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Os 10 maiores mistérios sobre o Universo

O universo em toda a sua extensão oferece um vasto campo de estudo e especulação para astrônomos e cientistas. E quanto mais a ciência avança e novas descobertas são feitas, mais perguntas surgem sobre o funcionamento do Espaço, sobre a nossa própria origem e até mesmo sobre as possibilidades do Universo chegar ao fim. Alguns dos mistérios que intrigam os pesquisadores envolvem fenômenos que fogem da compreensão e que levantam dúvidas sobre as razões de suas peculiaridades. É o caso da galáxia em formato retangular e do campo magnético em parte da crosta lunar. Descubra as dez principais perguntas sobre o Universo que ainda tiram o sono de muitos astrônomos e cientistas nos dias de hoje.

1. O que é a matéria escura?

No modelo cosmológico aceito pela comunidade científica, o Universo é composto por energias e partículas que interferem na gravidade, expansão e aceleração do espaço. Acredita-se que 73% da densidade se constitui de energia escura, que teria o efeito de pressão negativa sobre o Universo; e 23% de matéria escura, que hipoteticamente tem efeitos gravitacionais em matérias visíveis. Por ser completamente invisível para telescópios e por não emitir luz nem radiação eletromagnética, a matéria escura é extremamente difícil de ser estudada. Os cientistas especulam que ela seja composta de partículas subatômicas diferentes daquelas das matérias visíveis, mas seu efeito gravitacional é perceptível nos movimentos de galáxias e estrelas. Um dos principais recursos para o estudo da matéria escura é o projeto AMS (Alpha Magnetic Spectrometer) na Estação Espacial Internacional, que coleta dados sobre o fluxo de raios cósmicos na órbita da Terra. 

2. O magnetismo nas crateras da Lua

Um dos maiores mistérios da Lua, assim como a sua origem e formação, é a presença de campos altamente magnetizados na superfície, mas apenas em algumas partes da crosta e não em sua totalidade. A região da bacia do Polo Sul-Aitken, onde se encontra a maior cratera na superfície da Lua, apresenta também a maior concentração de magnetismo do satélite e tem despertado a atenção dos cientistas. Acredita-se que essa grande cratera foi formada pelo impacto de um asteroide de 200 quilômetros de extensão, há cerca de 4,5 bilhões de anos. Esse asteroide pode ter deixado uma quantidade enorme de alguma forma de ferro, que se espalhou de maneira irregular pela crosta lunar, produzindo essas anomalias magnéticas ainda hoje detectadas. Os cientistas especulam também se a Lua tinha algum tipo de campo eletromagnético depois da sua formação, que estaria presente inclusive no evento do grande impacto do asteroide, mas que foi desaparecendo ao longo do tempo. Simulações por computador indicam que o campo lunar de fato existiu e que o magnetismo encontrado em regiões da superfície faz parte tanto de materiais do espaço quanto de restos do campo eletromagnético que ainda resistem no satélite.

3. A galáxia retangular

A galáxia anã LEDA 074886, detectada em 2012, está localizada a 70 milhões de anos-luz, mas mesmo à longa distância ela chama a atenção pelo seu aspecto retangular. As galáxias em geral têm formato oval, como discos, elipses tridimensionais, às vezes até com curvaturas irregulares, mas essa nova galáxia tem uma aparência bastante peculiar, com cantos mais definidos. De acordo com algumas especulações, o aspecto retangular pode ser resultado da colisão de duas galáxias em formato espiral. A LEDA 074886 pode ser vista como um retângulo ou até mesmo se assemelhando a um diamante, mas apresenta um disco de orientação circular no centro. Acredita-se que a galáxia deve perder seus cantos duros ao longo de bilhões de anos.

 

4. O problema de lítio

 

O lítio é um dos elementos, junto com o hélio e o hidrogênio, que deveria ser abundante no Universo por estar diretamente ligado aos processos de síntese nuclear. Porém, a observação de estrelas antigas, formadas de material similar àquele que produziu o Big Bang, revelou uma quantidade de lítio muito inferior do que previam os modelos teóricos. A pouca quantidade do elemento nas estrelas ficou conhecida no meio científico como “problema de lítio”. Novas pesquisas indicam que parte desse lítio pode estar misturada ao centro das estrelas, fora da vista de telescópios. Ao mesmo tempo, no campo teórico, pesquisadores sugerem que áxions, partículas subatômicas hipotéticas, podem ter absorvido prótons e reduzido a quantidade de lítio criada logo após o Big Bang.

 

5. A reciclagem do Universo

 

Nos anos mais recentes, os astrônomos notaram que as galáxias formam novas estrelas a uma taxa que parece consumir mais matéria do que elas pareciam ter. Um novo estudo com galáxias distantes pode ter encontrado a resposta a este mistério. As galáxias parecem atrair de volta para o seu centro um gás que elas mesmo produzem, o que pode resolver a questão da origem da matéria bruta na formação de novas estrelas.

 

6. As bolhas de radiação no centro da Via Láctea

 

O telescópio Fermi, capaz de detectar raios gama no espaço, registrou em 2010 gigantescas bolhas de radiação que emanam em direções opostas a partir do centro da Via Láctea. Essas estruturas se estendem a 20 mil anos-luz para cima e para baixo do plano espacial. Os cientistas têm especulado que essa radiação pode ser resultado do choque de estrelas sendo consumidas pelo enorme buraco negro do centro da galáxia.

 

7. Por que as pulsares pulsam?

 

As estrelas de nêutrons pulsares têm a particularidade de emitir radiação eletromagnética em intervalos regulares, como o feixe de luz em rotação de um farol. Apesar de a primeira pulsar ter descoberta em 1967, os cientistas ainda tentam decifrar as causas dos pulsos de energia. Observou-se que correntes magnéticas influenciam no desalinhamento dos polos e na emissão de radiação, mas ainda não há explicação para a flutuação magnética que movimenta as pulsares.

 

8. Estamos sozinhos?

 

A pergunta que não quer calar: será que estamos sozinhos no Universo? Em 1961, o astrofísico Frank Drake postulou uma equação polêmica sugerindo que, levando em conta diversos fatores, a probabilidade de existir vida em outro lugar é extremamente alta. Drake contabilizou a formação de novas estrelas, a quantidade de estrelas com planetas, a combinação de condições para a existência de vida, entre outras especificações. Ainda não encontramos vida em nenhum canto da galáxia, mas isso não significa que devemos perder as esperanças.

 

9. O fim do Universo

 

Os teóricos acreditam que o Universo começou com o Big Bang, mas há muitas dúvidas ainda de como ele vai acabar. Não é possível saber se o Universo continuará se expandindo até o ponto da desagregação de toda a matéria, o Big Rip, ou se a expansão irá cessar e o plano espacial entrar em processo de condensação, o chamado Big Crunch.

 

10. Universos paralelos

 

Podemos não estar sozinhos e podemos não ser únicos. A teoria de pesquisadores físicos é de que podemos estar em um multiverso, com outros universos paralelos. A especulação sugere pensar o nosso universo como uma bolha, como um globo de neve, e que outros universos alternativos existem dentro de suas próprias bolhas. Apesar de ser um conceito bem próximo de clássicos da ficção científica, astrônomos procuram evidências que indiquem pontos de colisão entre os universos.

 

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Nasa anuncia descoberta de planeta fora do sistema solar ‘quase gêmeo’ da Terra

A Nasa anunciou no início da tarde desta quinta-feira a descoberta de um planeta extrassolar que está entre os mais parecidos com a Terra. Batizado Kepler 452b, ele é menos de duas vezes maior que nosso planeta e orbita uma estrela muito parecida com o Sol na sua chamada zona habitável, onde não está nem perto nem longe demais, de forma que sua temperatura provavelmente também não seja nem quente nem fria demais — o que permite a existência de água líquida em sua superfície, condição considerada essencial para o desenvolvimento de vida como conhecemos. 

O novo “quase gêmeo” da Terra faz parte de mais uma grande leva de novos candidatos a planetas extrassolares saídos de análises dos dados coletados pelo telescópio espacial Kepler durante os quatro anos em que funcionou a plena forma, entre 2009 e 2013. Ao todo, são mais de 500 possíveis novos exoplanetas cuja existência ainda precisa ser confirmada por observações posteriores com outros equipamentos (por isso o “candidatos”). Destes, se destacam 12 que teriam menos que o dobro do diâmetro da Terra e estariam na zona habitável de suas estrelas, dos quais o Kepler 452b é o primeiro a ser confirmado.

— Este catálogo contém nossa primeira análise de todos os dados do Kepler, assim como uma avaliação automatizada destes resultados — conta Jeffrey Coughlin, cientista do Instituto Seti (sigla em inglês para “busca por vida extraterrestre inteligente”) e líder do esforço que revelou os novos candidatos, que se somam aos mais de 4 mil já encontrados nos dados do telescópio espacial. — Análises melhoradas vão permitir aos astrônomos determinar melhor o número de planetas pequenos e frios que são os melhores candidatos a abrigar vida.

 

EXOPLANETA PODE DAR PISTAS SOBRE O FUTURO DA TERRA

 
 

Localizado a cerca de 1,4 mil anos-luz da Terra, o Kepler 452b orbita a uma distância equivalente de nosso planeta uma estrela com características muito próximas do Sol, apenas 4% mais maciça e 10% mais brilhante que nossa estrela. Pelo seu tamanho e o tipo de estrela que orbita, os cientistas estimam que o exoplaneta tem uma chance maior que 50% de ser rochoso como a Terra, se encaixando numa categoria de planetas com dimensões entre as da Terra e de Netuno. Sistemas planetários extrassolares assim são muito comuns, mas estranhamente estão ausentes de nosso próprio Sistema Solar.

— O Kepler 452b nos leva um passo mais perto de entendermos quantos planetas habitáveis existem lá fora — diz Joseph Twicken, também cientista do Instituto Seti e programador-chefe da missão Kepler. — A investigação continuada de outros candidatos neste catálogo e uma última análise dos dados acumulados pelo Kepler nos ajudarão a achar os planetas mais frios e menores, o que nos permitirá a melhor estimar a prevalência de mundos habitáveis.

Por outro lado, embora tenha tamanho e brilho muito similares ao do nosso Sol, a estrela do Kepler 452b é 1,5 bilhão de anos mais velha do que a nossa. Isso faz do novo exoplaneta também um provável candidato a mostrar qual poderá ser o futuro da Terra.

— Se o Kepler 452b é de fato um planeta rochoso, sua localização em relação à sua estrela pode significar que ele está entrando em uma fase de efeito estufa incontrolável na sua história climática — aponta Doug Caldwell, outro cientista do Instituto Seti que também trabalha na missão Kepler. — O aumento na emissão de energia por sua estrela envelhecida pode estar aquecendo a superfície e fazendo seus oceanos evaporarem. Este vapor d'água seria então perdido pelo planeta para sempre. O Kepler 452b pode estar experimentando agora o que a Terra passará daqui a mais de um bilhão de anos, quando o Sol estiver mais velho e brilhante — diz. O Kepler 452b é aproximadamente 60% maior que a Terra, o que a coloca em uma classe de planetas conhecida como "super-Terras". Sua órbita é muito similar à nossa, com órbita de 385 dias.

 

TELESCÓPIO COLETA DADOS DO SISTEMA SOLAR

O telescópio espacial Kepler encontra seus candidatos a planetas extrassolares por um método chamado “de trânsito”. Equipado com um fotômetro hipersensível, ele é capaz de detectar as ínfimas variações no brilho das estrelas que observa provocadas pela passagem de um planeta entre elas e a Terra de nosso ponto de vista, fenômeno conhecido na astronomia como “trânsito”. Durante os quatro anos de sua missão principal, Kepler ficou fixamente apontado para uma pequena região do céu na direção das constelações de Cygnus (Cisne) e Lira, coalhada com cerca de 150 mil estrelas, tendo revelado quase 5 mil candidatos (já incluídos os mais de 500 novos), dos quais a grande maioria objeto de observações posteriores teve sua existência confirmada.

Sucessivas falhas em dois dos quatro giroscópios que permitiam ao Kepler manter o “olhar” fixo na região do céu que estudava, no entanto, encurtaram sua missão principal, encerrada em maio de 2013. Depois de muito trabalho, porém, os cientistas da Nasa conseguiram recuperar pelo menos parte da sua capacidade de fazer descobertas científicas, dando início, em maio do ano passado, à chamada missão K2, em que, embora com capacidade limitada, continua sua busca por planetas extrassolares, além de coletar dados sobre aglomerados de estrelas, berçários estelares e objetos dentro de nosso próprio Sistema Solar.

Fonte: O Globo

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Seis explicações fundamentais para entender o Big Bang

A grande maioria dos Ateus aceitam a teoria do Big Bang, pois, até o momento é a teoria mais plausível para a origem do universo de acordo com o conhecimento atual da humanidade. Obviamente, novos fatos podem surgir e novas teorias podem ser formuladas, mas, até o presente momento, o Big Bang é a teoria mais plausível. Alguns detalhes são importantes serem ressaltados devido à grande confusão que as pessoas fazem sobre esta teoria, principalmente devido à falta de informação.

Primeiro, a Teoria do Big Bang não postula que o universo surgiu do nada, mas sim em concomitância com tempo. Sendo assim, não existe um momento anterior ao Big Bang, uma vez que "antes" pressupõe tempo. O Big Bang criou o espaço-tempo, sendo assim não havia "antes", pois o Big Bang é o tempo=0.

Segundo, o nada cria sim reações quando reage com o nada. Na mecânica quântica, por exemplo, partículas subatômicas surgem e desaparecem simplesmente do nada a todo instante. Esta ideia de que nada surge do nada (que é uma ideia de filósofos antigos como Aristóteles) já caiu por terra na década de 50.

Terceiro, na verdade, a teoria do Big Bang, não diz que o universo se originou de uma explosão propriamente dita, porque a ocorrência de uma explosão pressupõe a existência de alguma coisa anterior que explodiu em um meio preexistente. E, no caso do universo, tudo o que existe surgiu desse ponto inicial. Além disso, não teve "Bang" (explosão) no Big Bang, porque a expansão não fez barulho - não existe som no vácuo

Quarto, o Big Bang não gerou os planetas e as galáxias como nós conhecemos, a explosão que se deu de um ponto minúsculo continha a energia que daria origem após o resfriamento da mesma, as primeiras matérias. Hawking demonstrou que um buraco negro (singularidade) pode explodir liberando energia, a ciência não pode dizer ainda o que houve antes desta “explosão” ou o que gerou (se é que se pode dizer isso) o ponto superdenso que se precipitou, mas podemos dizer o que houve depois e entender tudo isto através de estudos e análises.

Quinto, as singularidades (como a que originou o Big Bang) existem hoje mesmo. E são mais comuns do que parecem. Há um monte delas acima de nós agora mesmo. Dez milhões só na nossa galáxia. É que você as conhece por outro nome: buracos negros. Esses ralos cósmicos que sugam tudo o que aparece em seu caminho são basicamente pontos onde a força gravitacional é infinita. Para entender melhor um buraco negro, o melhor jeito é aprender a receita para construir um. Primeira parte: pegue 1 milhão de planetas Terra e funda todos eles até formar uma bolona, com massa equivalente à de 3 Sóis. Quanto maior a massa de alguma coisa, maior a gravidade. No caso da nossa bola, ela teria uma força gravitacional tão poderosa que nada teria como ficar em sua superfície sem começar a ser tragado para dentro do solo. Até a própria superfície começaria a ser engolida. Isso realmente acontece com as estrelas gigantes, bem maiores que o Sol, quando elas morrem. Nesse processo digestivo, a bola vai diminuindo de tamanho e fica cada vez mais densa. A força gravitacional também se concentra, puxando mais matéria ainda para o centro da bola. Uma hora a gravidade vai ter sugado tudo. Mas não vai deixar de existir. Será um ponto de dimensão zero. Uma singularidade, assim como a que originou o Big Bang.

Sexto, crer no Big Bang, átomos e fenômenos astronômicos é crer no que eu vejo. Eu vejo o Big Bang e fenômenos astronômicos quando meço o efeito doppler em galáxias e vejo blueshifts (decréscimo no comprimento de onda [aumento da frequência]) em quase todas, quando vejo uma supernova, uma estrela anã branca, vejo em todo lugar. Eu vejo o Big Bang quando estudo um buraco negro. Eu vejo o Átomo quando a espectroscopia me mostra o comportamento da molécula e consigo comprova-lo por equações como a Equação de Schrodinger, o princípio da incerteza de Heiseberg e a Equação de Le Broglie. Eu vejo milhões e milhões de anos de evolução quando faço a datação de carbono 14 e datações radiométricas em fósseis e muitas outras estruturas geológicas e vejo que o universo não tem apenas alguns milhares de anos, mas sim, 13 BILHÕES de anos. O Big Bang é explicado pela mecânica quântica, portanto, aceitar que o Big Bang é verdadeiro não é questão de fé, antes, uma questão de evidências descobertas pela ciência.

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O pálido ponto azul

Basta analisarmos com um pouco mais de profundidade a grandiosidade do universo, para percebermos como são pequenas nossas divergências sejam elas culturais, econômicas, raciais, religiosas, políticas e filosóficas. Vivemos num minúsculo planeta situado no sistema solar que por sua vez faz parte da galáxia Via-Láctea. Nós, insignificantes seres humanos, estamos como que presos neste planeta, pois se nos afastarmos apenas alguns quilômetros em direção ao espaço morreremos por falta de uma atmosfera que nos permita respirar. Com muita determinação, gastando bilhões de dólares, usando os mais renomados cientistas, após muitas tentativas, unindo todo o conhecimento tecnológico acumulado por anos de estudo, conseguimos ir à Lua, um satélite natural que gira em torno de nosso planeta. Calcula-se que daqui algumas décadas conseguiremos fazer uma viagem tripulada a Marte, o planeta mais próximo do nosso, pode-se dizer “aqui do lado”. Mas para isso, usando toda nossa ciência, levaremos segundo alguns cálculos otimistas, uns 7 meses para ir, isto se não acontecer nenhum imprevisto, porque já enviaram algumas pequenas naves sem tripulação e o resultado não foi o esperado.

     Agora pense, todo esse esforço para chegarmos a nosso vizinho, o planeta Marte. Só que depois de Marte a uma sucessão de planetas como Júpiter, Saturno, Netuno, e após estes saímos de nosso sistema solar entrando em um novo sistema, tendo no centro uma estrela e vários planetas girando em sua volta. Calcula-se que apenas em nossa galáxia exista cem bilhões de estrelas semelhantes ao nosso Sol, a maioria com vários planetas girando em torno de tais. Para termos uma ideia basta olharmos para o céu numa noite estrelada. Se o homem conseguisse viajar a velocidade da luz, aproximadamente trezentos mil quilômetros por segundo, algo impossível com a atual tecnologia humana, vemos isto acontecer apenas em filmes, na vida real creio que a humanidade levará milhões de anos para chegar a este conhecimento, mas suponhamos que num futuro distante o ser humano consiga viajar a velocidade da luz, que tal façanha se torne possível, sabe quanto tempo levaríamos para atravessar a nossa galáxia, a Via Láctea? Levaríamos cem mil anos! Isto mesmo, apenas para atravessar a nossa galáxia. Agora você faz ideia quantas galáxias existem? Calcula-se que existam mais de cem bilhões de galáxias no universo e aproximadamente cem bilhões de estrelas em cada galáxia. Astrônomos estimam que cerca de ¾ dessas estrelas possuem planetas ao seu redor, isto nos leva a dez sextilhões de planetas no universo, o número um seguido de vinte e dois zeros. Existem mais planetas do que os grãos de areia de todas as praias do mundo. Não é por acaso que o célebre astrônomo Carl Sagan chamou nosso planeta de pálido ponto azul diante da imensidão do universo. Portanto, é totalmente contrário as leis da probabilidade afirmar que somos a única espécie inteligente do universo, seria no mínimo um desperdício muito grande de espaço. Consegue perceber nossa insignificância diante da imensidão de nosso universo? (Carl Sagan, Pálido Ponto Azul. Companhia das Letras, 1994. ISBN 0-679-43841-6). Nosso planeta assemelha-se a uma grande espaçonave que vaga a esmo pelo universo infinito, tendo nele o necessário para nossa sobrevivência. Não conseguimos nem mesmo ir a Marte, quanto mais sairmos de nosso sistema solar ou de nossa galáxia. Parecemos uma pequena formiguinha que não consegue chegar à fazenda vizinha, quanto mais a outro país ou continente (Carl Sagan, Cosmos. Editora Francisco Alves, 1980. ISBN 0-375-50832-5).

     Realmente nossa pequenez e fragilidade são claramente expostas quando ocorre um fenômeno natural em nosso planeta, como um furacão, um terremoto, um maremoto ou a erupção de um vulcão. Todos esses nos fazem parecer pequeninos insetos incapazes de fazer algo em favor da sobrevivência. Portanto quem confinado dentro deste pequeno planeta pode afirmar que não existe vida em outros planetas? Não conseguimos nem sair daqui! Quem pode garantir que em outros sistemas ou galáxias não existam civilizações talvez bem mais evoluídas que a nossa e simplesmente tais seres preferem não se intrometer em nossos insignificantes assuntos, ou talvez sejam primitivos demais e assim nem fazem ideia de que existimos. Já pensou que situação peculiar? Eles não conseguem sair de lá e nós não conseguimos sair daqui! Todas estas possibilidades existem e ninguém preso a este pequeno planeta pode provar o contrário, estamos impotentes, viajando por este vasto universo, sem o menor controle de nossa direção, não sabemos nem mesmo para onde estamos indo.

     Diante de tudo isso, qualquer fanatismo, intolerância, preconceito ou divergência torna-se insignificante. Basta olharmos para o nosso processo de envelhecimento para termos uma atitude mais modesta e humilde. Ficamos inquietos e incomodados com a brevidade e futilidade da vida. A maioria das pessoas preza a vida, porém não se conforma com a morte, o fim abrupto e sem escape que todos mais cedo ou mais tarde se confrontam. É desolador observar a decadência física do ser humano, observar pessoas precisando da ajuda de outras para fazerem tarefas que na sua juventude seriam banais, ver o corpo definhar sem que nada possa ser feito para interromper esse cruel processo. Esta é uma realidade que todos vão enfrentar, a duração da vida do ser humano é como um breve instante diante dos bilhões de anos do universo, por isso precisamos parar com a ideia de que somos o centro do universo, que tudo gira em torno de nós e que todo esse vasto cosmos foi criado em nossa função. Todo esse pensamento egocêntrico criado por nosso intelecto tem contribuído para que o ser humano fique cada vez mais arrogante e prepotente, e nossa sociedade cada vez mais individualista e possessiva. É fundamental que o ser humano entenda sua pequenez e tire de seu coração toda essa arrogância e prepotência que tanto mal tem causado a seu semelhante.

     É claro que precisamos de amor próprio e autoestima, ter um objetivo nesta nossa curta e passageira vida, entretanto, estes nunca devem se basear numa mentira ou ilusão, também nunca devem nos levar a pensar que somos melhores que os outros, que somos os donos da verdade, que nossa religião, raça, etnia ou posição social nos coloca num nível superior aos demais humanos. 

Este texto foi extraído do livro "A BÍBLIA SOB ESCRUTÍNIO", para adquiri-lo CLIQUE AQUI!

 

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