Menu

Pela 1ª vez, rabo de dinossauro é encontrado preservado em âmbar

Pela primeira vez, cientistas encontraram uma cauda completa de dinossauro preservada em âmbar. Com 3,6 centímetros e recoberta de plumas, ela pertence a um pequeno exemplar do grupo Terópoda, do qual faz parte o Tiranossauro rex e o velociraptor. Segundo os cientistas, a descoberta é uma evidência a mais de que os dinossauros – especialmente os carnívoros – eram recobertos de plumas coloridas.

“É uma descoberta única. É uma cauda com oito vértebras de um indivíduo jovem, recoberta de plumas preservadas em três dimensões e que guarda detalhes microscópicos”, afirmou em comunicado o paleontólogo Ryan McKellar, do Royal Saskatchewan Museum, no Canadá, e um dos autores do estudo com a descrição da descoberta, publicado nesta quinta-feira no periódico científico 

De acordo com Lida Xing, a pesquisadora que liderou o estudo e assina a pesquisa publicada na revista Current Biology (via National Geographic), a descoberta confirma a suspeita crescente de que, diferentemente do que acreditávamos até poucos anos atrás, os dinossauros tinham, sim, penas como as aves modernas.

O âmbar tem apenas 3,5 centímetros de diâmetro. Análises feitas em laboratório indicaram que a cauda pertenceu a um jovem animal do grupo dos Coelurosauria, um dinossauro com formato semelhante ao de uma galinha, mas de comportamento predatório e com até 3 metros de comprimento. É o mesmo grupo que incluía os tiranossauros.

Ainda segundo Lida Xing, o achado representa um importante avanço nos estudos sobre a evolução dos dinossauros e seu "parentesco" com as aves modernas. A amostra foi encontrada em uma mina de âmbar ao norte de Myanmar, onde acredita-se estar localizada a maior concentração de fósseis do Período Cretáceo (época datada entre 145 milhões e 66 milhões de anos atrás).

A esperança dos pesquisadores é de que, asism que o conflito interno entre o governo de Myanmar e as milícias do Estado de Kachin for resolvido, mais descobertas como essa sejam feitas, com mais cientistas tendo acesso ao local. "Talvez encontremos um dinossauro completo", diz Lida.

Fonte: Current Biology

Conheça o livro que tem abalado o mundo religioso! Clique Aqui!

Participe de nossa enquete. Sua opinião é muito importante para nós! Clique Aqui e de seu voto.

 

Leia mais ...

Cientistas encontram mais completo fóssil de uma "ave do terror"

O mais completo fóssil já encontrado de uma "ave do terror", como são conhecidos os predadores do grupo phorusrhacids, levou à descoberta de uma nova espécie, relata um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico Journal of Vertebrate Paleontology. Essas aves carnívoras viveram na América do Sul de 50 milhões a cerca de 1,8 milhão de anos atrás. O fóssil foi encontrado em 2010 em uma praia na cidade de Mar del Plata, na Argentina. Mais de 90% do animal estava preservado, o que possibilitou sua identificação detalhada. A nova espécie foi batizada de Llallawavis scagliai, homenagem ao naturalista argentino Galileo Juan Scaglia (1915-1989). Com o fóssil, foi possível perceber detalhes anatômicos desses predadores que raramente são preservados, como a região auditiva, traqueia, ossos que ajudam a focar os olhos e o palato completo (o céu da boca). Uma análise do ouvido interno desse animal sugere que ele ouvia sons de baixa frequência, uma vantagem para predadores que caçam ouvindo os passos de suas presas no solo. Outros animais capazes de ouvir esse tipo de som são o Tyrannosaurus rex, o crocodilo, o elefante e o rinoceronte. "Esta é a primeira vez que estruturas que indicam sensibilidade auditiva foram reconstituídas para uma ave do terror, e isso pode ajudar a explicar a evolução, comportamento e ecologia desse grupo de aves extintas", afirma Federico Degrange, pesquisador da Universidade Nacional de Córdoba e principal autor do estudo. As aves do terror tinham até 3 metros altura, bicos encurvados e não voavam. Elas foram os predadores principais do Período Cenozoico na América do Sul. De acordo com Claudia Tambussi, pesquisadora do Centro de Investigações em Ciências da Terra e coautora da pesquisa, a nova espécie descoberta vai ajudar a explicar a diversificação do grupo.

Fonte: Veja.com

Conheça o livro que tem abalado o mundo religioso! Clique Aqui!

Participe de nossa enquete. Sua opinião é muito importante para nós! Clique Aqui e de seu voto.

Leia mais ...
Assinar este feed RSS