A espécie humana é negra

A cor da pele negra surgiu quando os hominídeos perderam os pelos 1,2 milhão de anos atrás. A espécie humana surgiu já negra há cerca de 350 mil anos na região leste da África e a ciência nos mostra que uma mutação no gene SLC24A5 resultou na versão Homo sapiens clara entre 6.000 e 12.000 anos atrás (mesma época em que olhos azuis surgiram). Olhos azuis são uma versão dos olhos castanhos como pouca melanina por conta de uma mutação e, por sua vez, os cabelos loiros são também uma variação dos cabelos escuros com pouca melanina. Assim, todas as versões humanas são derivadas literalmente da versão negra que surgiu na África, e o homem branco é apenas o homem negro com pouca melanina no corpo [1][2][3].

O macho é uma versão da fêmea (em mamíferos).

Em mamíferos, o cromossomo Y de XY (macho) surgiu da degeneração massiva de um cromossomo X de XX (fêmea). Uma vez que o cromossomo X resultante é o responsável pelo desenvolvimento das mamas e mamilos e o cromossomo Y (mutante de X) é aquele que contém a informação responsável pelo aparelho reprodutor masculino, nos embriões de mamíferos, os mamilos e uma pseudo-vagina são adicionados logo que o X se expressa (para formar uma fêmea). Então, quando o Y entra no processo para converter essa "fêmea" em macho, os mamilos são mantidos [4]. Vale deixar claro que o dimorfismo sexual existe muito antes desse sistema XY. Um caso interessante é que, exceto os mamíferos, os demais animais apresentam o processo alternativo de reprodução por partenogênese (que ocorre comumente quando há ausência de machos).

Sistemas não vivos reproduzem e evoluem.

Moléculas complexas sofrem "mutações" e formam novos "indivíduos" ligeiramente diferentes que possuem uma identidade totalmente nova [5]. Mas, não é só isso. Diversos sistemas contendo essas moléculas - embora entendidos como não-vivos - podem sofrer mutação rapidamente e evoluir formando novas espécies [6]! A diferença entre algo não-vivo e vivo torna-se literalmente uma chama de debates entre os conceitos estabelecidos na ciência. Mas a questão crucial discutida na ciência não é se os organismos vivos surgiram de sistemas químicos replicantes, mas quais foram as condições necessárias para isso ocorrer.

Animais e plantas possuem a mesma origem.

Os animais e plantas compartilham DNA porque são oriundos de um mesmo grupo ancestral: micro-organismos respiradores de sulfato e pioneiros na síntese de um aparato químico que formou derivados (clorofila e hemoglobina), permitindo o surgimento de versões com metabolismo diferente [7].

Fontes:

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Um tumor é feito de células mutantes, com código genético modificado. Essas células produzem proteínas diferentes, que, como um alarme, chamam a atenção do nosso sistema imunológico. Glóbulos brancos, os policiais do nosso corpo, são enviados à cena do crime, guiados por essas proteínas. Sua função é destruir o câncer, mas quando eles chegam lá, são paralisados e não conseguem reagir – o tumor tem truques bioquímicos na manga para se salvar. Radioterapia e quimioterapia são tratamentos valiosos. Mas seria muito mais fácil “acordar” os glóbulos brancos – e deixar eles cuidarem do tumor com as próprias mãos. Esse truque está prestes a sair do papel. Pesquisadores da Universidade Stanford descobriram dois agentes que, quando injetados diretamente em um tumor, fazem as células de defesa do paciente que já estavam lá retomarem o combate. A técnica, que eliminou completamente o câncer em 87 dos 90 ratos de laboratório testados, tem a vantagem de combater também as metástases – “filiais” do tumor original que se formam em outras partes do corpo.

Tratamentos para o câncer que ativam o sistema imunológico são chamados imunoterapias, e várias delas já são aplicadas em hospitais. Uma das modalidades desenvolvidas recentemente envolve retirar glóbulos brancos do paciente, usar engenharia genética para editá-los em laboratório e então injetá-los de volta no corpo. Acordados. Outra envolve ativar o sistema imunológico inteiro, e não só as células da região em que está o tumor – o que pode causar efeitos colaterais. Nenhuma delas vai tão direto ao ponto quanto a nova solução. “Todos esses avanços da imunoterapia estão mudando a prática médica”, afirmou Ronald Levy, professor de oncologia e líder do estudo, publicado na Science. “Mas a nossa abordagem não exige a ativação completa do sistema imunológico nem a customização das células imunes do paciente. Nós aplicamos quantidades muito pequenas de dois agentes uma única vez, e eles estimulam só as células de defesa que já estão dentro do tumor [atraídas por suas proteínas].”

Os agentes em questão são um pedacinho de DNA chamado oligonucleotídeo e um anticorpo – que é, de maneira simplificada, uma proteína que informa ao sistema imunológico que há um inimigo a combater. Juntos, os dois cutucam um receptor chamado OX40, que fica na membrana das células de defesa. Ele é como um botão: quando é apertado, o linfócito parte para cima. A célula ativa é obstinada: depois que devora o tumor principal, detecta os tumores secundários, que se espalharam por outras partes do corpo. Corre atrás e acaba com eles também – afinal, ela já sabe qual é a assinatura bioquímica das células mutantes.

O primeiro teste foi feito em 90 ratos com linfoma (câncer no sistema linfático). 87 deles foram curados na primeira tentativa, os três restantes, na segunda. Animais com melanoma, câncer de mama e câncer colorretal reagiram igualmente bem. Como o tratamento só depende de o câncer já ter sido identificado pelo sistema imunológico, ele provavelmente funciona em todas as situações. “Eu não acho que há limites para o tipo de tumor que nós poderíamos tratar. Basta ele ter sido infiltrado pelas células de defesa”, resume Levy. Além dos ótimos resultados, uma grande vantagem da dupla de agentes é que um já foi aprovado para uso humano, e o outro se saiu bem em diversos testes clínicos. Se eles forem tão eficazes para nós quanto são para os camundongos, é provável que a nova solução saia rapidamente do papel – e comece a ser usada logo com pacientes reais.

Fonte: Science

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Os cientistas curaram animais vivos de HIV usando um método de edição de genes chamado CRISPR, afirma um novo estudo. O vírus permanece evasivo devido à sua capacidade de se esconder em reservatórios latentes. Mas agora, em uma nova pesquisa publicada nesta semana, cientistas dos EUA mostraram que poderiam remover o DNA do HIV de células humanas implantadas em ratos – impedindo a infecção. É a primeira vez que cientistas conseguiram eliminar completamente em animais – preparando o caminho para um teste clínico humano. O estudo da Escola de Medicina Lewis Katz na Universidade de Temple e da Universidade de Pittsburgh envolveu um modelo “humanizado” em que os ratos foram transplantados com células imunes humanas e infectados com o vírus. O novo trabalho, liderado pelo Dr. Wenhui Hu da LKSOM, baseia-se na pesquisa anterior da mesma equipe, na qual eles conseguiram remover o HIV-1 do genoma da maioria dos tecidos. Um ano depois, eles conseguiram eliminar o vírus de todos os tecidos. “Nosso novo estudo é mais abrangente”, disse o Dr. Hu. “Confirmamos os dados do nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência da nossa estratégia de edição de genes. Também mostramos que a estratégia é efetiva em dois modelos de ratos adicionais, um representando infecção aguda em células de rato e o outro representando infecção crônica ou latente em células humanas”. A equipe testou três grupos de ratos. No primeiro, eles infectaram ratos com HIV-1. No segundo, eles infectaram ratos com um caso grave de EcoHIV (o equivalente de ratos de HIV-1 humano). O terceiro usou um modelo de rato “humanizado”, enxertado com células imunes humanas, que foi infectado com HIV-1. Tratando o primeiro grupo, eles conseguiram inativar geneticamente o HIV-1, reduzindo a expressão de ARN de genes virais em até 95%, confirmando seus achados anteriores. O segundo grupo tem um desafio adicional: o vírus é mais propenso a se espalhar e se multiplicar vociferamente. “Durante a infecção aguda, o HIV replica ativamente”, explicou o Dr. Khalili. “Com os ratos com EcoHIV, fomos capazes de investigar a capacidade da estratégia CRISPR / Cas9 para bloquear a replicação viral e potencialmente prevenir a infecção sistêmica”. Sua estratégia eliminou 96 por cento da EcoHIV dos camundongos, fornecendo a primeira evidência para a erradicação do HIV-1 com um sistema CRISPR / Cas9. Finalmente, eles chegaram ao terceiro modelo animal: camundongos humanizados enxertados com células imunes humanas, incluindo células T, onde o HIV tende a se esconder. “Esses animais carregam HIV latente nos genomas das células T humanas, onde o vírus pode escapar da detecção”, explicou o Dr. Hu. Após um único tratamento com CRISPR / Cas9, os cientistas conseguiram remover completamente os fragmentos virais das células humanas infectadas latentemente, inseridas em tecidos e órgãos de ratos. O novo estudo marca outro grande passo em frente na busca de uma cura permanente para a infecção por HIV. “O próximo estágio seria repetir o estudo em primatas, um modelo animal mais adequado, onde a infecção pelo HIV induz a doença, a fim de demonstrar ainda a eliminação do DNA do HIV-1 em células T infectadas latentemente e outros locais para HIV-1, incluindo células cerebrais “, disse o Dr. Khalili.

Fonte: Daily Mail

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Lideranças científicas estão contemplando a possibilidade de criar um partido político, para tentar ganhar uma voz no Congresso Nacional. O partido seria dedicado exclusivamente às causas da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, e não pleitearia cargos no Poder Executivo — apenas no Legislativo. A ideia, que circula pelos corredores da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte, seria lançar a presidente da entidade, Helena Nader, como candidata a deputada federal. Bióloga molecular, professora titular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader é presidente da SBPC há seis anos e conta com amplo apoio da comunidade científica e acadêmica. Seu terceiro mandato termina nesta semana. Ela será substituída pelo vice-presidente, Ildeu Moreira. Helena, de 69 anos, disse que a ideia não partiu dela e que não tem uma opinião formada sobre o tema. Moreira ressaltou que se trata de uma iniciativa de indivíduos da comunidade científica, e não de uma proposta institucional da SBPC. O estatuto da entidade afirma, logo em seu primeiro parágrafo, que a SBPC é uma “associação civil, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, laica e sem caráter político-partidário”. 

“Há clara necessidade de termos representação de cientistas, professores e pesquisadores no Congresso Nacional e outras instâncias legislativas do país, qualificada para defender a causa da educação, ciência e tecnologia como os pilares da inovação e do desenvolvimento nacional”, defende Glaucius Oliva, professor titular do Instituto de Física de São Carlos da USP e ex-presidente do CNPq.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, acha que o ideal seria ter políticos com formação científica em vários partidos — e não a criação de um partido próprio –, inclusive como forma de criar uma frente comum de diálogo entre eles. 

Fonte: Estadão

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Físicos e biólogos alemães conseguiram determinar o mecanismo pelo qual simples gotículas líquidas evoluíram até se transformarem em células vivas, dentro da teoria da sopa primordial da Terra. A investigação tenta responder à clássica pergunta sobre como surgiram as primeiras células, partindo dos precursores primitivos, também conhecidos como “protocélulas”, e como estes chegaram a ganhar vida. Em 1924, o bioquímico russo Aleksandr Oparin propôs, pela primeira vez, que a fonte da vida planetária teria sido uma sopa primordial quente, que continha “protocélulas” misteriosas. Na época, ele sugeriu que estas poderiam ser algumas gotículas líquidas. Nesse novo trabalho, foi estudada a física de pequenas gotas quimicamente ativas, capazes de reciclar componentes químicos dentro e fora do líquido circundante. Descobriu-se que gotículas desse tipo tendem a crescer e chegar ao tamanho de uma célula. Quando alcançaram o tamanho de uma célula, começaram a se dividir, assim como as células vivas - fenômeno que sustenta a teoria de que houve um surgimento espontâneo de vida a partir da sopa primordial.

Fonte: NatureScience Daily, RT

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Embora o Brasil tenha um dos mais reconhecidos programas públicos de vacinação do mundo, com os principais imunizantes disponíveis a todos gratuitamente, vêm ganhando força no País grupos que se recusam a vacinar os filhos ou a si próprios. Esses movimentos estão sendo apontados como um dos principais fatores responsáveis por um recente surto de sarampo na Europa, onde mais de 7 mil pessoas já foram contaminadas. No Brasil, os grupos são impulsionados por meio de páginas temáticas no Facebook que divulgam, sem base científica, supostos efeitos colaterais das vacinas. O avanço desses movimentos já preocupa o Ministério da Saúde, que observa queda no índice de cobertura de alguns imunizantes oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, por exemplo, a cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve adesão de apenas 76,7% do público-alvo. “Isso preocupa e causa um alerta para nós porque são doenças imunopreveníveis, que podem voltar a circular se a cobertura vacinal cair, principalmente em um contexto em que temos muitos deslocamentos entre diferentes países”, diz João Paulo Toledo, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, que ressalta que todas as vacinas oferecidas no País são seguras.

A disseminação de informações contra as vacinas ocorre principalmente em grupos de pais nas redes sociais. O Estado encontrou no Facebook cinco deles, reunindo mais de 13,2 mil pessoas. Nesses espaços, os pais compartilham notícias publicadas em blogs, a maioria de outros países e em inglês, sobre as supostas reações às vacinas – por exemplo, relacionando-as ao autismo.

Os pais também trocam informações para não serem denunciados, como não informar aos pediatras sobre a decisão de não vacinar os filhos, e estratégias que eles acreditam que garantiram imunização das crianças de forma alternativa, com óleos, homeopatia e alimentos. 

Exemplos. A doula Gerusa Werner Monzo, de 33 anos, participa de um desses grupos. Ela afirma que há anos começou a ler sobre as vacinas e, por isso, sempre foi contrária a imunizar os filhos, hoje com 6 e 9 anos. “Tomaram as que são dadas nos primeiros meses de vida porque fui obrigada, mas não foram todas. O caçula, por exemplo, não tomou reforços da tríplice viral e a da poliomielite”, disse. Gerusa diz ser contra vacinar seus filhos por achar a imunização desnecessária em crianças saudáveis e por medo de possíveis reações.

“Meus meninos nunca tomaram vacinas como a da gripe ou febre amarela, mas são mais saudáveis que muitas crianças porque têm boa alimentação, fazem tratamento com homeopatia. As vacinas atrapalham essa imunização natural que desenvolveram.”

Ela conta, no entanto, que os dois já tiveram catapora – doença que pode ser evitada com a vacina tetra viral.

A designer Fátima (nome fictício), de 39 anos, é mãe de um menino de 3 anos que só foi vacinado, pelo calendário oficial, até os 15 meses. Ela pediu para não ser identificada, por medo de ser denunciada e porque o pai do menino não sabe que o filho não tomou todas as vacinas.

“Quando ele tinha quatro meses, tomou as vacinas tetravalente e rotavírus e dias depois seu comportamento mudou, ficou agitado, não conseguia comer, teve alergia por todo o corpo. Na época, eu não entendia o que tinha acontecido, mas, depois de conhecer os grupos que falam sobre as verdadeiras reações das vacinas, tenho certeza de que foi uma consequência delas.” 

Foi depois de entrar nos grupos que ela decidiu não dar as vacinas seguintes no menino, mesmo sem ter o apoio de familiares e do pediatra. “Não comento com ninguém sobre isso, nem com o meu marido, só a minha mãe sabe que eu parei de dar as vacinas. Não vou dizer nada para o médico nem na escola para evitar qualquer problema. Essa é uma decisão minha e sei que estou cuidando bem do meu filho de outra forma, com uma alimentação saudável e tratamento homeopático”, disse.

Risco. Especialistas ressaltam que a decisão de Fátima, Gerusa e de outros pais contrários à vacinação não traz consequências apenas individuais: a queda na cobertura vacinal pode causar problemas de saúde pública. “Imagine se 5% da população deixar de tomar a vacina a cada ano. Isso forma um nicho de pessoas suscetíveis a doenças que, caso contaminadas, podem infectar mais gente”, alerta Guido Carlos Levi, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Fonte: Estadão

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Deus é uma hipótese desnecessária, pois o surgimento do cosmos e da vida são demonstráveis através de proposições explicadas pela ciência, afirma em entrevista por e-mail o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais (foto). Para dar sustentação ao seu argumento, vale-se da “Navalha de Ockham”, conceito criado pelo filósofo medieval cristão, o inglês Guilherme de Ockham, para assinalar que pluralidades não devem ser postas sem necessidade. “O relativismo dos valores é uma consequência lógica do ateísmo”, completa. Em seu ponto de vista, “a inteira história humana é, de fato, diacrônica e sincronicamente um gigantesco afresco de valores relativos, incompatíveis uns com os outros”. Dessa forma, o relativismo de valores é um fato, o que não implica, necessariamente, o niilismo, “que consiste em considerar todos os valores como equivalentes”. Para D’Arcais, não há sentido na pergunta “no cenário ocidental de relativismo dos valores, qual é o espaço para a solidariedade e a tolerância?”. 
 
Outro tema debatido pelo italiano é a “revanche Deus”: “Quando diminui a esperança terrena na luta política e social, é natural que retorne o seu sub-rogado celeste. O fenômeno da ‘revanche de Deus’ diminuirá tão logo tornem maciças as lutas pela democracia radical, com perspectivas críveis de sucesso ao menos parcial”. O terreno comum entre cristãos e ateus “não depende da fé, mas das escolhas ético-políticas de cada um, seja ele ateu ou crente”, define. D’Arcais é diretor da revista MicroMega, colaborador dos jornais El País, Frankfurter Allgemeine Zeitung e Gazeta Wyborcza. Professor e pesquisador na Faculdade de Filosofia La Sapienza, da Universidade de Roma, escreveu sua tese de doutorado sobre Adam Smith e Karl Marx. Considerado um dos mais importantes críticos de esquerda da Itália, escreveu vário livros.

A Entrevista

Há algum nexo causal entre ateísmo e relativismo de valores?

O ateísmo é a simples constatação que: 1) a história inteira do cosmos, do Big Bang até hoje, o nascimento da vida sobre o planeta Terra e a evolução da vida da lombriga até o homo sapiens, são perfeitamente explicados pela ciência, sem necessidade de recorrer à “hipótese Deus” (e segundo a “navalha de Ockham”, é sempre filosoficamente inaceitável levantar a hipótese de uma causa oculta quando já temos explicações suficientes). E que: 2) o cérebro do homo sapiens é somente uma evolução e modificação do cérebro de um macaco, e todas as partes de um cérebro se desfazem com a decomposição que segue a morte, como também aqueles segmentos extraordinários do neocórtex do pós-símio sapiens que reassumimos sob o nome de “consciência”. Pelo que, após a morte, não pode existir nenhuma vida pessoal, não pode existir algum “do lado de lá”. 

O relativismo dos valores é uma consequência lógica do ateísmo. Mas continuaria inevitável também sem o ateísmo. A inteira história humana é, de fato, diacrônica e sincronicamente um gigantesco afresco de valores relativos, incompatíveis uns com os outros, visto que, como já recordava Pascal (de fato nada ateu e mesmo catolicíssimo), “... (lei) universal não existe nenhuma. O furto, o incesto, o assassinato dos filhos e dos pais, tudo encontrou seu próprio lugar entre as ações virtuosas”. O relativismo dos valores é um fato, inelutável. Há muitos ateus (ou agnósticos) que procuram remover este fato com inexauríveis e falimentares tentativas de redescobrir uma inencontrável “moral natural”. São as várias formas de “cognitivismo ético” que, no entanto, não resistem à reflexão crítica.

Ninguém ainda conseguiu, de fato, demonstrar (no mesmo sentido da geometria, ou pelo menos da física e da biologia) que uma asserção moral seja verdadeira recorrendo somente a dados empíricos acertados e à lógica. Para fundar uma asserção moral é, ao invés, sempre inevitável recorrer a uma asserção moral precedente, num regresso ao infinito. O valor primeiro (ou último) que funda toda a cadeia é, portanto, indemonstrável. Para alguém será a dignidade igual entre todos os seres humanos, para outro o direito do mais forte a tornar escravo o mais débil. Entre estas duas morais (e muitas outras possíveis) a questão não é de verdade e falsidade, mas de luta (frequentemente mortal).

No cenário ocidental de relativismo de valores, qual é o espaço para a solidariedade e a tolerância?

A partir do que expliquei acima, o relativismo dos valores é, portanto, um fato. Mas não implica realmente o niilismo que consiste em considerar todos os valores como equivalentes. Quando se reconhece – o que é inevitável na ótica de um pensamento crítico – que o “cognitivismo ético” e toda pretensão de “moral natural” são ilusões metafísicas, disso não segue, de fato, a equivalência dos valores, mas o dever de escolher explicitamente os próprios valores, na consciência que o valor primeiro (ou último) constitui precisamente uma escolha, uma decisão, que não é fundável no plano da verdade. A moral do nazista não é “falsa”, é abjeta porque eu escolhi como fundamento ético da minha existência a igual dignidade entre todos os homens. Mas, sem esta escolha não estou em condições nem de refutar a opção nazista do ponto de vista argumentativo, nem de combatê-la do ponto de vista prático.


Ora, o Ocidente moderno nasce, com o Iluminismo, precisamente a partir desta escolha. O valor de fundo que permite o produzir-se da modernidade ocidental é a autonomia do ser humano (a partir da sinergia historicamente imprevisível e de todo contingente de ciência + heresia). Autós-nomos, dar-se, de si mesmo, a própria lei. O que implica que tal autonomia considere todos e cada um, pois, caso contrário, seria uma nova forma de heteronomia, de submissão da maioria a alguns privilegiados autocratas. Por isso, não tem nenhum sentido perguntar-se: “no cenário ocidental de relativismo dos valores, qual é o espaço para a solidariedade e a tolerância?”, a partir do momento em que o “cenário ocidental” nasce precisamente escolhendo tolerância e solidariedade como inevitáveis articulações do princípio de autós-nomos. Inevitáveis ambas – a tolerância e a solidariedade – sob o perfil lógico, também se historicamente serão conquistadas através de um processo histórico feito de lutas e sofrimentos ao longo de um par de séculos, da revolução americana até o wellfare dos anos 1960; e o princípio de tolerância se tornará então, desde o início, um pôr em jogo da modernidade, sendo que a solidariedade deverá esperar a irrupção no palco do movimento operário. 

Por essa razão, de vez em quando se reduz no Ocidente a solidariedade e a tolerância e são os próprios valores do Ocidente que acabam sendo traídos. Deste ponto de vista, podemos dizer que a história da modernidade é a história de um conflito de resultados alternativos entre os valores do autós-nomos (para todos e para cada um) e as resistências do privilégio e do obscurantismo, que aceitam a modernidade somente sob a vertente das vantagens tecnológicas garantidas pelo progresso científico. Mas, ao mesmo tempo, obstaculizam a modernidade e a combatem enquanto possibilidade de conduzir desencanto, laicismo e democracia às suas lógicas consequências libertário-igualitárias. Deste ponto de vista, a modernidade é também a história da luta entre a democracia levada a sério e o establishment que a quer redimensionar como instrumento de conservação. Mas, neste conflito, que em anos mais recentes está assinalando preocupantes vitórias para os impulsos mais reacionários, a Igreja Católica hierárquica tem andado com as oligarquias e contra a “tolerância e solidariedade” (e também é impróprio continuar repetindo que, do ponto de vista histórico e ideológico, o conceito de autonomia é “tributário” à igualdade cristã, pois são duas coisas muitíssimo diversas).

A partir do diagnóstico nietzschiano do niilismo e da morte de Deus, abriu-se espaço para uma compreensão do homem que descambou em relativismo de valores. Por outro lado, há um retorno a Deus como salvação para os totalitarismos e a nadificação ou nulificação dos sujeitos. Que impasses e avanços surgem desse panorama do ponto de vista existencial e de autonomia do ser humano?

A “revanche de Deus” não nasce como tentativa de salvação contra os totalitarismos e a aniquilação dos sujeitos. Esta é a tese de Wojtyla e Ratzinger, falsa no plano histórico e insustentável nos planos lógico e filosófico (Wojtyla e Ratzinger fazem remontar os totalitarismos ao iluminismo e à pretensão do autós-nomos!). O Deus da Igreja Católica até encontrou, com os totalitarismos fascistas, formas mais que confortáveis de convivência, e Mussolini foi até mesmo gratificado por Achille Ratti, mais conhecido como Papa Pio XI , com o título de “homem da Providência”. A onda atual de “revanche de Deus” (etiqueta que cobre fenômenos entre si muito diversos e não assimiláveis, desde os fundamentalismos – seja o islâmico ou o dos telepregadores protestantes, ou ainda o das católicas “Comunhão e libertação ” ou dos “Legionários de Cristo ” – aos sincretismos de religiosidade “new age” ou às seitas que na China renovam as religiões tradicionais) nasce, ao invés, como sub-rogação das esperanças de realização radical da democracia que caracteriza os dias da vitória contra o nazifascismo e, sucessivamente, os movimentos de luta anticolonialista no terceiro mundo, esperança que dos anos 1970 em diante se reduziu progressivamente.

Estas esperanças, que encontram uma última labareda em 1968, vêm sendo frustradas pelo triunfo do liberalismo selvagem de Reagan e Tatcher , pelo progressivo empobrecer-se das democracias ocidentais em “partido-cracias”, e pela metamorfose dos vitoriosos movimentos terceiro-mundistas em oligarquias de governo sempre mais corrompidas e sanguinárias. E a derrota do totalitarismo soviético em 1989 confirma este clima de esperanças frustradas: somente alguns países do Leste conseguem – fatigosamente, contraditoriamente, parcialmente – homologar-se às democracias ocidentais (já em crise com respeito aos valores fundantes de “tolerância e solidariedade”, como temos visto), enquanto a Rússia de Putin se torna modelo de “democracia negada” e a China consegue juntar totalitarismo político e desfrute econômico selvagem.

A democracia ocidental se baseia no conceito de autonomia e também é tributária ao cristianismo em função da premissa de igualdade. Como analisa o projeto político da modernidade? Ele está esgotado? Por quê?

Quando diminui a esperança terrena na luta política e social, é natural que retorne o seu sub-rogado celeste. O fenômeno da “revanche de Deus” diminuirá tão logo tornem maciças as lutas pela democracia radical, com perspectivas críveis de sucesso ao menos parcial. O projeto político da modernidade não se exauriu por isso, mas é mais que incompleto e, portanto, a ser retomado, porque a realização de “tolerância e solidariedade” se chama precisamente democracia radical.

Como podemos falar em moralidade, direitos humanos e verdade numa época tão relativista como a nossa?

Os direitos humanos são parte integrante desta luta que deve retornar. Mas para ser “humanos”, devem valer realmente para todos. A declaração de Independência americana, escrita por Thomas Jefferson , fala justamente de “direito à obtenção da felicidade”. Uma felicidade tornada impossível tanto pela falta de liberdade quanto pela desmedida das desigualdades econômicas e sociais. Em 1968 os estudantes de Varsóvia se rebelaram justamente contra o regime comunista, gritando “não há pão sem liberdade”, mas vale obviamente também o recíproco: “não há liberdade sem pão”. É necessário, no entanto, ter claro que os direitos humanos, que devem ser de “pão e liberdade” para todos e para cada um, não são de fato humanos no sentido de serem inscritos espontaneamente no coração do homo sapiens. A prevaricação, a prepotência, a violência, a “lei” do mais forte parecem mesmo ser com frequência a tendência mais natural. Os direitos humanos são, na realidade, direitos civis, escolhidos através de lutas democráticas dos séculos mais recentes. Estes direitos civis são filhos do relativismo porque jamais teriam podido nascer sem o princípio do autós-nomos, incompatível, como é óbvio, com qualquer “soberania de Deus”.

Que valores são comuns entre cristãos e ateus?

Dadas estas premissas que acabo de expor, existe um terreno comum de ação ente ateus e crentes? Certamente, depende do tipo de ateus e do tipo de crentes. Não existe, de fato, uma moral ateia. Existem tantas e um ateu pode ser uma flor de reacionário. E também não existe uma moral dos crentes, mas tantas quantas as interpretações das religiões. Consequentemente, o terreno comum não depende da fé, mas das escolhas ético-políticas de cada um, seja ele ateu ou crente. Por exemplo, entre ateus democráticos que combatem por “justiça e liberdade” e crentes que levem a sério o Evangelho quando se lança contra os ricos (praticamente em cada página) e quando solicita que “teu dizer sim seja sim e teu dizer não seja não, porque o restante vem do demônio”, há plena consonância.

Fonte: Paulopes

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Na área científica, 2016 possivelmente será lembrado como o ano do anúncio da detecção direta das ondas gravitacionais. Concebidas em 1915 por Albert Einstein (1879-1955) em sua Teoria da Relatividade Geral, essas minúsculas distorções no espaço-tempo – aquilo que os físicos descrevem metaforicamente como o tecido do universo, o ambiente dinâmico onde todos os acontecimentos transcorrem – eram a única parte da teoria que ainda não havia sido confirmada pela ciência. Recebida com entusiasmo pela comunidade acadêmica internacional, as ondas gravitacionais devem inaugurar uma nova maneira de ver o cosmo – e a nós mesmosO ano teve ainda a descoberta do exoplaneta habitável mais próximo de nós e a constatação de que Lucy, a Australopithecos mais famosa da história, morreu ao cair de uma árvore, trazendo novas revelações sobre a evolução humana. Confira abaixo os 5 fatos científicos mais importantes de 2016:

 

 1. O anúncio da deteção das ondas gravitacionais

 

Cem anos depois de previstas por Albert Einstein, as ondas gravitacionais foram, enfim, detectadas. Em fevereiro deste ano, cientistas anunciaram que conseguiram, pela primeira vez, captar essas minúsculas ondulações no espaço-tempo – aquilo que os físicos descrevem metaforicamente como o tecido do universo, o ambiente dinâmico onde todos os acontecimentos transcorrem –, a única parte da Teoria da Relatividade Geral que ainda não havia sido comprovada pela ciência. A confirmação do fenômeno é uma conquista histórica, buscada há anos pelos pesquisadores. Para detectar diretamente essas ondas, foi necessária uma colaboração de mais de 1.000 cientistas em universidades espalhadas pelos Estados Unidos e em outros 14 países – incluindo o Brasil. Os detectores, com braços em forma de “L” decerca de quatro quilômetros de extensão, foram feitos para captar oscilações muito mais sutis que a luz – eles poderiam registrar distorções viajando no espaço com o tamanho de um milésimo do diâmetro de um núcleo atômico. Einstein previu que os objetos que se movimentam no Universo produzem ondulações no espaço-tempo e que estas se propagam pelo espaço. As ondas gravitacionais seriam essas distorções mínimas no campo gravitacional do Universo que transportam energia, uma espécie de “eco” dos eventos cósmicos. Para os especialistas, a detecção das ondas abre um tipo de "janela" para enxergar o univerno, inaugurando uma nova foram de fazer astronomia.

 

2. A revelação de que de Lucy morreu ao cair de uma árvore

 

Lucy, a Australopithecos mais famosa da história, pode ter morrido ao cair de uma árvore, anunciaram cientistas em agosto deste ano. Em estudo publicado na revista científica Nature, a equipe de pesquisadores estudou as faturas do ancestral humano e comparou-as com restos mortais de outros casos clínicos para descobrir como ela havia morrido - até então um mistério para os cientistas. Lucy viveu na África há 3,18 milhões de anos e seu fóssil foi descoberto em 1974 pelo professor Donald Johanson e o estudante Tom Gray, em Hadar, na Etiópia. A espécieé chamada de Australopithecus anamensis. Lucy era uma fêmea de pouco mais de um metro de estatura, que combinava traços humanos com características similares às do chimpanzé, e já caminhava ereta. Neste mês, outro grupo de cientistas descobriu que Lucy passava muito tempo em árvores, principalmente, à noite, para repousar e escapar de predadores, além de procurar alimentos. Em uma de suas sonecas, Lucy pode ter caído. Estudos sobre a vida e morte da fêmea podem trazer muitas informações sobre a sua espécie e a evolução humana - seLucy morreu assim, os antropólogos podem chegar a uma série de conclusões. Por exemplo, que Australopithecus realmente se revezavam entre andar no chão e pular de árvore em árvore. O fato deLucyter sofrido o acidente seria uma indicação de que seu corpo estava cada vez menos adaptado à vida nas copas, algo determinante para a nossa evolução, visto que a agilidade como bípedes se mostrou fundamental para nos tornarmos melhores caçadores e para sobrevivermos em savanas.

 

3. A provável existência de um novo planeta no sistema solar

 

Segundo os cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês), há “boas evidências” da existência de um “Planeta Nove” no sistema solar. De acordo com os pesquisadores, que anunciaram a hipótese para sua existência em janeiro de 2016, esse novo planeta teria uma massa de cerca de 10 vezes a da Terra (e 5.000 vezes a de Plutão) e levaria entre 10.000 e 20.000 anos para dar uma volta completa em torno do Sol. Sua localização estaria 20 vezes mais longe que Netuno, o oitavo planeta no sistema solar. Já da Terra, o Planeta Nove pode estar de 32 bilhões a 160 bilhões de quilômetros de distância. Por ser, possivelmente, o planeta mais distante do Sol, ele planeta jamais foi visto por qualquer telescópio - a possibilidade de sua existência foi feita com base em cálculos matemáticos e modelagem computadorizada. O novo membro do sistema solar também pode ser responsável por um fenômeno que, até o momento, era um mistério espacial: a inclinação de seis graus do sistema solar. Em linhas gerais, os oito planetas orbitam o Sol como se estivessem em um mesmo plano. Esse plano, contudo, é inclinado em relação ao Sol. Se pudéssemos ver de fora, a impressão seria de que a estrela (e não o plano) estivesse inclinada. De acordo com os pesquisadores, a existência do Planeta Nove seria uma razão plausível para a inclinação - e mais uma evidência de sua provável existência.

 

 4. A descoberta de "Proxima b"

 

Em agosto de 2016, cientistas anunciaram ter descoberto o planeta habitável fora do sistema solar mais próximo de nós, encerrando uma busca de anos. O exoplaneta “Proxima b”, como foi batizado, orbita Proxima Centauri, a estrela mais perto do Sol, e tem condições de temperatura parecidas com as da Terra, o que pode permitir a existência de água líquida em sua superfície -- condição essencial para o surgimento de vida. A 4,2 anos-luz (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) de distância de nós, o novo planeta é possivelmente rochoso e tem a massa 1,3 vez maior que a da Terra. O estudo com a descrição do planeta, publicado na revista Nature, mostra que o novo planeta completa uma volta em torno de sua estrela a cada 11,2 dias terrestres.A descoberta é resultado do trabalho de dezesseis anos de uma equipe de mais de trinta cientistas que trabalharam com as observações feitas pelos telescópios e outros instrumentos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). “Proxima b provavelmente será o primeiro exoplaneta visitado por uma sonda feita por seres humanos”, disse Julien Morin, coautor do estudo e astrofísico da Universidade de Montpellier, na França.

 

 5. O paradeiro do robô Philae

 

Perdido em uma fenda escura, coberta por gelo e rochas do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Era lá que estava o robô Philae, segundo as imagens captadas pela sonda espacial Rosetta, em setembro 2016. Ao tocar a superfície, no pouso histórico sobre o cometa, em 12 de novembro de 2014, Philae quicou duas vezes e parou longe do ponto escolhido pelos cientistas. O imprevisto fez com que o robô ficasse perdido em uma zona com pouca exposição à luz solar, alimento de suas baterias,  e parasse de enviar dados à Terra. Até setembro, a sonda Rosetta, que orbitava o cometa, ainda não havia conseguido localizá-lo. Em 27 de julho deste ano, os cientistas haviam decidido cortar as comunicações com o módulo, preparando o fim da missão, que aconteceu em 30 de setembro, com um novo pouso sobre o cometa, desta vez, da sonda Rosetta. A meta da missão Rosetta era estudar a superfície do cometa 67P, buscando a água e o material orgânico presente nesse corpo celeste que, de acordo com algumas teorias, podem ter sido responsáveis por trazer a água ou até mesmo os componentes orgânicos necessários ao surgimento da vida para a Terra.

Fonte: Veja

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Nos Estados Unidos, por determinação da FTC ( Comissão Federal do Comércio), os medicamentos homeopáticos vão ter de esclarecer em sua etiqueta que “não há nenhuma evidência científica” de que funcionam. Também terão de informar que não foram aprovados por peritos médicos. Os fabricantes que não veicularem essas informações, inclusive em sua campanha de marketing, serão acusados de propaganda enganosa. O FTC emitiu uma nota técnica afirmando que os homeopáticos, para obter aprovação, devem se submeter às regras aplicadas a outros medicamentos.

No Brasil, a homeopatia é reconhecida desde 1980 pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) como especialidade médica. Francisco José de Freitas, chefe do Departamento de Homeopatia e Terapêutica Complementar da Universidade Federal do Estado do Rio, disse que há anos existe uma campanha da indústria farmacêutica para desacreditar a homeopática. Trata-se, segundo ele, de uma briga pelo mercado de medicamentos. Contudo, estudos publicados recentemente no Reino Unido e Austrália concluíram que a homeopatia só tem efeito placebo, na melhor das hipóteses. Médicos desses países temem que pacientes adeptos da homeopatia deixem de tomar medicamentos cujos efeitos estão cientificamente comprovados.

Fonte: O Globo

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O astrofísico nova-iorquino Neil deGrasse Tyson é um dos rostos mais conhecidos da ciência contemporânea. Mas não por ter realizado alguma grande descoberta científica (apesar de contar com uma extensa, produtiva e renomada carreira acadêmica). A razão da celebridade é sua excepcional capacidade de apresentar conceitos complexos da física de maneira leve, simples e sempre bem-humorada. O carisma fez dele o rosto da premiada série televisiva Cosmos, em substituição ao icônico astrofísico Carl Sagan (1934  1996) – e também lhe garantiu o título de “Astrofísico mais sexy” pela revista americana People. Em sua missão de popularizar a ciência, Tyson também lança livros que rapidamente se tornam best-sellers. Entre eles está o atemporal Morte no buraco negro, que apesar de ter sido publicado nos Estados Unidos há quase uma década, chega só agora às prateleiras brasileiras.

O livro reúne os melhores artigos escritos pelo astrofísico para a Natural History Magazine, revista científica americana. São 432 páginas divididas em capítulos curtos, agrupados em cinco seções. Ele fala sobre o desafio do homem com o fazer ciência, a descoberta dos componentes do universo, o que já entendemos sobre como viemos parar aqui, todas as maneiras como o universo quer nos matar e, por último, o eterno conflito da razão com a fé. Além de ser um professor nato, o astrofísico não tem medo de opinar sobre assuntos polêmicos e manteve essa postura ao conversar com o site de VEJA sobre temas variados, que passam pelo livro em si, os mistérios que ainda precisamos desvendar, exploração espacial e o choque da ciência com a religião e o esoterismo. Ou seja, como gosta de fazer, discursou sobre o que fosse, sempre exibindo segurança e amplo conhecimento sobre diversos campos do saber.

O LIVRO

É estranho para o senhor ainda dar entrevistas sobre um livro que publicou há quase uma década? Escrevi essa obra justamente para que tivesse vida longa de prateleira. Essa é uma das vantagens da ciência: uma vez que verdades objetivas sobre o mundo são estabelecidas, elas continuam verdadeiras por muitos anos. A equação E=mc², célebre fórmula da teoria da relatividade de Albert Einstein, continua a funcionar, apesar de ter sido introduzida em 1905, e sempre será assim. Acho que ainda falar sobre esse livro é evidência de que fui bem sucedido em abordar a parte fundamental da ciência e não tão-somente sobre as últimas descobertas.

O livro compila artigos. Qual deles é o teu favorito? O cujo título é Noites de Hollywood. Tem ciência, cultura pop, tudo junto num mesmo texto. É o capitulo mais divertido e é um pouco autobiográfico, porque conto a história do Titanic: quando James Cameron soube que eu reclamei sobre o céu estrelado que apareceu no filme enquanto o navio afundava, ele concertou o erro na reedição do filme. Foi um triunfo da precisão, nos dá esperança de que as pessoas continuarão a ouvir a razão da ciência.

CIÊNCIA E CULTURA POP

Os filmes devem ser fieis à realidade em todos os detalhes? Como fica a liberdade artística? Sou a favor da imaginação. Mas não quando a história se propõe a simular o mundo real, onde as leis da física se aplicam. Foi o caso de Titanic. Pense comigo: se você assistir a um filme da vida de Jane Austen, no século 19, e alguém estiver vestindo calças tingidas, você pensará que o designer não sabia o que estava fazendo e que eles certamente não ganhariam um Oscar por figurino. É a mesma coisa com a física. Sou fã do que Mark Twain, que disse: “Primeiro, informe-se dos fatos; depois, pode distorcê-los quanto quiser”.

Acha que houve uma evolução, nesse sentido, na nova safra de filmes hollywoodianos, como Interestelar, Perdido em Marte e Gravidade? Esses são melhores. Eu tuitei alguns erros que eles cometeram, mas foi por amor à física, não criticismo, como alguns pensaram. Eu queria mostrar como eles aprimoraram e estão levando a ciência mais a sério.

MISTÉRIOS

O prefácio mostra como na história houve quem dissesse que nós já havíamos descoberto tudo, o que sempre se mostrou um erro. O senhor inclusive enumera uma série de perguntas sem resposta. Qual delas será a próxima a ser esclarecida? Os tópicos matéria escura e energia escura são fontes de ignorância na comunidade científica. Nos próximos 30 anos, porém, esses elementos serão esclarecidos, aposto. Além disso, acho que descobriremos se há vida no nosso quintal nos próximos 10 ou 20 anos, procurando por vida nos aquíferos de Marte, ou na Europa, lua de Júpiter.
Também há uma seção sobre as várias maneiras como o cosmo ameaça o planeta Terra. A morte do Sol, a colisão com a galáxia de Andrômeda e a morte do próprio universo. Qual delas é mais preocupante? Nessa seção, hoje eu ainda acrescentaria as mudanças climáticas. Temos dois planetas mais próximos de nós: um tem efeito estufa e temperatura de 500 graus (Vênus) e outro que eventualmente teve água líquida, mas secou (Marte). Algo ruim aconteceu nesses locais e acho que seria vantajoso a longo prazo estudar as mudanças climáticas e os efeitos delas na estabilidade da civilização. Mas entre todos os perigos cósmicos, acho que é mesmo com asteroides que temos que nos preocupar.

Quando fala sobre asteroides no livro, o senhor diz que podemos ser extintos não por falta de inteligência, mas por falta de presciência. Não estamos fazendo o suficiente para nos proteger? Minha resposta ainda é “não”. Sabemos como nos proteger, temos bons engenheiros, um programa espacial, conhecemos trajetórias de asteroides e conseguimos desviá-los ou destruí-los, mas precisamos de motivação para fazê-lo. Necessitamos de uma organização política e de cooperação internacional. Suponha que detectemos um asteroide que vai atingir o Golfo do México. Obviamente os EUA farão algo para proteger a Terra. Mas e se ele atingisse o Oceano Índico? Os americanos podem falar ‘isso não é problema nosso, não gastaremos com isso’. O ponto é que se o asteroide for grande o suficiente, é um problema global. Uma ideia é criar um fundo mantido por todos para garantir que conseguiremos agir de forma que não importe onde a rocha caia. Hoje, não estamos mais protegidos, nesse aspecto, do que há dez anos.

EXPLORAÇÃO ESPACIAL

O senhor diz que para países “deixarem a sua marca na ciência” é preciso que uma nação concentre seu capital emocional, cultural e intelectual na criação de ilhas de excelência. Na exploração espacial, a liderança historicamente foi dos EUA, Rússia e de alguns países europeus, mas agora empresas entraram na jogada. Quem protagonizará o futuro da exploração? Sobre a liderança americana, chegamos à Lua não porque cooperamos, mas porque competimos. A disputa, como vimos na Olimpíada, é por si só uma força da natureza. Eu me pergunto: se não tivéssemos que ganhar da União Soviética, teríamos ido à Lua? Não sei a resposta. Sobre a exploração espacial privada, duvido que as empresas liderarão a exploração, porque o espaço ainda é perigoso e, seu desbravamento, caro. Companhias necessitam de retorno de investimento em curto prazo. Por isso, historicamente, os governos foram aqueles que fizeram os principais investimentos em tecnologia, ciência e descobertas para, então, serem seguidos pela iniciativa privada.

Sobre o papel dos robôs, o senhor diz que enquanto não forem capazes de “simular a curiosidade humana e as centelhas de insight”, eles continuarão sendo usados apenas para descobrir o que já esperamos encontrar. Nos últimos anos, contudo, a tecnologia de inteligência artificial evoluiu bastante. O senhor ainda acredita nisso? Não. Acho que podemos mandar um robô para o espaço e ele conseguirá resolver tudo sozinho… mas eu não quero perder o lugar na viagem! Quando astronautas voltam de uma missão, eles são festejados, há desfiles. Nada disso acontece com robôs. A exploração espacial humana captura as nossas emoções e instiga as pessoas a aprender mais.

CIÊNCIA

Em muitos capítulos, o senhor apresenta alguma constatação científica, mas depois diz que há um grande número de pesquisadores procurando falhas nas teorias. Não é compreensível que as pessoas sejam céticas em relação à ciência, levando em consideração que duas das principais teorias da física são inconciliáveis? As teorias da física quântica e da relatividade são bem sucedidas e funcionam toda vez que as testamos, mas sabemos que nos limites extremos elas falharão, como no centro de um buraco negro ou no instante em que o universo surgiu. Agora precisamos encontrar uma forma de conciliá-las: uma vai absorver a outra e vice-versa ou surgirá um terceiro entendimento que será um guarda-chuva e irá abarcar as duas. Foi o que aconteceu com a relatividade, já que as leis de movimento e gravidade de Newton funcionavam, mas Einstein mostrou sob quais circunstâncias elas falhariam e, assim, criou a relatividade. Mas se você aplicar baixa velocidade e gravidade nas equações de Einstein, elas se tornam as de Newton. Logo, não descartamos a primeira teoria, só criamos um círculo maior ao redor dela.

Então não há motivo para as pessoas serem céticas quanto à ciência? Aqueles que dizem não confiar na ciência geralmente têm outra filosofia, que pode ser política ou religiosa, por exemplo. Só não podemos esquecer que a ciência é um caminho para encontrar verdades objetivas. Você pode ter verdades pessoais, como ‘Jesus é meu salvador’. Motivo: se quiser convencer outra pessoa disso, precisará repetir isso com frequência ou travar uma guerra, obrigando-os a concordar com você. Não há provas factíveis. Já a verdade objetiva é verdade, quer você acredite nela ou não. É com base nelas que legislações deveriam ser criadas. De qualquer forma, a fronteira da ciência é sempre complicada e as coisas que se provam erradas são geralmente as que aparecem nos jornais. Mas uma vez que uma hipótese é testada muitas vezes, por pessoas e países diferentes, e se chega ao mesmo resultado estatisticamente, ela torna-se um fenômeno emergente em suas mãos.

RAZÃO VERSUS FÉ

Há no livro uma seção sobre a relação da ciência com a religião. Algumas das expressões que você usa são: “São abordagens inconciliáveis” e “não há concordância”. Ao mesmo tempo, você aponta uma pesquisa que mostra que 20% dos astrofísicos são religiosos. Afinal, é possível conciliar? Esses cientistas mantêm cada uma dessas coisas em partes separadas do cérebro. É só isso. Eles só podem dizer que a religião deles não conflita com a ciência se rejeitarem todos as alegações científicas feitas por sua religião. No cristianismo, por exemplo, há uma capítulo inteiro na Bíblia sobre a Origem. Eles devem rejeitar sumariamente tudo dito na Gênesis, porque o que é dito lá se opõe à evolução e à história, ou mesmo a idade, da Terra. Então eles, os cientistas-religiosos, rejeitam essa parte e mantém os elementos de enriquecimento espiritual. Assim as duas ideias podem coexistir dentro da mesma mente. Pode ser devastador para algumas pessoas, porque é a sua religião, sua filosofia, mas em certo ponto é preciso superar isso. Aceite, as conclusões científicas são verdades objetivas.

Algumas vezes, o senhor se refere a ‘pessoas com sexto sentido’ ou a áreas como a astrologia como “bobagens místicas que sempre falham no teste científico”. Se não há base sólida, por que o público se interessa tanto por essas “bobagens” – muitas vezes mais do que por assuntos científicos? Alguns gostam de acreditar que têm mais poderes que os outros. Por exemplo, o “poder” de prever o futuro é muito valorizado na cultura e na sociedade. Se você diz que consegue realizar isso, as pessoas vão aparecer na sua porta. Mesmo se não apresentar provas dessa capacidade. Mas na física e na astrofísica também conseguimos fazer previsões: podemos dizer a que horas o Sol vai nascer ou quando vai acontecer um eclipse solar total. A precisão é tanto que acertamos inclusive o tempo exato, em segundos, em que esses fenômenos irão correr. Mesmo assim, alguns preferem os autointitulados profetas.

Fonte: Veja

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O médium João Teixeira de Faria, o João de Deus (foto), 74, incorpora espíritos de médicos que curam doenças de todo o tipo, incluindo as mais graves. 

Mas esses espíritos não conseguiram curar o próprio curandeiro porque João de Deus acaba de se livrar de um câncer agressivo no esôfago graças à ciência médica. 

Quem já chamava João de Deus de charlatão agora poderá dizer: “Eu não disse?”

Em agosto de 2015, Raul Cutait, um famoso médico, extraiu do curandeiro um tumor maligno de 6 centímetros — um adenocarcinoma gástrico, na linguagem médica — e metade do estomago. 

A cirurgia durou dez horas e ocorreu em um hospital que está entre os melhores e mais caros do Brasil — o Sírio Libanês, em São Paulo. 

O tratamento quimioterápico levou cinco meses. Por causa dos efeitos colaterais, João de Deus ficou fraco e precisou de transfusão de sangue. 

Mas superou a doença.

A jornalista Adriana Dias Lopes perguntou a João de Deus por que ele recorreu à medicina convencional, e não a dos espíritos.

A resposta foi com outra pergunta: "O barbeiro corta o próprio cabelo?".

Outros charlatões têm usado o mesmo tipo de desculpa.

 

Fonte: Paulopes

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A filosofia está morta, declarou Stephen Hawking (foto). O escritor do best-seller "Uma Breve História do Tempo", que é considerado o mais renomado físico ainda vivo,  esteve na última conferência do Google Zeitgeist, em Hertfordshire, na Inglaterra. Ele disse na conferência que as importantes questões do universo não podem mais ser resolvidas sem a ajuda da física e da tecnologia como aquela vista nos grande aceleradores de partículas. Acrescentou que esses campos não pertencem mais à filosofia, que é, para ele, uma linha de pensamento morta nos dias atuais. 
 
"Muitos de nós não nos preocupamos mais com essas perguntas, entretanto, questões como 'de onde viemos?' ou 'para onde vamos', que eram tradicionalmente questões filosóficas, hoje são recorrentes exclusivamente para a ciência", afirmou. "Os filósofos atuais não têm estudado de acordo com as descobertas mais recentes da física, e por isso, a filosofia está morta."
 
O físico também diz que os cientistas estão se tornando cada vez mais os "detentores da tocha que ilumina as descobertas na nossa busca pelo conhecimento" e que as novas descobertas científicas nos levam a um patamar completamente novo quando pensamos em nossa razão de existência. Em uma palestra de 40 minutos, o professor disse estar vendo uma nova teoria do universo unificado, aquela que segundo ele até mesmo Einstein morreu buscando. No final do discurso, Hawking compara essa teoria ao Google Earth, dizendo que a futura hipótese também funcionará como um mapa e que ela fará uso de tecnologias que nem mesmo o Google teria o conhecimento ou o dinheiro para custear. 
 
Fonte: Paulopes
 

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Domingo, 24 Abril 2016 13:47

A Crença e a Ciência

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Uma versão atualizada do genoma do gorila, publicada na última edição da revista Science, mostra que eles são ligeiramente mais parecidos conosco do que se acreditava. As divergências genéticas entre as duas espécies são de meros 1,6%. Apenas chimpanzés e bonobos são ainda mais semelhantes a nós que os gorilas. O novo sequenciamento pode ajudar os cientistas a compreender melhor a biologia humana e ter novas informações sobre como nossa espécie humana evoluiu e se diferenciou dos grandes macacos.

Quem ajudou os cientistas a revisar a sequência genética do gorila, que foi mapeada pela primeira vez em 2012, mas apresentava diversas lacunas, foi Susie, uma gorila de 11 anos do Zoológico e Aquário de Columbus em Ohio, nos Estados Unidos. Os pesquisadores da Universidade de Washington, usaram amostras de seu DNA como referência para fazer o sequenciamento completo da espécie. O estudo revela que algumas áreas de diferenças genéticas são os sistemas reprodutivo e imunológico, a percepção sensorial, a produção de queratina (uma proteína chave para a estrutura de cabelo, unhas e pele) e a regulagem de insulina, o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue. "As diferenças entre as espécies podem ajudar os pesquisadores a identificar regiões do genoma humano que são associadas com melhor cognição, linguagem complexa, comportamento e doenças neurológicas", disse o pesquisador Christopher Hill, da Universidade de Washington, um dos autores do estudo. "Ter genomas de referência completos e precisos para comparações permite que os pesquisadores descubram essas diferenças."

Diferenças genéticas - O laboratório da Universidade de Washington trabalha para criar um catálogo das diferenças genéticas entre humanos e grandes macacos como gorilas, orangotangos, chipanzés e bonobos. O novo sequenciamento usa pedaços mais amplos do genoma do gorila, em torno de 800 vezes maiores que os do antigo estudo. De acordo com os pesquisadores, 90% das lacunas genéticas foram preenchidas. Com essas novas informações, os autores buscam compreender como nossos ancestrais evoluíram e se tornaram tão diferentes dos grandes macacos. Diferenças em como os genes são controlados, faltas ou falhas genéticas podem ajudar na compreensão desse processo. Estudos recentes estimam que as linhas evolutivas dos gorilas e dos humanos se separaram entre 12 milhões e 8,5 milhões de anos atrás, segundo Hill.

Ameaça - Os gorilas, que costumam ser encontrados nas florestas da África central, são os maiores primatas do mundo. Um adulto macho pode alcançar 200 quilos. As populações de gorila estão ameaçadas por atividades humanas como a destruição do seu habitat e a caça.

Fonte: Veja

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Nos últimos anos, diversos estudos têm apontado o possível papel fundamental dos cometas na origem da vida na Terra e, em consequência, talvez em outros lugares no Universo. Além de terem trazido parte da água que enche nossos oceanos, o meio onde a vida como conhecemos pôde se desenvolver, eles teriam “semeado” o planeta com as moléculas orgânicas básicas para que isso acontecesse. Mas sua influência neste processo iria bem mais além do que o papel de simples “transportadores” de materiais. Em uma série de experimentos, os cientistas já demonstraram que os impactos de cometas também podem fazer com que estes compostos orgânicos se organizem em estruturas cada vez mais complexas, como os aminoácidos (em essência, cadeias de moléculas orgânicas) glicina e alanina. E, agora, mais uma experiência feita por pesquisadores japoneses indica que estes choques podem ter fornecido a energia que promoveu a síntese de peptídeos (cadeias de aminoácidos), os precursores das primeiras proteínas que, ao ganharem a capacidade de se replicarem, num processo ainda desconhecido pela ciência, foram as primeiras formas de vida em si.

Para isso, os cientistas Haruna Sugahara, da Agência Japonesa para Tecnologia e Ciências Marinhas e da Terra (Jamstec), e Koichi Mimura, da Universidade de Nagoia, realizaram uma série de experimentos em que simularam as condições dos impactos de cometas com a Terra da época em que a vida teria surgido pela primeira vez no planeta, há cerca de quatro bilhões de anos. Eles pegaram misturas de aminoácidos, gelo e silicatos (os minerais mais comuns que formam as rochas na Terra e no espaço) resfriados a 77 graus Kelvin (cerca de -196 graus Celsius) e os lançaram em altas velocidades para imitar os choques de cometas.

 
 

AVANÇO NO ESTUDO DAS MOLÉCULAS COMPLEXAS

Ao analisarem os resultados destas colisões, os pesquisadores japoneses viram que alguns dos aminoácidos da mistura haviam se unido em pequenos peptídeos, em cadeias com até três destas moléculas de extensão. Com base nisso, os cientistas estimam que estes choques podem ter produzido a mesma quantidade de peptídeos que se calcula também poderem ter sido fabricados por processos terrestres, como tempestades de raios e contínuos ciclos de hidratação e desidratação, outras possibilidades para a criação das moléculas que levaram ao surgimento da vida no planeta.

— Nossos experimentos demonstram que as condições geladas dos cometas na época dos impactos foram a chave para essa síntese, e que os tipos de peptídeos formados dessa maneira são mais propensos a evoluírem em peptídeos mais longos — destaca Sugahara, que apresentou os resultados de seu estudo ontem, durante a 25ª Conferência Goldschmidt, o mais prestigiado evento internacional sobre geoquímica, realizado esta semana em Praga.

Segundo os cientistas, a descoberta reforça a noção de que os cometas não só transportaram materiais como tiveram um importante papel no desenvolvimento da vida na Terra primordial. Além disso, ela demonstra que o que aconteceu aqui pode ter ocorrido em outros lugares no Universo e no próprio Sistema Solar, como as luas geladas de Júpiter e Saturno, entre elas Europa e Encélado.

— Este novo trabalho é um avanço significativo no excitante campo de estudo das origens das moléculas orgânicas complexas na Terra — comentou Mark Burchell, professor da Universidade de Kent, no Reino Unido, sobre a apresentação. — Duas partes-chave nessa história são como as moléculas complexas são inicialmente geradas nos cometas e como elas sobrevivem ou evoluem quando um cometa atinge um planeta como a Terra. Ambas podem envolver choques que fornecem energia a esses corpos gelados, e agora, construindo seu trabalho sobre pesquisas anteriores, Sughara e Mimura mostraram como os aminoácidos podem ser transformados em pequenas sequências de peptídeos, outro importante passo no caminho para a vida.

Fonte: O Globo

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Questão 1 - Deus existe?

O unicórnio é um cavalo com barbicha, um chifre na testa e supostos poderes mágicos. Ele não existe, claro, é uma invenção. Só que isso é impossível de provar. Da mesma forma, não temos nenhum indício objetivo da existência de Deus - que pode perfeitamente ser apenas uma criação humana. Mas isso também é impossível de provar. É que a única maneira de provar definitivamente uma coisa é usar o chamado método científico, que foi proposto por Galileu Galilei no século 16 e tem quatro etapas. Primeira: observar um fato concreto. Segunda: fazer uma pergunta sobre ele. Terceira: elaborar uma hipótese, ou seja, uma resposta à pergunta. Quarta: fazer uma experiência controlada para confirmar ou negar a hipótese. Simples, não? Mas com o unicórnio, tropeçamos já na primeira etapa - porque não existe nenhum elemento concreto, como um pedaço de cabelo ou qualquer outra pista deixada por um unicórnio. Com Deus, você consegue passar pelas primeiras fases. É possível observar um fato concreto (o Universo existe) formular uma pergunta a respeito (foi Deus que o criou?) e elaborar uma hipótese (sim ou não). Mas como vencer a quarta etapa - e criar uma experiência científica que pudesse confirmar ou negar Deus? É difícil até de imaginar. Isso ajuda a explicar por que a existência de Deus divide a opinião dos cientistas. Um estudo feito nos EUA pelo Instituto Pew revelou que 51% deles admitem a existência de alguma forma de poder divino (contra 95% na população em geral). Alguns pesquisadores vão além do impasse, e dizem ter evidências de que Deus existe - ou inexiste. A primeira categoria é liderada por Francis S. Collins, que foi diretor do Projeto Genoma Humano e hoje dirige os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), principal órgão de ciência do governo nos EUA. Para ele, a prova da existência de Deus é chamada sintonia fina. Por essa tese, o Big Bang obedeceu a alguns parâmetros muito precisos e coordenados entre si. Se a força que mantém unidos os prótons e os nêutrons fosse um pouco menor, por exemplo, só o hidrogênio teria se formado - e não existiria a matéria-prima da vida, o carbono. Para Collins, nossa existência depende de tantas variáveis, numa combinação matematicamente tão improvável, que não pode ser acaso. "A sintonia fina não é acidental. Ela reflete a ação de algo que criou o Universo", diz. O polo ateu é liderado pelo físico Victor Stenger, professor da Universidade do Havaí e autor de God: The Failed Hypothesis ("Deus: a tese fracassada", inédito no Brasil). Ele descarta a tese da sintonia fina. Diz que o Universo não foi sintonizado para nós; nós é que somos adaptados às condições dele. Também apresenta exemplos de como o Universo simplesmente não precisa de Deus. "Até o século 20, acreditava-se que a matéria não poderia ser criada nem destruída, só transformada de um tipo para outro". Se é impossível criar matéria, a existência dela só poderia ser um milagre. "Mas aí Einstein provou que a matéria pode ser criada a partir de energia, sem violar as leis da física", diz. "A ciência pode provar que Deus não existe? A resposta é sim". Mas ele mesmo faz ressalvas. "Não me refiro a uma prova lógica [definitiva], mas a uma prova acima de dúvida, como a usada num tribunal." Traduzindo: para Stenger, é possível provar que nada depende de Deus, e a partir daí inferir que ele não existe. Mas mostrar que ele não existe, felizmente para uns e infelizmente para outros, continua impossível.

Questão 2 - De onde viemos?

O Universo surgiu há 13,7 bilhões de anos como um pontinho muito pequeno e denso, que se expandiu e deu origem a tudo o que existe - as estrelas, os planetas, você e eu. Essa é a história do Big Bang. Mas o que aconteceu antes dele? A hipótese mais tradicional (e mais frustrante também) diz que o tempo surgiu junto com a explosão, e portanto não existe "antes do Big Bang". A outra é de que houve outros universos antes do nosso. E haverá outros depois dele, numa sequência eterna de renascimentos. "Cada ciclo começa com seu próprio Big Bang", diz Roger Penrose, professor da Universidade de Oxford e um dos físicos mais importantes da segunda metade do século 20. Para ele, cada universo se expande até que suas partículas perdem massa e dão lugar a uma espécie de vácuo, o tempo para e aquele universo morre - para se transformar em outro por meio de um Big Bang. Penrose tenta provar a tese em seu novo livro, Cycles of Time: An Extraordinary New View of the Universe ("Ciclos do tempo", inédito no Brasil). Ideias heterodoxas como essa estão longe de ser aceitas pela maioria dos cientistas. Mas vêm ganhando espaço, pois a lógica tradicional do Big Bang não consegue explicar tudo. Ela explica apenas 4% do Universo, porcentagem que corresponde à matéria e à energia que nós podemos perceber (e que formam galáxias, planetas e seres). Todo o resto, 96%, supostamente é preenchido por coisas estranhas: a energia escura e a matéria escura, que não somos capazes de ver. A teoria do Big Bang tampouco explica por que o Universo está se expandindo cada vez mais rápido, num fenômeno chamado aceleração cósmica. Para alguns físicos, a responsável por isso é justamente a tal energia escura - que fará nosso Universo se expandir até acabar e renascer, mais ou menos como Penrose propõe. Mais estranhamente ainda, talvez existam vários universos além do nosso. Isso porque, segundo uma tese bem aceita, o Big Bang não foi homogêneo. Uma porção do espaço teria se inflado muito rápido, como uma tira de borracha, e nosso Universo estaria dentro dela. "Outras partes do espaço podem ter se expandido em outros momentos", diz o físico Marcelo Gleiser, da Universidade Dartmouth. "Haveria então outros universos, separados por espaços gigantescos". Todos existindo ao mesmo tempo. Além de tentar descobrir de onde viemos, a ciência também luta para explicar como nascemos, ou seja, como tudo o que existe se formou. Nisso, tem feito grandes progressos. Tudo graças ao famoso bóson de Higgs, partícula que finalmente foi detectada ano passado. O bóson é uma peça-chave porque deu massa às demais partículas que compõem o nosso Universo. Logo após o Big Bang, o Universo era um caos de partículas subatômicas viajando na velocidade da luz. Só que ele estava cheio de bósons - e conforme as partículas entraram em contato com os bósons, algumas ganharam massa e outras não. As partículas de luz (fótons), por exemplo, não ganharam massa. Mas outras, como os quarks, sim - e se transformaram em tudo o que existe. As estrelas, os planetas, você e eu.

 Questão 3 - Qual é o sentido da vida?

A ciência propõe duas explicações para essa dúvida metafísica. A primeira, mais tradicional, é: o sentido (objetivo) da vida é se reproduzir, ou seja, ter filhos. Ponto. Isso vale tanto para nós como para o sabiá, o cordeiro patagônico ou o bicho-da-seda. Pelo menos é o que diz a tese do gene imortal, uma das mais populares da biologia evolutiva. Ela tem sido desenvolvida desde os anos 1970 pelo biólogo britânico Richard Dawkins, e reinterpreta a teoria da evolução de Darwin. A transmissão de informação genética entre pais e filhos não é perfeita. Podem ocorrer erros: as mutações. Eles sempre acontecem - em média, cada humano nasce com 60 mutações. Esses erros no DNA podem provocar síndromes e doenças, mas também podem ser positivos. Se um indivíduo tem uma mutação que o torna mais apto que os demais (mais forte ou mais bonito, por exemplo), ele tende a se reproduzir mais e espalhar essa mutação na sociedade. Os mais aptos permanecem e os demais desaparecem. É a chamada seleção natural. Dawkins fez uma ligeira modificação nessa teoria. Para ele, os protagonistas da seleção natural não são as espécies nem os indivíduos: são os genes. Nós seríamos meras máquinas de sobrevivência que os genes construíram para se preservar ao longo das gerações. "As máquinas de sobrevivência têm aparência muito variada. Um polvo não se parece em nada com um rato, e ambos são muito diferentes de uma árvore. Mas, em sua composição química, eles são quase iguais", escreve Dawkins. É verdade. Cada ser vivo tem um código genético diferente - mas ele sempre é construído com as mesmas moléculas. E a nossa missão na Terra é espalhar essas moléculas. "Todos nós, desde as bactérias até os elefantes, somos máquinas de sobrevivência para o mesmo tipo de replicador: as moléculas de DNA." Como há vários tipos de ambiente no mundo, os replicadores construíram uma ampla gama de máquinas para prosperar neles. Um macaco preserva os genes nas copas das árvores; um peixe preserva os genes na água, e assim por diante. Os genes também nos dotaram de instintos que nos levam à reprodução - é por isso que o sexo é tão prazeroso, e a atração sexual tão forte. A tese do gene imortal é convincente e elegante. Mas não explica tudo. O cérebro humano possui um mecanismo chamado sistema de recompensa. São grupos de neurônios situados em certas regiões, como o septo - que fica bem no centro do cérebro. Toda vez que fazemos algo física ou mentalmente agradável, qualquer coisa mesmo, esses neurônios causam a liberação de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. As demais áreas do cérebro são inundadas pela dopamina - inclusive aquelas que manejam o autocontrole e as emoções. Você sente prazer. E tem vontade de sentir de novo. E de novo. E de novo... O sistema de recompensa tem uma influência gigantesca sobre nossas ações e decisões. Sempre que você se sente bem, ou mal, é esse sistema que está fazendo isso acontecer. E ele nem sempre nos guia no caminho de gerar descendentes - você deve conhecer gente que não tem filhos, nem quer ter, e está muito bem assim. Porque existe uma segunda explicação para o sentido da vida. Em vez de espalhar genes, o objetivo pode ser contentar o sistema de recompensa. Traduzindo: ser feliz. O sistema de recompensa foi descoberto nos anos 1950 pelos psicólogos James Olds e Peter Milner, da Universidade McGill, no Canadá. Usando eletrodos, eles notaram que um rato sempre voltava a um ponto da gaiola para receber um choquinho (prazeroso) no septo. Chegou a passar 7 mil vezes por hora, sem ligar para nada mais. Nem para os próprios filhotes. "O animal vai se estimular com frequência, e por longos períodos, se puder fazê-lo", concluíram Olds e Milner. Hoje a ciência sabe que outras coisas (drogas, açúcar, gordura, sexo) também têm o poder de atuar nessas áreas. Por isso elas são tão atraentes - e, em algumas pessoas, podem se tornar viciantes.

Questão 4 - O que acontece após a morte?

Quando morreu pela primeira vez, em 1993, o empresário americano Gordon Allen estava a caminho da UTI. Havia sofrido uma parada cardíaca momentos antes. Seu sangue deixou de fluir, a respiração se deteve, o cérebro apagou. Mesmo assim, ele sentiu algo. "Fui transportado para fora do corpo e comecei a viajar. Não senti dor, apenas leveza. Vi cores maravilhosas, que não existem na Terra", recorda Allen no site da fundação que leva seu nome. Os médicos o ressuscitaram com um desfibrilador. Assim como Gordon Allen, milhares de pessoas que tiveram morte clínica foram trazidas de volta. "Há uma semelhança incrível nos relatos", diz Maria Julia Kovács, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte da USP. "Muitos dizem ter visto um túnel e uma luz branca. Outros veem uma imagem de Deus." Os relatos também incluem encontros com parentes mortos e a sensação de estar fora do corpo. São as chamadas experiências de quase-morte (EQM). A explicação mais aceita é que se trata de alucinações, causadas pela falta de oxigênio no cérebro. Um estudo feito em 2010 pela Universidade George Washington monitorou o cérebro de sete pacientes terminais. Em todos os casos, a atividade cerebral disparava logo antes da morte. Isso supostamente acontece porque, conforme os neurônios vão morrendo, perdem a capacidade de reter carga elétrica - e começam a descarregar numa sequência anormal, que poderia provocar alucinações. O intrigante é que, durante a EQM, às vezes a pessoa vê coisas que realmente aconteceram - e que ela, em tese, não teria como saber. "Muitos pacientes dizem ter se encontrado com um parente que ninguém sabia que havia morrido. Nem o próprio paciente. Por exemplo, um tio que morreu minutos antes de o paciente ter a EQM", disse o psiquiatra Bruce Greyson, da Universidade da Virgínia, num seminário realizado em Nova York. "Outras pessoas contam coisas que se passavam na sala do hospital [enquanto elas estavam mortas]". Mas como explicar que os pacientes estejam conscientes mesmo sem atividade cerebral? Depois de acompanhar 344 sobreviventes de paradas cardíacas, dos quais 18% tiveram EQM, o médico holandês Pim van Lommel criou uma teoria a respeito. "A consciência não pode estar localizada num espaço em particular. Ela é eterna", diz. "A morte, como o nascimento, é mera passagem de um estado de consciência para outro." Ele reconhece que as pesquisas sobre EQM não provam isso, mesmo porque as pessoas com EQM não morreram - só chegaram muito perto. "Mas ficou provado que, durante a EQM, houve aumento do grau de consciência. Isso significa que a consciência não reside no cérebro, não está limitada a ele", acredita.

Questão 5 - Alma existe?

Em 1901, o médico americano Duncan Macdougall fez uma experiência com doentes terminais. Colocou cada paciente, com cama e tudo, sobre uma balança gigante. "Quando a vida cessou, a balança mexeu de forma repentina - como se algo tivesse deixado o corpo", escreveu Macdougall na época. A balança mexeu 21 gramas, e o doutor concluiu que esse era o peso da alma. A descoberta caiu na cultura popular e até inspirou um filme (21 Gramas, de 2003). Ela não tem valor científico, pois a balança era muito imprecisa - e cada paciente gerou um valor diferente. Mas será que não dá para refazer a experiência com a tecnologia atual? Se alma existir mesmo, dá para medir? Em tese, sim. Tudo graças a Einstein e sua equação E=mc2 (E é energia, m é massa e c é velocidade da luz). Se consideramos que a alma existe, e é uma forma de energia, então deve haver massa relacionada a ela. Se a energia muda, a massa também muda. Se alma existe, e sai do corpo quando a pessoa morre, o corpo sofrerá perda de massa - que pode ser medida. O médico Gerry Nahum, da Universidade Duke, propôs uma experiência para testar a hipótese: construir uma caixa perfeitamente selada, que ficaria sobre uma balança hipersensível, capaz de medir 1 trilhonésimo de grama. O problema é que, por razões éticas, não dá para colocar uma pessoa moribunda dentro de uma caixa hermeticamente fechada, pois isso a faria morrer. E o teste nunca foi feito. Mas os cientistas continuam em busca de evidências para a alma. E os estudos mais surpreendentes vêm de uma dupla que está na vanguarda da ciência: o anestesista americano Stuart Hameroff, do Centro de Estudos da Consciência do Arizona, e Roger Penrose - sim, o mesmo físico de Oxford autor da teoria sobre o que veio antes do Big Bang. Mas, desta vez, a tese é ainda mais inacreditável. Dentro de cada neurônio existiriam 100 milhões de microtúbulos: tubinhos feitos de uma proteína chamada tubulina. A tubulina atuaria como bit, ou seja, como menor unidade de informação que pode ser criada, armazenada ou transmitida. Os tubinhos vibram, interferem com a tubulina e geram ou processam informação - que é passada de um neurônio a outro. Mas os microtúbulos são tão pequenos que as leis da física quântica se aplicam a eles. E essas leis preveem algumas possibilidades bizarras, como a superposição (uma partícula pode existir em dois lugares ao mesmo tempo). Para os pesquisadores, haveria uma relação quântica entre os tubinhos do cérebro e partículas fora dele, espalhadas pelo Universo. "Quando o cérebro morre, a informação quântica [gerada nos microtúbulos] não fica presa. Ela se dissipa no espaço-tempo", diz Hameroff. Pela mesma lógica, quando alguém nasce, essa informação espalhada no Universo entraria nos microtúbulos. Ou seja: a alma existiria, sim, como um conjunto de relações quânticas entre partículas dispersas no Universo. Embora Hameroff tenha escrito centenas de páginas a respeito, nada disso tem comprovação. "Não reivindico nenhuma prova. Só ofereço um mecanismo cientificamente plausível", diz.

Questão 6 - Há vida fora da Terra?

Em 15 de agosto de 1977, um radiotelescópio do Instituto Seti ("Busca por Inteligência Extraterrestre", na sigla em inglês), nos EUA, captou uma mensagem estranha. Foi um sinal de rádio que durou apenas 72 segundos, só que muito mais intenso que os ruídos comuns vindos do Cosmo. Ao analisar as impressões em papel feitas pelo aparelho, o cientista Jerry Ehman tomou um susto. O sistema captara um sinal 30 vezes mais forte que o normal. Seria alguma civilização tentando fazer contato? Ehman ficou tão impressionado que circulou os dados do computador e escreveu ao lado: "Wow!". O caso ficou conhecido como Wow signal (sinal "uau"!), e até hoje é o episódio mais marcante na busca por inteligência extraterrestre. O Seti e outras instituições tentaram detectar o sinal várias vezes depois, mas ele nunca mais foi encontrado. Mesmo assim, hoje muitos cientistas acreditam que o contato com extraterrestres é mera questão de tempo. "Numa escala de 1 (pouco provável) a 10 (muito provável), eu diria que nossa chance de fazer contato com ETs em meados deste século é 8", acredita o físico Michio Kaku, da City College de Nova York. Esse otimismo tem justificativa. "Pelo menos 25% das estrelas têm planetas. E, dessas estrelas, pelo menos a metade tem planetas semelhantes à Terra", explica o físico Marcelo Gleiser. Isso significa que, na nossa galáxia, podem existir até 10 bilhões de planetas parecidos com o nosso. Uma quantidade imensa. Ou seja: pela lei das probabilidades, é muito possível que haja civilizações alienígenas. O satélite Kepler, da Nasa, já catalogou 2 740 planetas parecidos com a Terra, onde água líquida e vida talvez possam existir. Um dos mais "próximos" é o Kepler 42d, a 126 anos-luz do Sol (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros). Kaku acredita que, para civilizações muito avançadas, essa distância não seria um problema - pois elas poderiam manipular o espaço-tempo e utilizar portais no Cosmos, como nos filmes de ficção científica. Ok, mas então por que até hoje esse pessoal não veio aqui? "Se são mesmo tão avançados, talvez não estejam interessados em nós", opina Kaku. "É como a gente ir a um formigueiro e dizer às formigas: `Levem-nos a seu líder¿." Para outros cientistas, contudo, a existência de civilizações avançadas é mera especulação. E explicar por que elas não colonizaram a Terra já é querer dar uma de psicólogo de aliens. Tudo bem que existem bilhões de Terras por aí. E que a probabilidade de existir vida lá fora é muito grande. Mas não significa que seja vida inteligente. "Você pode ter um planeta cheio de vida, mas formada por amebas e outros seres unicelulares", acredita Gleiser. Afinal, com a Terra foi assim. A vida aqui existe há cerca de 3,5 bilhões de anos. Mas durante quase todo esse tempo (3 bilhões de anos), só havia seres unicelulares: as cianobactérias, também chamadas de algas verdes e azuis. Além disso, não basta o tempo passar para que as formas de vida se tornem complexas e inteligentes. A função essencial da vida é se adaptar bem ao ambiente onde ela está. A vida só muda - na esteira de alguma mutação genética - se uma mudança ambiental exigir que ela mude. Assim, se o ambiente não mudar e a vida estiver bem adaptada, as mutações genéticas que em geral aparecem ao longo de gerações não vão fazer diferença. Tudo depende da história de cada planeta. Se o asteroide que matou os dinossauros há 65 milhões de anos não tivesse caído aqui na Terra, e os dinossauros não tivessem sido extintos, não estaríamos aqui. "Não temos nenhuma prova ou argumento forte sobre a existência de vida inteligente fora da Terra", diz Gleiser. "Existe vida? Certamente. Mas como não entendemos bem como a evolução varia de planeta para planeta, é muito difícil prever ou responder se existe ou não vida inteligente fora daqui", completa. "Se existe, a vida inteligente fora da Terra é muito rara." Decepcionante. Mas antes de lamentar a solidão da humanidade no Cosmos, saiba que ela pode ser uma boa notícia. Porque se aliens inteligentes realmente existirem, não serão necessariamente bondosos. "Se eles algum dia nos visitarem, acho que o resultado será o mesmo que quando Cristóvão Colombo chegou à América. Não foi bom para os índios nativos", comparou certa vez o físico Stephen Hawking.

Fonte: Superinteressante

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  • Somente 0,84% dos cientistas que estudam a vida e a Terra, que são geralmente treinados nas questões das origens, são criacionistas.
  • Os EUA têm mais criacionistas do que qualquer outro país desenvolvido. Entretanto, mesmo nos EUA, os criacionistas representam uma minoria pífia entre os cientistas. Fora dos EUA, os cientistas criacionistas são virtualmente inexistentes em países de pesquisa de ponta.
  • 97% de todos os cientistas norteamericanos aceitam a ancestralidade comum das espécies incluindo o homem, enquanto apenas 2% são criacionistas, e apenas 8% defendem o criacionismo do tipo Design Inteligente.
  • A famosa entidade criacionista Discovery Institute compilou uma lista de menos que 800 supostos cientistas ao redor do mundo que "discordam do darwinismo". Isto é menos que 0,1% do número de cientistas americanos no ano de 1999.

 

 

Dados Estatísticos

 

De acordo com uma publicação de 2009 do Pew Research Center, 97% dos cientistas dos EUA aceitam que os humanos evoluíram ao longo do tempo. Apenas 2% dos cientistas relataram ser criacionistas, e apenas 8% alegaram ser defensores do Design Inteligente (D.I.). Note que não há razão em particular para um cientista criacionista mentir a este respeito; os resultados individuais não foram, obviamente, publicados, e os criacionistas tiveram um forte incentivo para dizer a verdade em tais pesquisas para aumentar sua publicidade. Portanto, este número pode ser visto como uma boa estimativa do número de cientistas criacionistas.

Obviamente, esses números incluem cientistas de várias áreas que têm [a priori] pouca relevância quanto à origem das espécies e da vida, incluindo químicos, astrônomos, médicos, etc.; embora esses cientistas possam ser extremamente sábios em seus próprios campos de pesquisa, ele jamais tiveram que passar por estudos aprofundados no campo das origens. Assim, eles podem não estar naturalmente ou justamente atualizados sobre a ciência da biologia evolutiva.

 

Estimando o número de cientistas criacionistas e pró-D.I. nas ciências da vida e da Terra

 

Entre os cientistas em áreas de fato relevatnes para o assunto, como as ciências da vida e da Terra, o número de criacionistas decresce ainda mais. Na lista de cientistas criacionistas do site Answers in Genesis,os cientistas da vida e da Terra se somam em 42% (80 em 190. Note que existem muito mais de 10 milhões de cientistas apenas nos EUA). Se aplicarmos esta proporição à estatística acima, apenas cerca de 0,84% dos cientistas da vida e da Terra são criacionistas. Além disso, assumindo a mesma proporção, apenas cerca de 2,24% (o,42 x 5,33) dos cientistas da vida e da Terra são defensores do Design Inteligente.

 

Estimando o número de cientistas criacionistas e pró-D.I. no mundo

 

A ampla maioria dos cientistas no mundo desenvolvido estão nos EUA (Miller 2006). Se aceitarmos uma estimativa extremamente conservadora de que os cientistas criacionistas são 1,5 vezes menos comuns em outros países, então a porcentagem dos cientistas criacionistas no resto do mundo desenvolvido é de 1,33%. Se o mesmo é verdade para cientistas pró-D.I., então apenas cerca de 5,33% dos cientistas no mundo desenvolvido aceitam o D.I.

 

A lista de "cientistas da criação" do Answers in Genesis

 

A organização criacionista AnswersInGenesis juntou uma lista fraca de "cientistas da Criação". Apenas cerca de 80 dos 190 cientistas na lista, em janeiro de 2010, estavam envolvidos em ciências da vida e da Terra. Considerando que há bem mais de 839.000 cientistas com doutorado apenas nos EUA (NSF 1999), os cientistas do AnswersInGenesisdão bem menos que 0,02% dos cientistas dos EUA (considerando que as últimas estatísticas disponíveis são de 1999, e que o número de cientistas desde então certamente cresceu; além disso note que a lista do AiG é internacional, enquanto o número "total" é apenas o número de cientistas nos EUA).

Note que a existência de alguns poucos criacionistas com títulos acadêmicos em ciências é completamente concebível; seria relativamente fácil para uma pessoa fundamentalista passar em cursos de pós-graduação sem ter uma formação séria em evolução, ou fazendo um curso ao mesmo tempo em que nega a ciência apresentada nele.

 

A lista de "dissensão científica do darwinismo" do Discovery Institute

 

Em 2001, a entidade criacionista Discovery Institute publicou uma lista de cientistas que assinaram a seguinte declaração oficial:

“Somos céticos quanto às alegações pela habilidade da mutação aleatória e da seleção natural darem conta da complexidade da vida. Um exame cuidadoso das evidências pela teoria de Darwin deve ser encorajado.”

A lista cresceu até aproximadamente 800 cientistas. O fato mais importante para botar esta lista em perspectiva, é claro, é de que ela foi assinada por menos de 0,1% dos cientistas e engenheiros nos EUA.

 

1. A declaração é formulada de forma esperta para fazer cientistas que aceitam a evolução terem mais chance de assiná-la.

Note que a declaração não requer que o assinante negue a evolução; muitos cientistas que aceitam a evolução concordariam que a mutação aleatória e a seleção natural provavelmente não são os únicos fatores naturais que contribuem para a complexidade da vida; eles são simplesmente os fatores primários.

 

2. Um grande número de cientistas na lista não trabalham em ciências físicas ou biológicas.

Enquanto o grande número de cientistas na lista que não trabalham em áreas relacionadas à evolução possam ser considerados especialistas em suas próprias áreas, é importante lembrar que eles provavelmente jamais tiveram cursos básicos em nível de pós-graduação em biologia evolutiva, ou talvez mesmo em biologia geral, e assim é provável que não conheçam a maior parte da ciência por trás da evolução.

 

3. Os cientistas da lista são uma minoria extrema do número total de cientistas.

Dos mais de 839.000 cientistas apenas nos EUA, estes 800 constituem cerca de 0,1% de todos os cientistas e engenheiros com doutorado. Note que a lista do D.I. é internacional; embora nenhuma estatística apropriada exista para o número de cientistas no mundo todo. Assim, embora a porcentagem correta de cientistas criacionistas ou pró-D.I não possa ser calculada com certeza, o número certamente está abaixo de 0,1%, e considerando que o criacionismo é de longe mais prevalente nos EUA, é provável que este número seja menor que 0,01%.

 

Fontes

 

Pew Research Center, 2009. Scientific Achievements Less Prominent Than a Decade Ago.
http://people-press.org/reports/pdf/528.pdf

The National Science Foundation, 1999. U.S. scientists and engineers, by detailed field and level of highest degree attained.
http://www.nsf.gov/statistics/us-workforce/1999/tables/TableB1.pdf

 

 

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Cientistas que estudam formas de combate à aids deram mais um passo adiante. Uma pesquisa liderada por dois brasileiros e publicada na revista Nature apontou que um tratamento com anticorpos monoclonais foi capaz de combater por várias semanas o vírus HIV em pacientes infectados. E essa não é a única pesquisa promissora em andamento. "Existem avanços significativos para a cura da aids", afirma Ricardo Sobhie Diaz, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que não participou do estudo.

As principais linhas de pesquisa na busca de novas possibilidades de tratamento, prevenção e cura contra o HIV são a imunoterapia com anticorpos neutralizantes que reduzem a carga de vírus no sangue de pacientes infectados; o desenvolvimento de uma molécula artificial que se liga ao vírus impedindo que ele infecte as células do organismo; a terapia genética, que modifica o DNA das células de defesa do paciente de forma a evitar a infecção pelo HIV; e a vacina anti-HIV, que está sendo desenvolvida no Brasil e tem como objetivo fazer com que o organismo entre em contato com o vírus de uma forma segura, para que as células aprendam a reconhecê-lo e produzir defesas contra ele.

De acordo com Ricardo Sobhie Diaz, o combate à aids passa por duas frentes: a cura esterilizante e a diminuição da inflamação causada pela doença. "Assim como no câncer, existe a cura funcional do HIV, mas não a esterilizante. Ou seja, algumas pessoas, depois de tratadas, têm carga viral indetectável e a quantidade de CD4 (anticorpo do sistema imunológico afetado pelo vírus) normaliza, mas não é possível dizer que o vírus foi eliminado do organismo dela." Já a inflamação causada pelo HIV acelera a degradação dos tecidos e dos órgãos, e isso causa um envelhecimento precoce do paciente que pode desencadear diversos problemas de saúde.

É preciso desenvolver medicamentos ou mecanismos que cessem a replicação do vírus, atinjam os santuários (denominação dos locais onde o vírus não é alcançado pelos remédios) e acabem com a latência do vírus (capacidade de permanecer dormente dentro de uma célula e depois voltar a se multiplicar). "Estamos no caminho em todas essas frentes", afirma Diaz.

Aids na atualidade - Desde a década de 1980, quando a aids se disseminou, muitas conquistas foram alcançadas pela ciência, como o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais efetivos para que os infectados possam viver uma vida normal. No entanto, esforços ainda são necessários para conter a epidemia. Embora pesquisas demonstrem que a virulência do HIV diminuiu ao longo do tempo e está menos mortal, em 2013 havia no mundo 35 milhões de pessoas infectadas, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). No mesmo ano, 2,1 milhões de pessoas haviam sido infectadas e 1,5 milhão morreram.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) espera o fim da epidemia da doença até 2030, por meio do controle da difusão do vírus. Segundo a entidade, o HIV vai continuar existindo, mas não no nível epidêmico como temos hoje. Já a Fundação para Pesquisa da AIDS (amfAR) tem uma meta mais desafiadora: encontrar uma cura aplicável mundialmente para a doença até 2020. Para alcançar o objetivo, investirá 100 milhões de dólares em pesquisas sobre o assunto.

Fonte: Veja.com

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A vida após a morte é um conto de fadas para quem tem medo do escuro, disse o físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking (foto), em entrevista ao jornal inglês “The Guardian”, ao antecipar o que falará em uma palestra com o tema “Por que estamos aqui”. O cientista sofre de uma doença degenerativa incurável que o deixou imóvel em uma cadeira de rodas construída para ele, com um sistema eletrônico pelo qual se comunica com uma voz metálica. Disse que, por conta de sua doença, vive há 49 anos a perspectiva de uma morte prematura. Em 2009, ele teve de ser internado às pressas e esteve à beira da morte. “Eu não tenho medo da morte, mas não tenho pressa de morrer”, afirmou. “Tenho tanta coisa que quero fazer primeiro.” Para Hawking, o cérebro é como um computador que para de funcionar quando falta energia ou quando os seus componentes falham. E não haverá mais nada da pessoa quando esse computador pifar, disse. Ele afirmou que não existe um arquiteto, um Deus, responsável pela criação do universo, conforme escreveu no livro The Grand Design, lançado em 2010. O cientista disse que o universo tem a capacidade de se criar, o que para religiosos é uma teoria ilógica. Na entrevista, ele insistiu que a ciência prevê que muitos tipos diferentes do universo possam surgir espontaneamente. “É uma questão de oportunidade”, disse. “A ciência é bela quando se torna simples as explicações de fenômenos ou conexões entre diferentes observações, como a dupla hélice na biologia e as equações fundamentais da física." Stephen Hawking parece ter se recuperado bem do agravamento de sua saúde em 2009. Desde então, ele escreveu um livro, reassumiu o seu departamento de pesquisa na Universidade de Cambridge e vive de acordo com o que prescreve a todos: a busca da valorização da vida, porque cada um de nós só tem uma.

 
 

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Cientistas deram o primeiro passo para a criação de uma pílula do rejuvenescimento, capaz de retardar os danos da idade à saúde e a prevenir uma série de doenças. Em um estudo publicado na atual edição da revista Science Translational Medicine, esses pesquisadores demonstraram que um medicamento experimental pode fortalecer o sistema imunológico dos idosos e ajudá-los a combater infecções como a gripe. A droga em questão tem como alvo uma região do DNA ligada ao envelhecimento e ao sistema imunológico e é uma versão do medicamento rapamicina. Esse remédio faz parte da classe dos inibidores de mTOR, nome dado a uma via genética que, embora promova o desenvolvimento saudável entre jovens, parece ter um efeito negativo sobre a saúde com o avanço da idade. Estudos feitos em animais já indicaram que essas drogas podem prolongar a vida e evitar doenças associadas à velhice. A nova pesquisa é uma das primeiras a confirmar essa hipótese em seres humanos.

Participaram do estudo cerca de 200 pessoas com mais de 65 anos. Parte delas tomou essa esse medicamento ao longo de seis semanas, enquanto o restante ingeriu doses de placebo. Após esse período, todos os voluntários receberam uma vacina contra a gripe. Segundo os resultados, os idosos que tomaram o medicamento desenvolveram 20% mais anticorpos contra a gripe do que aqueles que ingeriram placebo. Os pesquisadores também perceberam que esses voluntários apresentaram menores quantidades de glóbulos brancos associados ao declínio do sistema imunológico. Os autores do estudo, que foi conduzido no Instituto de Pesquisa Biomédica da farmacêutica Novartis, afirmam que a pesquisa dá um primeiro passo em direção a um medicamento capaz de reverter os danos do envelhecimento. Novas pesquisas devem ser feitas até que esse medicamento possa a ser utilizado na prática clínica.

 

Fonte:Veja.com

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Segunda, 22 Dezembro 2014 21:32

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