16). A ordem foi exatamente essa que você acaba de ler, despedaçar as crianças e estripar (tirar as tripas [os intestinos]) as mulheres grávidas. Mais uma vez o Deus da bíblia vai contra sua própria lei: “E caso homens briguem entre si, e eles realmente firam uma mulher grávida e deveras saiam os filhos dela, mas não haja acidente fatal, sem falta se lhe deve impor uma indenização segundo o que o dono da mulher lhe impuser; e ele tem de dá-la por intermédio dos magistrados. Mas se acontecer um acidente fatal, então terás de dar alma por alma” (Êxodo 21:22, 23). Segundo a lei, se alguém ferisse uma mulher grávida, mas não matasse o bebê teria de pagar uma indenização. Mas se este acidente provocasse um aborto, então esta pessoa teria de ser morta. Por outro lado, as mulheres de Samaria por não terem tido a sorte de nascerem em Judá e por seus homens não terem escolhido o Deus da bíblia como seu Deus, veriam seus filhos serem despedaçados e teriam seus intestinos arrancados, inclusive as grávidas. É nesse Deus “amoroso” e “misericordioso” que você acredita?

Em outras ocasiões, o Deus da bíblia ao ordenar a destruição de certa nação fazia a seguinte exigência: “E agora, matai a todo o macho dentre os pequeninos e matai a toda a mulher que tiver tido relações com um homem por se deitar com um macho. E preservai vivas para vós a todas as pequeninas dentre as mulheres, que não tiverem conhecido o ato de se deitar com um macho” (Números 31: 17,18). Agora observe este relato: “E esta é a coisa que deveis fazer: Todo macho e toda mulher que já teve a experiência de se deitar com um macho deveis devotar à destruição. No entanto, acharam dentre os habitantes de JabesGileade quatrocentas moças, virgens, que nunca tiveram relações com algum homem, deitando-se com um macho. Trouxeram-nas, pois, ao acampamento em Silo, que se acha na terra de Canaã” (Juízes 21:11, 12). Eu fico imaginando qual era o critério que os soldados usavam para discernir quais eram as mulheres virgens e quais eram as que já tinham perdido a virgindade. E você, acha que esse é um bom critério para decidir quem deve viver e quem deve morrer? Este é um bom parâmetro para determinar o caráter de uma pessoa?

Veja outro exemplo: “Todo aquele que for achado será traspassado, e todo aquele que for apanhado na varredura cairá à espada; e as próprias crianças deles serão despedaçadas diante dos seus olhos. Suas casas serão rapinadas e suas próprias mulheres serão violentadas.” (Isaías 13:15, 16). Crianças despedaçadas e mulheres violentadas porque não tiveram a sorte de nascer na nação do Deus bíblico. É possível ler uma passagem como esta sem ficar chocado com tal atitude repulsiva?

Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso consideraria tais relatos repulsivos, até mesmo revoltantes. A maioria das pessoas, porém, nunca leram tais relatos na bíblia e se lessem estes numa folha separada da bíblia, jamais iriam associar tais narrativas à bíblia. A grande verdade é que as pessoas dizem acreditar na bíblia e respeitá-la, sem nunca terem feito uma leitura meticulosa e cabal dela. Entretanto, não podemos deixar de mencionar que, infelizmente, existem pessoas que conhecem tais relatos e usam estes e outros versículos da bíblia para justificar mutilação física, xenofobia, homofobia, machismo, racismo, guerra, perseguição política e religiosa.

Este texto foi extraído do livro "A BÍBLIA SOB ESCRUTÍNIO", para adquiri-lo CLIQUE AQUI!  

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Perguntas que as Testemunhas de Jeová não conseguem responder

     01. A Sociedade Torre de Vigia (ou Corpo Governante) cometeu diversos erros ao longo dos anos quando se pronunciou sobre assuntos como vacinas, transplantes de órgãos, frações de sangue, serviço civil alternativo e datas para o fim do sistema de coisas (1874, 1914, 1915, 1918, 1920, 1925, 1941, 1975 e 2000). Além disso, mudou e voltou atrás em diversos ensinos e doutrinas como a ressurreição dos sodomitas, as autoridades superiores, quem está sob o novo pacto, o espírito santo guiar a organização, corpos de anciãos dirigindo as congregações, o uso do termo ministro ordenado, a geração que de modo algum passará, a época da separação das pessoas em ovelhas e cabritos, etc, etc, etc. Portanto, como pode tal organização dizer que é dirigida por Deus? Será que foi Deus que orientou a Torre de Vigia a fazer todas as declarações acima? Foi Deus que se enganou em suas orientações ou o Corpo Governante não é quem diz ser? Qual das duas opções você acha mais razoável? É possível um grupo que se diz representante de Deus, o único canal de orientação provido por Deus ser tão confuso, incoerente e contraditório? 

    

     02. Segundo o livro Clímax de Revelação páginas 195 e 247 a ONU foi identificada pela Sociedade como sendo a “imagem da fera” e a “fera cor de escarlate”. O livro profecia de Isaías volume 1 página 153 afirma que a ONU vai tentar aniquilar as Testemunhas de Jeová. Portanto, como explicar a parceria secreta de mais de 10 anos da Torre de Vigia com a ONU exposta pelo jornal britânico The Guardian num artigo de 08 de outubro de 2001? Como justificar a associação da Watchtower Bible and Tract of New York (principal entidade controladora dos interesses jurídicos das Testemunhas de Jeová) com o Department of Public Information (departamento de relações públicas da ONU)? Porque depois de exposto este relacionamento através de provas documentais a Torre de Vigia apressadamente pôs fim a uma parceria de mais de 10 anos?

    

     03. Porque durante os anos 60 a Torre de Vigia proibiu a aquisição da carteira de identidade do partido único no Malauí provocando perseguição, encarceramento, assassinatos e estupros de milhares de Testemunhas de Jeová (Livro Proclamadores página 674) enquanto que, na mesma época permitia no México que seus adeptos pagassem uma propina a funcionários públicos para receberem um documento militar (chamado “la cartilla”) onde constava falsamente que a pessoa já havia prestado o serviço militar e agora fazia parte da primeira reserva do exército? Não existe responsabilidade sobre a Sociedade pelo encarceramento e morte de muitos jovens em razão da proibição do serviço militar alternativo, liberado apenas em 1996?   

    

     04. Não existe culpa de sangue sobre a Sociedade pelas pessoas que morreram ou ficaram gravemente doentes por obedecerem às proibições das vacinas (1923-1952), dos transplantes de órgãos (1967-1980) e das 'frações menores de sangue', TODOS PERMITIDOS HOJE EM DIA? Porque é proibido receber glóbulos brancos (leucócitos) através de transfusão quando no colostro (aquele leite mais amarelado que se manifesta nos primeiros dias de aleitamento) contém mais glóbulos brancos do que uma mesma quantidade de sangue? Se receber leucócitos na veia é proibido, por que comê-los não é? Estaria Deus burlando a sua própria lei do sangue? Se ele nos proibisse de passar por um tratamento intravenoso à base de glóbulos brancos, criaria um sistema pelo qual os comemos literalmente, indo direto para o nosso sistema digestivo? Estaria a criação de Deus indo contra sua lei? Como você explica isso? Por que é permitido receber frações de sangue mas é proibido doar sangue? Então é permitido ser beneficiado do erro de alguém, visto que alguém doou o sangue?

    

     05. Conforme ensina a Sociedade em A Sentinela 01/09/1981 página 24 e The Watch Tower 15/07/1960 página 435, a "classe" do "Escravo Fiel" sempre existiu desde 33 EC. Então por que Russell, em 1870, não recorreu a esta classe ou organização, mas buscou o entendimento bíblico por iniciativa própria e criando seu próprio grupo (coisa que a Sociedade condena como apostasia)? Por que a Sociedade Torre de Vigia não respeitou o testamento do falecido Russell que previa uma comissão de cinco editores de A Sentinela (sendo Rutherford apenas um de um grupo de suplentes) vindo o controle e a autoria de QUASE TODOS os livros da Sociedade a estar nas mãos de um único homem, Rutherford? Não fere isso o arranjo de uma "classe" do "Escravo"?

    

    06. Como pôde Cristo (supostamente presente desde 1914) ter aprovado em 1919, após uma inspeção, apenas a Sociedade Torre de Vigia como "Escravo Fiel designado sobre seus bens", SE NA ÉPOCA DA INSPEÇÃO E POR ANOS DEPOIS a Sociedade estava envolvida com piramidologia, símbolos ocultistas, comemorações pagãs, uso da cruz, culto a personalidade, participação na I Guerra e no apoio aos aliados (Proclamadores, pp. 191, 200, 201)?

    

     07. Segundo a Sociedade Torre de Vigia, de 33 EC até 1935 EC (quando foi identificada a "Grande multidão"), TODOS os que se tornaram genuínos cristãos eram parte dos 144.000. Conforme A Sentinela 01/02/1981 página 24; 01/02/1982 página 15 e Despertai! 22/11/1988 página 19, grupos da Idade Média como os Valdenses, Lolardos, Anabatistas e Socinianos eram cristãos genuínos. Portanto, como é possível que durante quase 2000 anos só tenha existido 144.000 cristãos? Não diz o relato de Atos 2:41 que em apenas um dia 3000 foram batizados? Não indica a história que tem havido milhões de genuínos cristãos desde os tempos da igreja primitiva? Em que parte da Bíblia se diz que a soma total dos 144.000 de Revelação 7:4 tem de ser entendida como um número literal quando se reconhece que as parcelas de 12.000 desta soma são simbólicas? Por que o total é literal e as parcelas são simbólicas? Onde a Bíblia diz que isso tem de ser assim?

     

     08. Porque Deus matou o filho de Davi, o filho de Faraó e de todos os egípcios, os filhos dos habitantes de Sodoma e Gomorra, os filhos dos destruídos pelo dilúvio, os filhos das pessoas de todas as nações cananéias que foram dizimadas na conquista da terra prometida, quando a própria lei de Deus diz claramente: “os pais não devem ser mortos por causa dos filhos o os filhos não devem ser mortos por causa dos pais, cada um deve ser morto pelo seu próprio erro” (veja também 2ª Crônicas 25:4; Jeremias 31:29)?  Por que as crianças que são filhos dos "mundanos", serão destruídas no Armagedom, se elas nem desenvolveram sua personalidade? Podemos dizer com plena certeza que o filho seguirá o caminho dos pais, se esses forem iníquos? Porque nestes casos Deus está indo contra sua própria lei?

 

Estes questionamentos foram retirados do livro "Tudo que você sempre quis saber sobre as Testemunhas de Jeová mas tinha medo de perguntar". Para adquiri-lo  Clique Aqui!

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